Galo, Bota e a boba superstição

Publicado  segunda-feira, 16 de julho de 2012

Virou consenso entre torcedores de outros times de que Galo e Botafogo não ganharão o brasileiro. O problema é aceitar que analistas esportivos caiam no discurso preguiçoso de mística ou de histórias que se repetem, algo que até o Corinthians campeão da Libertadores deveria servir de exemplo como mudança.

reclamei disso por aqui e repito: mística não entra em campo. Se o Atlético-MG e a Estrela Solitária não faturarem o Brasileiro amanhã não sera por falta de camisa, tradição ou sorte. Tem mais a ver com investimentos, a capacidade do elenco e do seu treinador. De um lado, o time mineiro tem seus desafios: melhorar suas falhas de marcação e ter um Ronaldinho mais comprometido. É do que precisa para vencer assim como o Botafogo precisa comprovar que pode aproveitar o efeito Seedorf e melhorar seu ataque e defesa, ainda pouco confiáveis individualmente ao contrário do melhor setor do time: o meio de campo.

O elenco do Galo tem um elenco com qualidade superior, o que aparece em sua campanha até aqui. Por outro lado, Cuca ainda sofre com sua conhecida instabilidade. E aí não é folclore: o técnico costuma mesmo se desgastar com seus comandados e em suas próprias convicções táticas e acaba uma temporada sempre muito pior do que começa. Ao contrário de seu trabalho no Cruzeiro em 2010, o que pode representar uma ascenção ou exceção em sua carreira pelo que demonstrar esse ano. Nesse sentido o Botafogo leva vantagem a ter um técnico mais experiente e acostumado a títulos.

Se amanhã um dos dois decepcionar no campeonato nacional tenha mente essas ressalvas. E não bobagens esotéricas. Cabe a esses times encerrar um tabu, fruto apenas do péssimo trabalho de dirigentes por décadas e não por superstição.


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