O torcedor votou "não"

Publicado  segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Nem Patrícia e nem Marcelinho. Nada de Carlos Germano ou tampouco Andrade. Ainda que Tupãzinho, Washington, Marco Aurélio Cunha e outros poucas pessoas do mundo da bola tenham conseguido cargos públicos, em 2012 o torcedor e eleitor, de forma genérica, deu um basta para quem quer ser vereador com a proposta de receber voto de quem ama futebol.

Nada mais justo. Ex-jogadores, ex-dirigentes ou pessoas ligadas de alguma forma a clubes de futebol fazem da Câmara um espaço para muito folclore e vontade de aparecer, mas pouco trabalho pela sociedade. Em alguns casos, sequer pela torcida que os elegeu ignorando estádios desconfortáveis e o desrespeito usual que os torcedores estamos todos acostumados.

Pode ser que seja um processo momentâneo. Mas repare que mesmo quando vascaínos disseram não a Eurico Miranda, ainda havia gente como Patrícia e outros que representavam com força a bancada da bola. Este ano, os perdedores superam os vencedores como mostra essa matéria do Globoesporte. Esperança de um esporte melhor. Não só porque o torcedor vetou esses candidatos, mas porque demonstrou critério e vontade de pedir mais do que torcer pela mesma camisa. Nossos homens públicos vão precisar fazer mais se querem receber o nosso dinheiro.

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