Os três desafios de Adriano

Publicado  quinta-feira, 23 de agosto de 2012


A primeira batalha que o ex-Imperador precisa enfrentar é não se machucar. Em seus últimos dois clubes, ele contabiliza três lesões graves além de uma série de problemas musculares. Sem contar com a misteriosa bolha que o afetou no fim de 2009 e o atrapalhou por boa parte do início de 2010. Não será azar se houver outra contusão no Flamengo. Será estatística. Cabe a Adriano mudar essa conta que se repete há dois anos.


Depois disso é conseguir entrar em uma forma minimamente aceitável. Assim, ele é capaz de vencer qualquer jogo sozinho. Parece fácil, mas não é. Desde um pequeno período em 2009, ele não chega a esse patamar. No ano do hexacampeonato rubro-negro ter chegado perto de seu auge físico graças aos treinos na seleção (no clube o atacante evitava treinos físicos) bastou para vencer uma série de jogos e se manter competitivo até o fim do brasileiro, quando sua forma física foi nitidamente piorando. O contraponto foram as atuações medíocres na reta final, mesmo antes da bolha, como no jogo contra o Goiás. Esse texto fala bem deste momento e aqui você vê alguns números que corroboram isso.

E a partir daí o terceiro desafio é manter a linha. Talvez seja o mais difícil porque quando as coisas começam a dar certo, Adriano se perde e acredita que pode voltar a relaxar.  E não pode. O futebol profissional exige um alto grau de motivação e cuidado o tempo todo. Ou é abrir mão de jogar em alto nível. Há pelo menos sete anos ele não consegue essa regularidade.

Então é ir por etapas.Cada uma delas recupera um jogador que não existe há dois, três e sete anos. Cabe ao centroavante provar que ele ainda pode voltar a ser algo próximo do que já foi. Você acredita?

4 comentários: