Olimpíadas confirmam péssima gestão de Patrícia

Publicado  segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Um bronze (em que se esperava um ouro), um doping e mais uma vez um atleta perdendo a competição para si mesmo. Se durante três anos, Patrícia Amorim tentou dividir o Flamengo em futebol e esportes olímpicos para justificar o fracasso de um com a preferência por outro, os Jogos comprovaram que os erros não se resumem ao carro-chefe do clube.

A medalha de bronze de César Cielo é tão honrosa quanto qualquer outra, mas impressiona a distinção de tratamento entre Thiago Pereira e o nadador do Flamengo. O nome "Corinthians" (clube sem nenhuma tradição olímpica) apareceu dezenas de vezes de forma articulada pelo atleta ou até mesmo espontaneamente. Tudo o que o terceiro colocado nas provas de 50 metros fez foi posar para fotos com a presidente do clube. Afinal, paga-se para que ele agregue valor à Instituição ou para atuar como cabo eleitoral?

Essa pergunta pode ser feita a vários investimentos nos esportes olímpicos que são insustentáveis, carecem de patrocínio ou planejamento. Pergunte a qualquer conselheiro quantas pessoas ligadas a esses esportes votam fundamentalisticamente a favor das medidas patricianas, por mais absurdas que sejam.

Escorregadia, Patrícia sequer foi capaz de comentar sobre o doping da remadora Kissya Cataldo. É mais um caso clássico de algo que deveria elevar a imagem do Flamengo ao invés de desgastá-la como se viu nesses três anos. Impressiona que ainda haja apoiadores da presidente que não percebam que isso pode até resultar com a reeleição dela no fim deste ano, mas não vai acabar bem. Edmundo Santos Silva que o diga.

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