O Palmeiras impotente

Publicado  domingo, 18 de novembro de 2012


O rebaixamento do Palmeiras ocorrer horas depois de um empate frustrante com gol de um ex-ídolo é só mais um detalhe dos requintes de crueldade da temporada de 2012. Renascimento e morte em um mesmo ano com a Copa do Brasil e um rebaixamento, algo raríssimo para um time grande.

E sim, o Palestra não deixa de ser imenso mesmo na série B. O que talvez deixe para trás - ainda que temporariamente - seja o "imponente" de seu título para a rima do título deste post. Contrariando as (minhas) previsões mais otimistas, o ótimo trabalho de Gilson Kleina e uma das folhas salariais mais altas do campeonato não salvaram o clube.

Mais do que reconstruir o clube para 2013, torcida e sócios precisam entender que as lições do último rebaixamento nunca foram assimiladas corretamente. O Palmeiras viveu os últimos dez anos como aquele estudante que sempre passa se arrastando e termina formado sem muita instrução.

Com uma honrosa exceção, o clube jamais pareceu saber o significado de termos como "planejamento" e "gestão profissional" depois da Era Parmalat. Se perdeu essa oportunidade na Gestão Belluzzo, com muitas boas intenções e poucos resultados decentes.

É hora do Porco apostar em menos soluções fáceis e reunir quem defenda o clube com profissionalismo e amor na mesma medida. A Fanfulla talvez represente esta esperança. Um grupo político preocupado com a torcida ao invés de políticos preocupados com a Mancha Verde.

Recuperar o "imponente" de seu hino é uma tarefa fácil, mas a meta deve ser impedir que ele se perca novamente. Palmeirenses já sofreram o bastante, mas o momento pede que se arregace as mangas e se trabalhe duro. Daqui para frente, tudo precisa melhorar.

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