Cinco técnicos para o Brasil melhores que Felipão

Publicado  sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


Já critiquei a escolha de Felipão aqui, mas pensei em um exercício para comprovar o tamanho do erro de José Maria Marin em chamá-lo para a missão: listar cinco opções melhores. Vale lembrar que o blogueiro não concorda com o resultado pelo resultado e gostaria de ver um projeto que recuperasse a escola brasileira de drible e jogo ofensivo para a seleção, algo que não vemos desde 1986, com Telê Santana.

Vamos aos nomes e razõe:

Abel Braga: O cara já foi campeão mundial, da Libertadores e brasileiro. Abelão não costuma promover o tipo de esquema que gostaria de ver na seleção, mas dentro do futebol de resultados é um técnico mais preparado. E olha que não torço pelo Fluminense...


Vanderlei Luxemburgo: Vanderlei teve uma passagem ruim pelo Brasil, mas é um nome com muito mais regularidade do que Felipão. No cenário nacional se acostumou a brigar na ponta todos os anos enquanto Luiz Felipe Scolari jamais emplacou uma sequência convincente no Palmeiras, fora o título da Copa do Brasil, e teve uma carreira pouco honrosa após passar por Portugal.

Há dúvidas sobre a honestidade de Luxemburgo, que jamais foram comprovadas devidamente na esfera da justiça. Não duvido que sejam reais, mas usar isso como motivo para limitá-lo em um país onde todos os dirigentes são alvo de desconfianças piores e temos um presidente da CBF que embolsou uma medalha (literalmente) não é lá muito coerente.


Sampaoli: Jorge Sampaoli talvez fosse a aposta mais ousada entre esses cinco, mas o futebol total de LaU torna seu nome algo irresistível. Imaginem a qualidade de Neymar atuando na mesma posição que o bom Vargas ou o craque Oscar na mesma posição que Lorenzetti? O técnico me faz ter muita vontade de ver o Chile jogando. Será que não faria o mesmo pela seleção?

Guardiola: A má vontade com técnicos estrangeiros na seleção é tão grande que se perpetuou uma bobagem de que o espanhol só daria certo com Iniesta e Messi vestindo a amarelinha. Curiosamente, os autores de tal bobagem não pedem que Felipão use a máquina do tempo e traga Ronaldo, Kaká e Ronaldinho de 2002. Critério.

Pep Guardiola está acostumado a um trabalho de longo prazo e em priorizar times que tomem a iniciativa de jogo. É um nome respeitado e adorado. Seria ótimo ver a CBF acreditando em um nome desses, embora ele jamais desse certo com essa "estrutura".
Tite: O técnico do Corinthians talvez seja o nome mais promissor quando falamos de evolução tática no Brasil, assim como Mano Menezes anos atrás. Ao seu favor, uma honra inabalável e parece lidar melhor com a pressão que o Brasil impõe a qualquer um. Se o objetivo fosse um profissional nascido e criado aqui, seria a melhor escolha.

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