Fernandão: de ídolo a factóide

Publicado  sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Internacional demitiu o técnico e ídolo Falcão e trocou pelo gerente e ídolo Fernandão. Na época,  o ex-vice de futebol do clube Roberto Siegmann deixava claro que o ex-jogador colorado e o então técnico Dorival Junior entrariam em rota de colisão: "Eles terão problemas a não ser que o Fernandão aceite ficar fazendo nada. Se ele ficar numa zona de come-dorme, pode ser que funcione".

E o ex-atacante não aceitou, pelo visto. Dorival Jr. já vinha mal há algum tempo, mas sempre com claros sinais de falta de moral com o elenco. Em tese, uma das funções do cargo que o atual técnico ocupava era justamente a de minimizar eventuais irritações de jogadores com seu comandante. Se Dorival não tinha alguém confiável na retaguarda, Fernandão contará com o ex-companheiro Clemer nesse papel. Um contexto bem mais fácil de se trabalhar.

Cabe a diretoria do Internacional provar que Internacional não buscou um profissional cala-boca, que oculte os erros de planejamento de um clube que, até pouco tempo, era dos mais organizados no Brasil. Ao mesmo tempo que trocou um ídolo por outro e preenche o comando do futebol com dois heróis do título da Libertadores e Mundial, o Colorado se arrisca a vender Leandro Damião e Oscar. E aposta em veteranos em declínio como Juan e Forlán para preencher esse espaço. 

Cabe ao presidente Giovanni Luigi provar que aposta na capacidade dos ex-jogadores como profissionais. E não em fazer o torcedor não ver o que está ocorrendo.

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