Fla X Galo: como Dorival Jr. venceu Cuca

Publicado  quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Se a entrada de Wellington Silva (em noite inspirada na marcação e fazendo o cruzamento do gol da vitória) resolveu os espaços pelo lado direito, a Avenida Ramon ainda continuava ativa e o reserva Magal não resolvia. Dorival Jr. começou a ganhar o duelo contra uma equipe em fase infinitamente melhor quando optou pelo volante Amaral, mais marcador que Luiz Antônio.

O posicionamento do bom lateral-direito Marcos Rocha indicava que Cuca contava com aquele espaço. Mas no meio do caminho havia outro lateral, ou melhor, ex-lateral. Léo Moura. Acostumado a jogar pelo lado direito o agora meia se posicionou como um terceiro homem pela esquerda. Muitas vezes usou a sua boa noção de posicionamento para cobrir as costas do lateral-esquerdo rubro-negro.

Com os espaços fechados bastava se impor. O que quer que tenha ocorrido na preleção, o Flamengo entrou fazendo o jogo da sua vida (como o Atlético-GO fez na rodada passada) e rapidamente fez o primeiro gol. Mesmo quando sofreu o empate jamais deixou a impressão que sairia sem a vitória.

Em uma noite rara em que não poderia ser favorito jogando em casa, o rubro-negro soube usar ao máximo o que tem de melhor. Dorival acertou na escalação - que eu mesmo julgava incorreta. Dois volantes marcadores, dois meias com boa noção de posicionamento defensivo e dois atacantes com boa finalização. E muita, muita raça.

A onze pontos de garantir a permanência na série A, o Flamengo pode estar perto de sonhar com vôos mais altos. Difícil, mas não impossível. Por hora, vale manter o foco e pensar no Fla-Flu.

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