Velhos medalhões fracassam no Flamengo

Publicado  quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Quando retornou ao Flamengo, Ibson foi anunciado com pompas de reforço de altíssimo nível, o que reflete o nível profissional do departamento de futebol do clube. Não houve critério técnico para trazer mais um volante (posição com mais jogadores no elenco), apenas a necessidade de acalmar a torcida, insatisfeita com a campanha irregular.

Campanha que é resultado do péssimo planejamento e de escolhas dos dirigentes desprovidas de... Critério. Dá para entender muita coisa daí, não?

O meia-volante surgiu com muita promessa, concretizou pouco até seu segundo retorno quando ainda parecia ser um jogador para a seleção brasileira e voltou pela terceira vez sem jamais se firmar como o craque que muita gente sempre achou que seria (eu inclusive). No Santos, foi titular por quase o mesmo tempo que reserva e pediu para voltar ao Rio de Janeiro, talvez prevendo onde seu futebol ganha ares maiores do que realmente já teve.

É uma coincidência que acompanha o veterano Léo Moura. Ao lado do camisa 7 são dois jogadores que mais falharam na era Dorival Junior com duas expulsões e atuações sempre abaixo de um time jovem que até vem evoluindo. Nos dois casos são atletas que só na Gávea ganharam status de estrelas de primeiro nível enquanto fracassaram em todos os outros clubes. Não conseguem segurar as pontas e ainda jogam piores do que outros mais jovens ou com salários menores.

Ainda que os ares do clube façam bem aos dois, também fica cada vez mais claro que seu auge já passou. E que só a fama que ganharam no rubro-negro justifica sua permanência. Se o Flamengo quer alçar vôos mais altos em 2013 precisa se livrar dessas referências e apostar em jogadores como Cáceres para equilibrar a geração vencedora da Copa São Paulo de Juniores em 2011.

E cada torcedor deve se perguntar: se foi contra a saída de Léo Moura (recebeu propostas do Cruzeiro, imediatamente recusadas) e a favor do retorno de Ibson (que trazia mais ressalvas do que os torcedores aceitavam), qual será a postura diante de uma negociação com o eterno problema Adriano? Há alguma chance desse outro retorno dar certo?

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Na contramão, o também veterano Renato consegue manter a regularidade e ajudar mais do que atrapalhar seu time. Com contrato acabando no final do ano, uma permanência dele parece mais indicada do que insistir com Ibson ou com Léo Moura. Mas o ideal era que o time pudesse prescindir dos três e começasse desde já a montagem do time para 2013.

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