O Fla-Flu à cara do time campeão?

Publicado  domingo, 30 de setembro de 2012


O Fluminense venceu. Mais uma vez nos detalhes e sem jogar bem, mas também sem exatamente contar com o azar do adversário. Não há sorte, mas um esquema competitivo com duas linhas de quatro, o regular Edinho entre elas e jogadores do meio pra frente que raramente não resolvem.

O voleio de Fred seria um lance do acaso? Ou algo comum para o melhor centroavante do campeonato brasileiro? Onde está essa tal de sorte que insistem jogar com a camisa dez verde, branco e grená?

O tricolor carioca conta com um esquema sólido que quando falha conta ainda com um grande goleiro. Diego Cavalieri interrompeu de vez décadas de arqueiros medíocres vestindo as três cores que representam tradição. Quando a tática falhou ao chamar demais o rubro-negro para seu campo, o camisa 1 resolveu o jogo ao defender o pênalti de Bottinelli.

E nas poucas vezes em que nada funciona, o Fluminense conta com a estatística, que confundem com sorte. Se o adversário terá só cinco chances claras de gol em quantas delas Cavalieri não vai bastar? E nessas, quantas a qualidade do rival não é suficiente para marcar? Um meia há dois anos sem se firmar perde um pênalti que Love, péssimo batedor, também poderia bater.

Não é sorte. É trabalho e competência.

O Fluminense vence e lidera porque tem os melhores jogadores, no esquema mais sólido e consegue tornar difícil a tarefa de marcar gols contra ele. Em contrapartida, Deco, Thiago Neves e Fred raramente não resolvem. No turno, a vitória deixava claro como seria difícil bater esse time. Hoje, o Fla-Flu apenas dá o toque final em um tricolor cada vez mais campeão brasileiro. Com ou sem sorte.

Só Juninho bastará ao Vasco?

Publicado  sábado, 29 de setembro de 2012


Mesmo após resolver um jogo contra o Figueirense, o Reizinho pode não ser o suficiente. Demonstrando sérios problemas de marcação o Gigante da Colina venceu o jogo por um 3X1 que diz menos sobre as dificuldades que enfrentou na partida do que parece.

Com Juninho e Felipe o Vasco ganha uma enorme qualidade na criação e faz qualquer bola que sobre ser perigosa. Na frente, Tenório parece compensar a incapacidade de Alecsandro em decidir, mas fico na dúvida se até mesmo Éder Luís em uma fase tão ruim não melhoraria as coisas. Mas e o resto?

A falta de marcação aberrante do time quase exige um terceiro volante. Hoje, por pouco não sofreu um novo empate ou uma virada antes do terceiro gol. Thiago Feltri ainda não parece ser o lateral-esquerdo que o clube precisa e nenhum volante ainda compensou a ausência de Rômulo. Marcelo Oliveira tem muito trabalho a fazer, mas precisa começar impedindo que só Juninho resolva os jogos. Bastou hoje contra um dos piores times do campeonato, mas com esse futebol será muito pouco.


COB X CPO: o que aprender?

Publicado  

Resumindo: há algumas semanas nas Paraolimpíadas os atletas paraolimpícos brasileiros superaram a campanha dos atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Não houve muita contestação da imprensa para algo bem simples: as verbas do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPO) são infinitamente menores.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, argumentaria que cuida de uma gama de atletas bem maior. Pode ser. Mas isso ainda não justifica resultados tão ruins com bilhões em investimento. Curioso ver pouca repercussão disso na imprensa semanas após o fim dos Jogos. Só mesmo este post de Alberto Murray, que bate bastante nessa tecla.

No mínimo, nossos atletas paraolímpicos tem muito a ensinar aos seus colegas sobre como não pipocarem em decisões.

Kaká e a geração perdida

Publicado  

Mano Menezes chamou Kaká com a intenção de ajudar a amadurecer uma das seleções mais jovens que o Brasil já teve desde o início da era Luxemburgo, anos atrás. Faz todo sentido nesse contexto. O meia do Real Madrid é exemplo pelo que já conquistou e pelo seu comportamento dentro e fora de campo. Foi melhor do mundo, se cuida na vida pessoal e jamais deixou de chamar a responsabilidade em qualquer jogo.

Mas hoje Kaká não tem futebol para voltar à seleção no banco do time merengue e alternando contusões e boas atuações desde 2010. Sua convocação não vale pelo que pode apresentar atualmente.

Por outro lado, o ex-são paulino talvez seja a última esperança de dar continuidade à sua geração. Ao lado de Adriano (que faltou a mais um treino hoje após se esbaldar na boate) e Ronaldinho (em um declínio perigoso), jamais deu evidências de estar mentalmente cansado de se cuidar para competir em alto nível. O problema sempre foi seu corpo. Com o avanço da medicina esportiva, é torcer para que às vésperas da Copa Kaká esteja apto a entrar em campo.

Por lá sabemos que podemos contar com ele. É torcer para que seu corpo colabore.

Cinco passos para o Galo se recuperar!

Publicado  quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A fase não é boa, mas nada está perdido para o Galo. Mesmo com a derrota para o Flamengo, o Atlético-MG pode se recuperar e voltar à liderança. Mas precisa repensar algumas coisas:

Evitar improvisações: No jogo de ontem, Cuca notou Léo Moura ocupando as costas de Ramon formando a primeira de duas linhas de quatro em um 4-4-2. Para acabar com isso, ele pôs o lateral Carlos César e jogou Marcos Rocha para a esquerda colocando Richarlyson como um terceiro zagueiro e Escudero como ala-esquerda.

O resultado foi que Richarlyson não se antecipou a Wellington Silva, que passou livre pelo meia que atuava como dublê de lateral. Um gol inteiro graças a jogadores desacostumados às funções que exerciam. Improvisações podem ajudar a mudar um estilo do jogo, mas o técnico tem histórico de exagerar...

Ronaldinho: O camisa 49 ontem demonstrou um pouco do que fez em alguns momentos de Flamengo. Ou seja, nada. Ainda não demonstrou com a camisa do Galo o que fez em seu melhor momento pelo rubro-negro, no primeiro turno do brasileiro de 2011.

Se chegar lá, será campeão.

Cuca: No semblante um misto de tristeza com irritação. O técnico lembrou do adiamento da partida, de Réver ter sido expulso sozinho e de outras coisas. Tem razão sobre muitas delas (especialmente pelo jogo não ter ocorrido quando deveria), mas precisa encontrar seu próprio equilíbrio e seguir em frente.

Nervos: Jô quase saiu de campo junto com Réver, que deu uma cotovelada injustificável em um adversário. Richarlyson em um carrinho em cima de Wellington Silva deveria ter sido expulso. O time mineiro inteiro deu sinais de descontrole em outros momentos do jogo. Não será campeão contra um Fluminense tão mais frio...

Metas: Pensar sempre no próximo jogo. Cuca e cia. precisam parar de falar de título e começar a focar apenas em três pontos. O cenário é difícil, mas o Galo só depende de si.



Fla X Galo: como Dorival Jr. venceu Cuca

Publicado  


Se a entrada de Wellington Silva (em noite inspirada na marcação e fazendo o cruzamento do gol da vitória) resolveu os espaços pelo lado direito, a Avenida Ramon ainda continuava ativa e o reserva Magal não resolvia. Dorival Jr. começou a ganhar o duelo contra uma equipe em fase infinitamente melhor quando optou pelo volante Amaral, mais marcador que Luiz Antônio.

O posicionamento do bom lateral-direito Marcos Rocha indicava que Cuca contava com aquele espaço. Mas no meio do caminho havia outro lateral, ou melhor, ex-lateral. Léo Moura. Acostumado a jogar pelo lado direito o agora meia se posicionou como um terceiro homem pela esquerda. Muitas vezes usou a sua boa noção de posicionamento para cobrir as costas do lateral-esquerdo rubro-negro.

Com os espaços fechados bastava se impor. O que quer que tenha ocorrido na preleção, o Flamengo entrou fazendo o jogo da sua vida (como o Atlético-GO fez na rodada passada) e rapidamente fez o primeiro gol. Mesmo quando sofreu o empate jamais deixou a impressão que sairia sem a vitória.

Em uma noite rara em que não poderia ser favorito jogando em casa, o rubro-negro soube usar ao máximo o que tem de melhor. Dorival acertou na escalação - que eu mesmo julgava incorreta. Dois volantes marcadores, dois meias com boa noção de posicionamento defensivo e dois atacantes com boa finalização. E muita, muita raça.

A onze pontos de garantir a permanência na série A, o Flamengo pode estar perto de sonhar com vôos mais altos. Difícil, mas não impossível. Por hora, vale manter o foco e pensar no Fla-Flu.

O silêncio ao redor de Fernandão

Publicado  domingo, 23 de setembro de 2012

Não foi a vitória incontestável contra o fraco Bahia ou o imbróglio envolvendo o meia Jajá que me chama a atenção. Também não foi a lembrança da revolta do técnico colorado ou sua responsabilidade na zona de conforto de alguns jogadores do Internacional que acredito que valha alguma reflexão.

É o silêncio dos dirigentes do clube após as críticas de Fernandão a um elenco que há anos começa o Brasileiro como favorito e sempre acaba se contentando em ser coadjuvante. É o presidente Giovanni Luigi não falar absolutamente nada, o vice de futebol, Luciano Davi, não ter considerações sobre as críticas e nenhum deles apoiar publicamente o comandante e ídolo colorado.

Porque se hoje o técnico venceu após as críticas é ilusão pensar que boleiros vão esquecer quem os tirou da zona de conforto. E se ninguém apóia quem reclama, difícil crer que os incomodados vão mudar para sempre.

Ronaldo rumo à medida certa

Publicado  


Ronaldo pode não ter sido o maior jogador que você já viu, mas sem dúvida é o maior jogador que vimos mais vezes. Foi um craque midiático no meio da era digital, avanço da velocidade da comunicação e globalização, termos banais nos dias de hoje. Quase tão banais quanto falar da sua importância para o esporte. Fenômeno é um termo que carrega todos os gols e títulos do craque.

Vê-lo engordar em seu final de carreira melancólico (viveu três anos de Corinthians graças apenas aos seis primeiros ótimos meses no alvinegro) foi triste. Ainda que sempre tenha dado a impressão de não ter dado o seu máximo, sua imagem quase obesa era uma caricatura daquele "Cascão" de 2002. As explicações irreais chegaram a se tornar menos convincentes no "Medida Certa", quadro do Fantástico que promete ajudar as pessoas a diminuírem sua silhueta.

Não foi o hipotireoidismo a causa, apenas descaso com a própria saúde.

Chega a ser curioso ver Ronaldo, sempre com tanto pudor de revelar seu peso e tirar a camisa em tempos recentes, se sujeitar à exposição de um programa em TV aberta. O Fenômeno terá que passar por um processo penoso diante dos olhos de um país inteiro e a pressão poderiam tornar as coisas mais difíceis. Poderiam.

Talvez seja esse processo midiático que ative algo no ex-jogador. Que o faça reagir e tratar cada grama a mais como um cala-boca, da época em que resolvia no campo. Ele precisa dessa exposição para conquistar mais essa meta. Pra muita gente pode parecer carência, mas pra mim é algo totalmente compreensível.

E talvez necessário, pois emagrecendo, Ronaldo volta a ser exemplo para todos os brasileiros que sofrem com o sobrepeso. Será um golaço.

A Fifa Manda

Publicado  quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Documentário sobre preparativos da Copa da África do Sul de 2010 aponta as exigências absurdas da FIFA ao país anfitrião, que impedem qualquer benefício para sua população

(via Agência Pública)

Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo em 2014, anunciada pelo governo e pela FIFA como uma grande oportunidade para o país. Trabalhadores teriam mais empregos, comerciantes lucrariam mais, e a população das 12 cidades sede se beneficiaria com investimentos em infraestrutura que perdurariam depois dos eventos.

Mas o documentário que o jornalista Rudi Boon fez para a holandesa VPRO em 2009, quando os africanos viviam a efervescência do pré-Copa, mostra que podemos estar vivendo uma grande ilusão. O país que recebe o megaevento é mais cenário do que ator, e sua população perde direitos básicos, vigiada até no uso da linguagem: os africanos, por exemplo, não podiam usar o termo Copa do Mundo, nem Copa da África do Sul, ou Copa 2010, nem pintar esses dizeres em camisetas e souvenirs.

As tradições culturais foram instrumentalizadas, a população perdeu espaços coletivos e os produtos comercializados em qualquer local próximo aos estádios eram decididos pela FIFA. Essas regras também fazem parte do acordo do Brasil com a FIFA para 2014. Assista aqui o documentário:

A aposta Ganso

Publicado  terça-feira, 18 de setembro de 2012



defendi que o Santos negocie o meia e que Mano Menezes parasse de tratá-lo como prioridade na seleção. Também já disse que ele não é - e talvez jamais tenha sido - o jogador que esperávamos. E apesar de todos esses textos em tom negativo não concordo com um consenso bobo da voz rouca de que Ganso já está acabado.

O camisa dez do Santos vive um momento de oscilação e não confirmou a expectativa de quem dizia que ele seria melhor até que Neymar (me incluam fora dessa). Está em baixa e em um momento parecido com o que Bebeto chegou a viver no Vasco assim como outros jogadores. Estar devendo não é estar acabado.

A medicina evoluiu e Ganso depende mais dele do que de outros para recuperar seu futebol. Faz mais sentido questionar se ele será um craque do que se vai se recuperar. Talvez o São Paulo esteja tentando contratar um craque e leve um bom jogador. Ou o contrário. De qualquer jeito, terá um camisa dez, artigo raro no futebol brasileiro.

2012 já é um ano perdido para Neymar

Publicado  


Desde que surgiu no futebol profissional em 2009, a ascensão da maior jóia do futebol brasileiro é contínua. Discreto no primeiro ano, decisivo no segundo e consagrado no terceiro em 2011. Em janeiro, parecia que nada deteria o camisa 11 e no início do ano ele tinha muito mais a mostrar em 2012. Infelizmente, em setembro já é claro que a expectativa não se confirmou.

Neymar virou o vilão não só da eliminação do Santos na Libertadores, mas também da decepcionante medalha de prata em Londres. Foi a maior jóia de um time que não alcançou mais do que um Estadual e coleciona campanhas fracas nas duas competições mais importantes do ano, com chance forte de rebaixamento no horizonte. Virou refém dos erros de planejamento santista.

Em 2012, o jovem craque deu mais argumentos a quem defende sua saída do Brasil. Demonstrou estagnação, ainda que seja a maior referência técnica de sua geração. Já houve jogos em que Lucas e Oscar apareceram mais, indicando que a distância que ele havia aberto vem caindo. Ao mesmo tempo, o Santos dá sinais de que dificilmente montará um time muito mais forte em 2013 do que o que começou o ano. Mais um ano sem evolução pode custar caro ao moicano, ao Peixe e ao Brasil.

O karma de Fernandão

Publicado  segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Ainda com rendimento inferior ao de seu antecessor, Fernandão se cansou e deu o tom da revolta. Deixou claro que não vai mais permitir a zona de conforto do elenco colorado. É dever de todo técnico não ser amigo dos jogadores, mas chefe. Isso é mais difícil quando se lembra que o ex-atacante jogou com alguns de seus comandados anos atrás.

Não é distante o tempo da zona de conforto em que Fernandão estava lá quando demitiram Abel após o título Mundial, mandaram embora Alexandre Gallo e outros. Ele se foi e quando quis voltar, o Internacional refugou. A diretoria via o jogador como problema. Suas atuações rasas por Goiás e SPFC não foram um argumento a favor.

Fernandão voltou como diretor-executivo. Demitiu o técnico que substituiu, em uma situação pra lá de estranha (Leonardo paga até hoje por ter feito algo semelhante no Milan) e herdou esse grupo de jogadores. Agora, precisa resolver o que chegou a chamar de "falta de constância mental", mas também algo de que ajudou a criar, para o bem ou para o mal. É dever dele renovar um grupo vencedor, mas que já não pode mais render em alto nível.

Adryan resolveu. E agora?

Publicado  


A cobrança de falta precisa inevitavelmente é comparada às de Zico. O salário ainda não é de estrela e no jogo os que recebem esses valores mais falharam do que trouxeram a solução. Cara de criança que constrasta com a de velhos conhecidos que já não rendem mais o mesmo com a camisa rubro-negra. O menino fez o que os homens não fazem.

Adryan entrou no segundo tempo para resolver um meio de campo em que Ibson (com atuação regular, mas de muita determinação) e Léo Moura (em atuação ainda mais patética do que as que teve em tempos recentes na lateral) não conseguiram resolver. O camisa 2 ainda se omitiu dos lances e buscou sempre o passe fácil (errando a maioria), mas conseguiu um lançamento preciso quando jogou de volante.

O passe então era para o jovem Nixon, que não tem um jogo como titular nos profissionais do Flamengo. Ainda assim demonstrou mais do que o veterano Liédson, contratação inexplicável de Zinho pelo evidente declínio físico que atravessa desde a sua saída do Corinthians. Vale lembrar também da lentidão do chileno Gonzales, facilmente ultrapassado por veteranos como Elano e Zé Roberto.

Liédson, Ibson, Léo Moura e Gonzales. É quase meio time que não segura a barra para ajudar as jovens revelações rubro-negras em uma campanha bem difícil. O capitão chegou a negociar com outro técnico, antes da saída de Luxemburgo, mas não consegue assumir suas responsabilidades de jogador e referência.

E agora, Flamengo, Em quem apostar? No futuro que resolve ou no passado que já resolveu e apenas engana?

Marcelo Oliveira & Vasco: tudo a ver!

Publicado  quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Em 2008, o Flamengo tentava a recuperação no Brasileiro com Caio Jr. e tinha o jogo ideal para isso. No Maracanã, a equipe rubro-negra pegava o Galo, que brigava para não cair e tinha um técnico novato no seu comando. Era Marcelo Oliveira, que ganhou o jogo, salvou o Atlético-MG, mas não conseguiu emplacar 2009 no clube mineiro.

Desde então, o técnico fez seu nome em dois excelentes anos no Coritiba. Com um orçamento menor do que os doze grandes (embora o Coxa arrecade mais do que o Botafogo) conseguiu lutar na parte de cima da tabela em muitos jogos. Por muito pouco não conquistou a Copa do Brasil contra o mesmo Vasco no ano passado e contra o Palmeiras este ano.

Duas derrotas injustas quando seu time foi melhor. Em ambas, não faltou camisa, mas jogador. Especialmente atacantes. A chegada no Vasco, time com histórico em revelar técnicos para os grandes do Brasil (Joel, Abel e Renato Gaúcho, por exemplo), permite que ele possa brigar em pé de igualdade com os times com maiores orçamentos do Brasil. Acerta o Vasco, que ainda precisa resolver a saída de Rodrigo Caetano, mas pode estar começando a voltar ao seu rumo.

E Rodrigo Caetano fez - e faz - falta...

Publicado  segunda-feira, 10 de setembro de 2012

No ano passado este blogueiro escreveu:

Todo mundo que subestima o trabalho do Rodrigo Caetano vai ter a chance de assumir seu erro em 2012 com o ano que o Vasco fará. Ao invés de se manterem no topo, há grandes chances que terão um ano oscilante igual a 2010 - quando perderam o técnico Dorival Junior.
É possível que o Vasco se mantenha no G4 e até mesmo faça uma improvável arrancada ao título após a saída de Cristóvão Borges. Mas a oscilação não é mais discutível. O mesmo time que chegou à final da Taça Guanabara invicto, fracassou para o Fluminense. E mesmo quando o elenco demonstrou maturidade e capacidade de reação, já demonstrava que não teria a mesma capacidade sem o planejamento adequado.

Ao Gigante da Colina o sentimento deve ser de recomeço ao invés de evolução. O Vasco desperdiçou 2012 ao não contratar um profissional do mesmo nível que Rodrigo Caetano e perder jogadores sem repor adequadamento. O que lhe cabe agora é trabalhar um bom elenco para que jogue no seu limite e tente uma, cada vez mais difícil, classificação à Libertadores. E contratar um diretor-executivo que organize a casa.

A vaia dos torcedores do Hipocrisia F.C.

Publicado  sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A seleção é da CBF e não desse torcedor.  O Flamengo não é o da Patrícia, o Vasco não era do Eurico, o Corinthians nunca foi o de Dualib assim como o São Paulo não é de Juvenal. Mas a seleção? Essa é do Ricardo Teixeira, ops, José Maria Marin. Uuuuu...

Os torcedores do Hipocrisia F.C. querem que seu time ganhe acima de tudo. Mas a seleção não. A seleção tem que trazer todo o futebol que ele nunca exigiu do clube de coração porque, afinal de contas, só vale torcer se for assim. África do Sul? Quatro gols em cada tempo ou vai vaiar! Uuuu...

E tem mais: Mano não pode atrapalhar seu time, mas ele só torce se for o seu craque favorito lá. Quem é esse Neymar? Não é do meu? Uuuu... Pouco importa o futebol. Tem que ser do meu jeito. Senão, uuuu...


A virada de Elano

Publicado  

2011 foi um ano para esquecer. Pênalti perdido, escândalos da vida pessoal e ser contestado no clube que mais defendeu na carreira. Ali, Elano parecia ter chegado ao ponto de declínio de sua carreira. Impressão mais forte pelo estilo da posição que sempre ocupou, que exige muita movimentação e condicionamento físico.

Os críticos - este blogueiro inclusive - estavam errados. Elano se reencontrou no Grêmio, como um 8 que corre menos e se posiciona mais (lição que Vanderlei já havia dado a Renato Abreu no Flamengo do ano passado). Usa sua experiência e bom toque de bola, para fazer a bola girar e ser sempre um terceiro homem quando o adversário contra-ataca.

Se quando começou o ano, o meia chegou a ser reserva de Ibson no Santos, hoje é difícil para qualquer santista vê-lo brilhar no tricolor gaúcho enquanto o peixe briga para sair da zona de rebaixamento. Ainda que o torcedor não consiga aceitar, a verdade é que Elano se beneficiou da troca de ares. Exemplo que alguns jogadores só precisam trocar de camisa para se reencontrar em campo. Parabéns para ele.

Escolhas erradas levaram o Flamengo até derrota contra Ponte

Publicado  quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O elenco rubro-negro é fraco. Não há duas posições em que exista dois titulares 100% incontestáveis. Por quê? Para começaer: as dispensas durante o ano foram quase todas erradas. Alex Silva (que se machucou no Cruzeiro, mas talvez tivesse sorte melhor na Gávea), Junior. César, Vander e Deivid seriam todos melhores que os atuais titulares ou reservas imediatos.

Nem cabe falar das saídas de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Desastrosas e sem reposição.

Nisso tudo, a gestão Patrícia se apóia na virada de Adriano pra recuperar todos esses erros. Não há como. Nem mesmo o ex-Imperador acredita que pode surpreender esse ano. "Esse ano é de retomada", já revelou apostando em se recuperar em 2012 para reaparecer 100% apenas no próximo ano.

E o atacante não é lá muito confiável em suas autocríticas...


Contra a Ponte, o Flamengo teve um Bottinelli mais participativo que Thomás. Mas o meia argentino foi muito mal: errou tudo o que tentou, mesmo sem se omitir. Luiz Antonio e Ibson jogaram razoavelmente bem, mas se espera que o camisa 7 resolva e não que seja razoável em um time medíocre. Negueba entrou bem no jogo. Não mudou a partida porque é fraco, mas arrancou na esquerda, fez diversos cruzamentos, mas... É fraco.

E todo o elenco é assim: fraco. Dorival Jr. não tem ninguém para mudar um jogo (abrir mão do talentoso Adryan, ainda que o motivo seja disciplinar, torna tudo mais difícil). É bom técnico, mas não infalível.

É olhar para as séries B e A, ver quem ainda pode deixar seus clubes e apostar em, pelo menos, dois titulares. Ganso (Santos), Rodriguinho (América-MG), Neto (Guarani) são alguns nomes que poderiam melhorar o fraquíssimo time da Gávea. Ainda dá tempo de melhorar o que está muito ruim, mas é preciso correr.

Elenco fraco, três técnicos e crise política. O Flamengo segue a receita certa para rebaixamento. Precisa parar de falar em Libertadores ou título para contar com a paciência de sua torcida. Será um ano muito difícil.

Velhas apostas não renovarão o Botafogo

Publicado  segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Primeiro foi o pedido desesperado por Loco Abreu, um centroavante que ainda não se firmou no lanterna do Brasileiro. Agora, se cogita o retorno de Jóbson, que não se firmou no Grêmio-SP. Esse é o Botafogo, que reclama da falta de uma campanha regular no Brasileiro na mesma semana em que sua torcida pede para que usem Tulio no campeonato brasileiro.

O que querem os botafoguenses e o Botafogo? Um mistério não só de intenções, mas de planejamento.

Há algum tempo atrás, critiquei essa fixação pelo atacante uruguaio no twitter. Questionei qual era o motivo de insistirem tanto em um ídolo que não é mais o mesmo. Um botafoguense me respondeu: "pelo menos, ele marcou gols contra o Flamengo".

É difícil. O Botafogo pode e deve ser maior do que isso, mas a sua torcida precisa querer também.

Patrícia Amorim pode vencer o Brasileiro em 2012!

Publicado  domingo, 2 de setembro de 2012


Não estranhe a afirmação do título. Ronaldinho Gaúcho lidera o campeonato pelo Galo, Thiago Neves - ainda que oscilante - ajuda o Fluminense (meu favorito ao título) e Vanderlei Luxemburgo está entre os cinco primeiros no Brasileiro com o Grêmio. Patrícia Amorim tem tudo para decidir o Brasileiro.

Pena que não é para o Flamengo? Ora, o torcedor que tenha mais paciência. Patrícia nunca esteve a favor do clube, mas de si mesma.