Eu & a eleição no CRF

Publicado  quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


"Vamos ganhar, mas será sofrido", o mantra citado por mim dezenas de vezes a cada seguidor no twitter, leitor, amigo ou fã de página que me perguntava se ainda estava confiante. Mesmo sabendo que as estimativas divulgadas na coluna de Renato Maurício Prado eram totalmente realistas já que havia acompanhado o processo de perto.

Ainda bem que eu e cada integrante que trabalhou no dia 3/12, em diferentes horários (e até das 6h da manhã até a apuração às 23h) pensou o mesmo. "Erramos" na projeção estimada - a vitória veio com 53% ao invés dos 50,4% projetados anteriormente - mas eu não cravei a minha estimativa de votos de Patrícia Amorim. Com  mais de 900 votos ao contrário dos, no máximo, 700 que acreditava, ela mostrou, para tristeza geral da torcida, que será uma personagem fortíssima na política rubro-negra nos próximos anos, ainda que agora diga que não será mais candidata. Os ventos da política mudam.

Como mudaram a favor da chapa Azul, de Wallim Vasconcellos e Eduardo Bandeira de Mello. Na primeira vez que ouvi a respeito da possibilidade da candidatura da chapa Azul, confessei ao meu aamigo Rafael Strauch, o grande herói dessa eleição, que se ajudaríamos a surgir os novos personagens naquela eleição ao invés de nos unirmos aos que já estavam lá contra Patrícia todos nós precisaríamos fazer deles os favoritos. Não fiz absolutamente nada sozinho desde então. Tive a companhia de gente que ama o Flamengo da mesma forma solidária e tão empenhada quanto eu.

Não vale a pena entrar em detalhes, mas como você pode imaginar há sempre o jogo sujo nas eleições do clube. O que considero lamentável e espero que mude. O que posso dizer é que todos entramos naquele Dia D, em uma operação liderada pelo gerente Fred Mourão, preparados para um ambiente hostil. Foi tudo o que vivemos, sem a violência temida por muitos torcedores que insistiram em nos alertar dias antes.

As horas finais desse dia com o interesse pelas parciais que concretizavam o que esperávamos, foram bem diferentes do que eu esperava. Mesmo exausto, a adrenalina pelo resultado me energizou até o fim. Só quem esteve lá pode explicar.

Outra coisa que me fez ir em frente foi reencontrar uma amiga de faculdade e um amigo que fazia a cobertura do processo. Todos flamenguistas. Gente cujo apreço pela amizade foi uma das minhas cargas para me envolver nos rumos dessa política.

Nessa reta final, caminhamos juntos como fizemos nos quatro anos de PUC-Rio para o ginásio onde houve a apuração. Tomamos caminhos diferentes antes de entrar por lá - mas sei que vou reencontrá-los outras vezes  - e nessa etapa algumas pessoas vieram me parabenizar pelo trabalho que expliquei em várias reuniões com sócios. "Vai ser o que você falou mesmo", me disse um deles.

Outros agradeceram em um exagero generoso como se eu tivesse grande participação. Sem um pingo de falsa humildade digo que não tive. Fui mais um. Fiz tudo o que podia e isso as vezes não é muito, mas é o máximo que podemos fazer. Posso ser um dos mais populares nas redes sociais, mas acreditem: a mobilização para essa vitória contou com muitos mais nomes do que cabem neste post. Uma autêntica operação overlord pelo bem de do mais querido do Brasil.

O que faço melhor nessa vida é escrever. E não há ato mais solitário do que o da escrita. Por isso, acredito tanto na mobilização das redes sociais e nos amigos que ganhamos com ela. E é por isso que digo que essa luta não começou comigo e que nunca estive sozinho nela. Porque dá muito orgulho ter isso em mente. Dá enorme orgulho de fazer parte de um grupo como o Sócios Pelo Flamengo.

Afinal de contas, pra quê vencer um jogo de futebol quando não temos amigos com quem comemorar? Que Eduardo Bandeira de Mello e o grupo Fla Campeão do Mundo nos dêem outros motivos para celebrar.

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