Oscar deu lucro ou prejuízo ao Internacional?

Publicado  quarta-feira, 25 de julho de 2012

Clubes de futebol existem para vencer e alegrar seus torcedores. Tudo o que é feito em gestão esportiva busca como objetivo final aumentar sua sala de troféus, ainda que isso passe por tornar a conta bancária mais robusta. Por tudo isso em mente, a venda do meia me parece ter feito algum bem para a economia colorada, mas prejudica sem reparação o time e os colorados (mais de cem mil destes são associados do clube).

Com o novo contrato de TV, mesmo as supostas 25 milhões de libras (R$ 79,2 milhões) deveriam ser recusadas para manter a maior parte do setor de criação colorada ao lado do argentino D'Alessandro. Ceder um jogador com toda essa verba significa abrir mão de abraçar o campeonato brasileiro com o seu melhor quando ele e o centroavante Leandro Damião retornasse das Olimpíadas. Aquele troféu que há mais de trinta anos os pele-vermelha não sabem o que significa levantar.

Afinal, como melhor meia do futebol brasileiro - superando a eterna promessa Ganso - não há dinheiro que traga um substituto. Perder Oscar após o fim da janela de transferências européia significa não ter um jogador do mesmo nível no meio de campo.

Se o valor esportivo não bastasse, mesmo nas finanças a coisa não é lá muito digna. O lucro do São Paulo, que formou o jogador, foi maior do que o do Internacional, que cedeu 50% dos direitos que não tinha e adquiriu depois ao empresário do jogador. Giuliano Bertolucci talvez seja o único que ganhou mais do que perdeu com o negócio. Enquanto isso, o tricolor paulista não usou o meia que formou e o Beira-Rio viu nascer um craque que sai sem nenhuma conquista relevante.

A carteira cheia compensa isso, colorados?

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