O que a final do Mundial ensina ao Brasil?

Publicado  segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


A derrota do Santos para o Barcelona em 2011 ensinou ao futebol brasileiro a dura lição que teimávamos em não aprender com o sucesso do Muricybol. Ficou descarado que soluções fáceis e aposta em personagens folclóricos - seja o "papai Joel" ou o "turrão Muricy" - não fariam o futebol brasileiro voltar ao topo. O caminho rumo ao topo é difícil.

O Corinthians aprendeu isso quando manteve Tite, mesmo após perder o brasileiro de 2010 na última rodada e a queda para o Tolima. Apostou não só na continuidade, mas no amadurecimento de um dos maiores estudiosos de esquemas táticos do Brasil. Curiosamente, em seu pior momento a imprensa esportiva chegou a tentar rotulá-lo em uma espécie de adepto do lazaronês.

Hoje, o futebol brasileiro volta ao topo pela evolução tática. E é difícil pensar em quantos técnicos além de Tite são capazes de pensar em novidades no cenário raso do futebol brasileiro. De dentro para fora, o técnico corintiano professa uma lição ainda difícil para o futebol brasileiro, que prefere Felipão à Guardiola: é indispensável olhar para o futebol em todo o mundo ao invés de apostar em chavões e clichês. Que 2013 confirme que apreendemos isso, com ou sem título Mundial

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