O efeito Fernandão

Publicado  sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Com um rendimento pior do que o seu antecessor, o técnico do Internacional é uma pergunta a cada crítico esportivo que viu em Dorival Jr. a culpa pela oscilação colorada neste ano. Pior. A efetivação de Fernandão de gerente para professor foi vista como um exemplo de ousadia, algo inimaginável se César Sampaio substituísse Felipão ou Zinho assumisse as funções no lugar de Joel Santana, por exemplo.

A verdade é que mesmo a contratação do ídolo pele-vermelha já não obedecia a critérios técnicos, mas políticos. A cultura de idolatria ao time campeão do mundo em 2006 trava o Beira-Rio e desde a chegada do novo gerente já se previa que ele e o técnico fracassariam em trabalhar juntos. Pior para o time e para a torcida.

Refém do julgamento de resultados e das limitações do elenco que ele mesmo montou, Fernandão tem muito a superar para não manchar sua história de ídolo. Desde a demissão de Alexandre Gallo em 2007, muito se fala sobre a influência do ex-jogador no vestiário. Agora, seu egoísmo em ganhar mais poder e visibilidade no Internacional pode ter sacrificado uma temporada inteira.

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