Brasileiro de 2012 já é uma decepção!

Publicado  quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Com o aumento milionário das cotas de TV, o retorno de jogadores como Ronaldinho, Marcelo Moreno e Juan e a presença de astros já consagrados como Fred e Montillo, o campeonato brasileiro deste ano caminhava para ser um divisor de águas do futebol nacional. Infelizmente, não deu.

Com um G3 definido desde o primeiro turno e sem muitas surpresas ( o favoritismo do Flu era a coisa mais previsível que você poderia apostar em janeiro), é difícil acreditar que o tricolor carioca não leve a taça. A despeito do futebol interessante do Atlético-MG, a falta de times competitivos na ponta ao contrário de 2009, 2010 e 2011 indica que o nosso campeonato não é o que ainda poderia ser.

Este ano temos também um Z4 que dificilmente terá mudanças até o fim do ano. Não levava fé na queda do Palmeiras, mas as duas vitórias da Ponte Preta deixaram apenas o Bahia como possível rebaixado. Possivelmente, os quatro times que caírem não chegarão aos 40 pontos, evidência do baixíssimo nível técnico deste ano.

Se isso já não fosse o suficiente, 2012 talvez tenha sido o ano em que menos se falou de futebol nas discussões sobre o torneio. As teorias conspiratórias mais malucas surgiram e a mera possibilidade de um jogo ser impugnado nos fazem lembrar de anos nem tão distantes assim de viradas de mesa e coisas do tipo. A imagem acima da torcida do Galo, que disputa a liderança com o Flu, demonstra bem o rumo que o bairrismo das coberturas esportivas causou. Que 2013 seja melhor.

O Ocaso de Diogo

Publicado  segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Destaque na série B de 2007, o meia-atacante Diogo rapidamente foi adiantado para o ataque onde seguiu se destacando pela Portuguesa. No brasileiro do ano seguinte, um drible inesquecível no zagueiro Fábio Luciano e muitos gols sacreamentaram sua saída para o Olympiacos. Desde então, o jogador, favorito na lista de reforços de qualquer time paulista quando estava no auge, desapareceu.

Inacreditáveis quatro anos depois de surgir no Brasil, o atacante agora é afastado do elenco grego por "falta de vontade". Tendo confirmado a aposta de nove milhões de euros (a maior transferência do clube brasileiro) apenas no primeiro ano, ele chegou a retornar para o Brasil para uma promissora dupla com Deivid no Flamengo. Os dois decepcionaram, mas suas atuações pífias no Santos comprovam que o problema não foi exatamente o clube ou o parceiro (vice-artilheiro do rubro-negro em 2011 e se destacando agora no Coritiba).

Diogo corre o risco de ser mais um Rodrigo Fabri na história da Lusa ao invés de um novo Zé Roberto. Com a idade onde deveria estar no auge, parece acomodado pelo alto salário e desmotivado com os desafios da bola. Faz a gente pensar onde estamos errando com tantos jogadores bons que simplesmente não conseguem confirmar o que esperávamos por um sentimento de prostração incompatível com sua juventude. O tempo punirá.

O melhor Ronaldinho

Publicado  segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Demorou, mas ele chegou lá. O meia-atacante que brilhou no Flamengo no primeiro turno de 2011 ainda não havia provado que poderia fazer o mesmo ou melhor pelo Galo. E com a atuação no Fluminense e com outras no Brasileiro isso mudou.

Ronaldinho é hoje um jogador mais regular e neste segundo turno o responsável pela ressurreição do Atlético-MG e de um campeonato que já parecia decidido. Já há algumas semanas eu dizia que sua subida de produção era fundamental para as pretenções do clube mineiro. Ele chegou lá.

A melhora do número 49 tem a ver também com seu novo posicionamento. Ainda no Flamengo, Vanderlei Luxemburgo insistiu em colocá-lo como um meia-centralizado. Ronaldinho oscilou e nem sempre ficou clara sua posição, mas parece finalmente se sentir mais confortável por ali.

Jogando o seu melhor é titular de qualquer time ou seleção do planeta. Mano Menezes acerta em buscar Kaká, uma referência bem mais confiável. Mas vai acabar cedendo ao brilho do ex-camisa dez se ele conseguir se manter em alto nível. De um jeito ou de outro, sorte do Atlético-MG que conta com o Ronaldinho que desequilibra.

Quando surge o alviverde imponente

Publicado  sábado, 20 de outubro de 2012

Nunca me convenci em ver o Palmeiras rebaixado em 2013. A campanha era ruim, o clima pior e não dava pra bater palma pela atitude covarde de Arnaldo Tirone em demitir Felipão, campeão da Copa do Brasil. Mas me parecia muito estranho ver o alviderde rebaixado esse ano.

Desenganado por cinco a cada quatro comentaristas esportivos, o Verdão resssuscitou. Especialmente graças às mudanças táticas que Gilson Kleina trouxe além de uma boa dose de motivação. Não dá para ignorar como Barcos, alvo favorito dos lançamentos de Marcos Assunção, ajudou também. É um time limitado muito além do aceitável, mas difícil de ser batido nos dias de hoje.

Em todas as projeções que fiz, o Palmeiras (assim como o Flamengo) não cai. Para a matemática casar com a realidade é indispensável que o palmeirense não se engane: será difícil. Mas times grandes nunca diminuem enquanto os pequenos jamais crescem. Pela frente, o clube paulista tem Bahia, Sport e Ponte Preta, minúsculos diante de sua expressão. Vai dar Porco.

Boleiros vereadores: por que não deu jogo?

Publicado  quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Da Agência Pública

Nas eleições municipais do último domingo (7), o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, candidato a vereador em São Paulo pelo Pc do B (Partido Comunista do Brasil) recebeu 19.739 votos, cerca de 0,35% dos votos válidos. Não se elegeu para o cargo.

Silva pediu demissão em outubro do ano passado após ser envolvido em acusações de desvio de dinheiro público do programa Segundo Tempo, do Ministério sob seu comando, que repassava verbas a ONGs para disseminar a prática esportiva entre os jovens. Segundo as acusações, o ex-ministro escolhia as entidades que receberiam o dinheiro cobrando 20% das verbas que seriam repassadas a elas.

A Controladoria Geral da União determinou que R$ 50 milhões do Segundo Tempo voltassem aos cofres públicos, pois teriam sido desviados. O Supremo Tribunal Federal abriu um inquérito ainda no ano passado e o Ministério – hoje sob comando de Aldo Rebelo (também do PCdoB) – abriu uma sindicância interna para apurar os fatos.

Assim como ele, outras figuras do esporte também se candidataram a cargos públicos e saíram derrotados: foram envolvidos em denúncias de corrupção. polêmicas ou então traziam a marca de atuações em cargos públicos sem grandes realizações.

Um exemplo é o da atual presidente do Flamengo, Patricia Amorim, que tentava seu quarto mandato seguido como vereadora do Rio de Janeiro. Ela recebeu 11.687 votos e ficou na 19ª colocação no quadro de seu partido, o PMDB. Ocupando uma vaga na Câmara desde o ano 2000, ela perdeu quase metade dos votos em relação à eleição de 2008.

Presidente do clube desde 2009, a ex-nadadora (28 vezes campeã brasileira) foi denunciada no mês passado por uma reportagem  dos jornalistas Lúcio de Castro e Gabriela Moreira, da ESPN Brasil, por ter nomeado em seu gabinete de vereadora pelo menos 25 pessoas ligadas ao clube carioca ou à sua família. Entre os nomeados estaria o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, conhecido como “Capitão Léo”. Ribeiro, ex-líder de torcida organizada, esteve empregado no gabinete entre 2003 e 2007, com salários entre R$ 4 mil e R$ 7 mil, segundo a matéria. Segundo o estatuto do clube, o Conselho Fiscal deveria ser “um órgão independente” para monitorar as ações da presidência.
Patrícia confirmou os fatos e disse não ver conflito de interesses nessa situação.

Papo de anjo

Sempre no páreo da disputa informal da torcida corintiana pelo cargo de maior nome que já vestiu a camisa do time, Marcelinho Carioca também tentou uma vaga de vereador em São Paulo pelo PSB. Na campanha, usou várias vezes o nome do ex-clube; até o número que usou (40.777) remete ao número 7 da camisa que vestia quando jogador. Seu slogan de campanha era: “Louco por ti e fiel!”, lembrando um dos gritos mais populares da torcida corintiana.

Apesar de todo o apelo, a condição de ídolo alvinegro não garantiu uma votação expressiva. Ele teve 9.729 votos, ficou em 28º lugar no quadro de sua coligação, que elegeu 15 nomes na Câmara. Para garantir votos dos torcedores, o “Pé de Anjo” como era aclamado pela torcida, usou depoimentos do técnico do Corinthians, Tite, e de atuais ídolos do time, como Alessandro, Paulinho e Emerson Sheik.
Segundo matéria publicada pelo repórter Bruno Thadeu, do Uol, Marcelinho teria enganado o treinador e os atletas, dizendo que os depoimentos seriam usados em escolas e palestras ligadas a um projeto social, e não para fins eleitorais. Marcelinho reconheceu um “engano” da produtora no caso do uso da imagem de Tite.

Essa foi a segunda tentativa do “Pé de Anjo”. Em 2010, Marcelinho concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSB. Na ocasião, conseguiu votação suficiente para ser suplente de Abelardo Camarinha. Camarinha tirou licença do cargo por 130 dias e Marcelinho abdicou do direito de assumir a vaga, deixando-a para a terceira suplente.

Divino

Outro candidato derrotado nas urnas foi o ídolo palmeirense Ademir da Guia , conhecido pela torcida como “divino” (veja entrevista com ele feita pelo Copa Pública). O ex-atleta foi vereador em São Paulo entre 2004 e 2008. Eleito pelo PCdoB, passou para o PR, de orientação política praticamente oposta, depois de nove meses de cargo. Na Câmara, apresentou 77 projetos de lei como autor e coautor. Apenas seis foram relacionados ao esporte. Quase um terço de suas propostas (25) foram para a concessão de títulos honorários (cidadão paulistano, etc.) ou nomeação de logradouros públicos (ruas, praças, etc.).

Entre os seus projetos estão a criação da semana da conscientização odontológica; a proibição do uso de aparelhos sonoros nos veículos de transporte coletivo; a obrigatoriedade de empacotadores nos supermercados; e a distribuição de cestas básicas para pessoas idosas; e a reprodução da bandeira nacional nos uniformes dos estudantes da rede municipal de ensino.

Ademir da Guia recebeu 14.345 votos e foi o sexto no quadro de seu partido, que elegeu três nomes.

Eleitores mais conscientes?

Para o professor do Departamento de Política da PUC-SP, Lúcio Flávio de Almeida, a explicação para a rejeição aos boleiros nas últimas eleições não significam que os eleitores estão punindo candidatos com denúncias de má conduta.

Almeida analisa os exemplos de Orlando Silva e Patricia Amorim: “No caso dela, pode ter muito mais a ver com a crise do Flamengo do que com a corrupção. Além disso, como presidente do Flamengo, dificilmente os torcedores rivais votariam nela. Logo, ela tinha um eleitorado mais cativo entre a torcida rubro-negra. À medida que o Flamengo naufraga, o eleitor a abandona”, afirma. “Já Orlando Silva saiu como candidato pelo PCdoB, que tem pouca expressão em São Paulo. Em São Paulo os eleitores tucanos promoveram muito o julgamento do mensalão. Orlando Silva foi ministro do governo Lula e tem essa associação”.

No entanto, o especialista avalia que o eleitor percebe quando os candidatos têm poucas propostas. Palmeirense, ele comenta o mau desempenho de Ademir da Guia: “Eu tenho a impressão de que o caso dele, sim, foi de total falta de credibilidade. A propaganda dele era muito vinculada ao futebol. Ele fazia ‘embaixadinha’. Mas não se colocou com uma proposta do tipo: ‘Eu quero lutar pelo esporte’”, explica. “E para piorar o Palmeiras está na situação em que está.”

Lúcio Flávio de Almeida se diz ainda cético com relação ao voto consciente: “Ainda sou muito crítico com esse momento eleitoral do país, e acho que há muita gente comemorando uma certa mudança com relação a isso. Mas o que predomina é uma perspectiva moralista nas eleições.”

Para acompanhar

Entre as figuras ligadas ao futebol eleitas ou reeleitas para vereador no Brasil estão: Washington (ex-atacante de Fluminense e São Paulo) em Caxias do Sul (RS), Marco Aurélio Cunha (ex-superintendente de futebol do São Paulo) em São Paulo, Tupãzinho (ex-atacante do Corinthians) em Tupã (SP), Paulo Rink (ex-atacante do Atlético-PR) em Curitiba, Vandick (ex-atacante do Paysandu) em Belém e Tarcísio (ex-meia do Grêmio).

Para marcar em cima dessas figuras em suas vidas públicas, visite os sites das Câmaras municipais de cada cidade. Todos os projetos apresentados podem ser  acompanhados buscando pelo nome do vereador, e você pode também cadastrar seu email para receber informes periódicos. Agora, com a Lei de Acesso à Informação, cada uma das Câmaras  tem o dever de informar sobre o andamento de propostas, presença do seu candidato no plenário, e gastos com pessoal. É só fazer valer seu direito entrando em contato com elas.

 O blog Copa Pública é uma experiência de jornalismo cidadão que mostra como a população brasileira tem sido afetada pelos preparativos para a Copa de 2014 – e como está se organizando para não ficar de fora.

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O blog publicou o texto acima para que a discussão não se perca. A minha opinião pode ser lida aqui.

Alemanha: uma geração decepcionante?

Publicado  terça-feira, 16 de outubro de 2012

Como explicar uma seleção com tanta tradição abrir quatro gols de diferença e sofrer o empate contra uma Suécia, inexpressiva há décadas? A Alemanha é o retrato da surpresa e decepção neste dia com um resultado inexplicável até para quem mais lutou por ele.

Na Eurocopa, a esquadra Germânica já havia decepcionado justamente em um momento decisivo. Demonstrou falta de brio, mística e personalidade, a antítese da Itália vice-campeã do torneio. Repetiu esses defeitos nesta tarde. Os suecos agradecem a chance de presenciarem um resultado histórico.

Fica o medo de que a geração, que pintava como uma brilhante candidata para 2014 há dois anos, caminhe para se tornar uma decepção para seu torcedor. Há algo errado com os alemães.

E o Brasil se achou?

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Contra um adversário passa longe daquele Japão ingênuo que era sinônimo de goleadas, o Brasil fez uma partida como há anos se espera. Ainda faltam opções de jogada e de se impor quando gols demoram a sair, mas o jogo foi animador.

Assim como anima ver Kaká desenvolto como o ótimo 8 que é - e não um dez como Dunga quis em 2010 - ao lado de jovens como Neymar e Oscar. Passado e futuro de uma seleção que pela primeira vez em décadas não teve a chance de contar com referências como Bebeto e Romário em 94 e Ronaldo e Rivaldo em 2002.

Com um veterano confiável, a tendência é ver os novatos de Mano mais tranquilos, o que ainda não houve. Parece que o Brasil encontrou seu time e esquema ideais.

A derrota de Patrícia

Publicado  segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tentando seu quarto mandato para manter doze anos de presença na câmara, a presidente do Flamengo fracassou. Retrato do seu desgaste com uma gestão descompromissada com 40 milhões de torcedores e interessada apenas em um projeto pessoal e político mesquinho.

Patrícia Amorim assumiu o Flamengo em 2010 campeão brasileiro e na melhor fase em décadas. Entregará um clube com duas campanhas medíocres e apenas uma aceitável, com dívidas que ainda não sabemos o tamanho. Como a com o meia-atacante Ronaldinho.

Todas as alas políticas lhe estenderam a mão e ela teve a chance de unir o clube várias vezes. Na primeira, jogou fora o Clube dos 13 e fez o futebol brasileiro retroceder em anos ao trabalhar contra a eleição de Kléber Leite como presidente da organização, enfraquecendo politicamente o rubro-negro e entregando o poder da CBF a dirigentes ligados ao futebol paulista. De quebra, desagradou cada corrente política rubro-negra que não pudesse chamar de sua.

Em três anos, Patrícia chamou o Flamengo de seu. Sonsa, ignorou o beabá para fazer de um clube competitivo e tomou cada decisão para apagar incêndios e se manter no futebol. Já no primeiro ano, usou e descartou Zico, Vanderlei Luxemburgo, Marco Braz, Andrade e este ano fez o mesmo com Adriano, que não deve ter vida longa na Gávea depois de outubro.

Nessas eleições, chamou Vágner Love para fazer o coraçãozinho, convocou atletas do clube para pedirem voto para si e chegou ao cúmulo de retwitar até mesmo elogio de torcedores do... Fluminense. Dá para ver que seus erros no futebol não são azar, mas um traço do perfil de colaboradores que escolhe.

Na manhã do dia 7 de outubro, atletas rubro-negros como César Cielo e Adryan manifestaram no twitter voto e apoio à então vereadora. Difícil pensar que foram ações espontâneas. Mais fácil crer em mais gente usada pelo sorriso simpático da presidente. Um dia a conta chega.

Mesmo com todo esse carisma, máquina e pessoas de bem apoiando, Patrícia sofreu a primeira derrota vigorosa esse ano. Vale pensar o que vai levar mais tempo: ela se recuperar desse baque ou perceber que esta deve ser apenas a primeira perda do ano. 2012 ainda não acabou, vereadora, ou melhor, presidente.

O torcedor votou "não"

Publicado  


Nem Patrícia e nem Marcelinho. Nada de Carlos Germano ou tampouco Andrade. Ainda que Tupãzinho, Washington, Marco Aurélio Cunha e outros poucas pessoas do mundo da bola tenham conseguido cargos públicos, em 2012 o torcedor e eleitor, de forma genérica, deu um basta para quem quer ser vereador com a proposta de receber voto de quem ama futebol.

Nada mais justo. Ex-jogadores, ex-dirigentes ou pessoas ligadas de alguma forma a clubes de futebol fazem da Câmara um espaço para muito folclore e vontade de aparecer, mas pouco trabalho pela sociedade. Em alguns casos, sequer pela torcida que os elegeu ignorando estádios desconfortáveis e o desrespeito usual que os torcedores estamos todos acostumados.

Pode ser que seja um processo momentâneo. Mas repare que mesmo quando vascaínos disseram não a Eurico Miranda, ainda havia gente como Patrícia e outros que representavam com força a bancada da bola. Este ano, os perdedores superam os vencedores como mostra essa matéria do Globoesporte. Esperança de um esporte melhor. Não só porque o torcedor vetou esses candidatos, mas porque demonstrou critério e vontade de pedir mais do que torcer pela mesma camisa. Nossos homens públicos vão precisar fazer mais se querem receber o nosso dinheiro.

Um Kaká confiável

Publicado  quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nos 4 x 1 implacáveis do Real Madrid frente ao Ajax, sombra do time que impressionava há 20 anos, Kaká não superou a boa atuação do brasileiro Marcelo e o excepcional Cristiano Ronaldo, em mais um hat-trick (o décimo-sétimo pelo clube merengue e décimo-oitavo na carreira). Mas depois de enfrentar dúvidas sobre sua convocação, provou que só precisa entrar em campo para ser mais confiável do que oscilante.

Muito afim de jogo, o meia comandou o Real Madrid, driblou, criou chances e demonstrou a capacidade de ser o jogador que o Brasil ainda não tem. E talvez o atleta que falte à Neymar e Oscar tabelarem em campo.

Tudo que Kaká precisa é que seu corpo colabore. É mais uma evidência de que seu comprometimento com oscilações físicas é mais confiável do que o talento puro e quase perfeito totalmente descompromissado de Adriano e Ronaldinho.