Porque o racismo deve expulsar atletas olímpicos

Publicado  terça-feira, 31 de julho de 2012

Michel Morganella chamou todos os sul-coreanos de "mentalmente retardados"e a triplista Paraskevi Papachristou disse que "com tantos africanos na Grécia... os mosquitos do Nilo Ocidental pelo menos vão comer comida caseira!" Os dois foram expulsos dos Jogos Olímpicos e, é claro, consideraram a decisão exagerada. Não é.

As Olimpíadas pressupõem a união dos povos. Pode ser piegas e até ilusório, mas durante 30 dias todas as nações se unem em torno de uma mesma festa, regras que todos concordam e disputas em que cada homem só depende de si (e da preparação que o levou até aquele ponto, obviamente). Não cabe nessa mensagem universal ver gente xenófoba em nenhum grau.

Se queremos fazer uma festa tão bonita quanto Londres (pra lá de prejudicada pelo exagero de Pequim e a crise econômica na Europa) precisamos ter isso em mente. Nenhuma rivalidade esportiva, pode virar desculpa para racismo ou xenofobia.

Paraskevi ainda não entendeu isso. "Depois de tantos anos de sofrimento e sacrifícios para tentar conseguir a minha primeira Olimpíada, estou muito amargurada e triste. Mas o que me chateia mais é a reação excessiva e a rapidez da decisão disciplinar". Sacrifícios podem fazer você saltar mais alto ou ser um atleta melhor, mas jamais vão fazer uma vida estar acima de outra.

O Comitê Olímpico Grego e o técnico da Suíça, Gian Gilli, agiram de forma firme para explicar isso não apenas aos atletas, mas para mostrar ao mundo que entendem o que são os jogos, além de qualquer medalha. Ainda bem.

Sarah Menezes e a lição do judô

Publicado  domingo, 29 de julho de 2012


Sempre está lá. Quantas alegrias o judô já nos deu? A cada quatro anos, ganhamos algum ídolo graças aos nossos medalhistas em um país que ainda não trata o esporte como deveria. Estamos evoluindo a olhos vistos e chegamos com uma das equipes mais preparadas para o esporte. Quem acompanha diz também que é das mais focadas e psicologicamente preparadas para os Jogos, algo fundamental em Olimpíadas.

E se a ala feminina crescer  na modalidade, a chance de evoluirmos de forte para potência no esporte é real. A vitória de Sarah Menezes, a primeira de uma mulher no judô, é a chance de começarmos a cobrar isso. O Judô é um dos poucos esportes olímpicos que tem forte penetração em diferentes camadas e regiões do Brasil, graças a poucas ações públicas, ONGs e escolas que oferecem o esporte.

São quatro anos até 2016. É possível preparar melhor os atletas que estão se formando e projetar algo ainda maior ainda em 2020. Que Sarah Menezes seja um marco disso e que todos nós agradeçamos à ela e ao judô por tantas alegrias.

Quem pode reclamar de Diego Hypóllito?

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Há quatro anos, defendi Diego Hypóllito do seu fracasso em Pequim. Fiz isso com a convicção da enorme injustiça na cobrança de resultados da torcida brasileira com atletas olímpicos. Não apoiamos os caras nos torneios, não cobramos as autoridades por apoio como deveríamos, mas de quatro em quatro anos nos julgamos no direito de dizer que eles não merecem consideração nenhuma porque não conseguiram uma medalha, mesmo estando entre os melhores do seu esporte no muno.

Você pode dizer o mesmo sobre qualquer coisa que faz?

É bem difícil quatro anos depois me colocar no mesmo papel e defender o atleta. Diego reconhecidamente se dedica, participa de competições relevantes - venceu dois mundiais, mas que não contaram com todos os adversários relevantes - mas há duas Olimpíadas fracassa. De novo, cada torcedor brasileiro que o chama de pipoqueiro, amarelão e afins deve se questionar o tamanho da paixão que dedica aos esportes olímpicos durante cada ciclo.

Por outro lado, a falta de resultados do atleta torna mais injustificado questionamentos de uma parcela da torcida brasileira: a que torce pelo Flamengo. Diego não perdeu para atletas de um nível superior, mas para si mesmo há duas competições. É um erro humano, mas indesculpável para um atleta de alto rendimento. Seu apagão e o estranho corte de Jade Barbosa coloca a Ginástica Olímpica do rubro-negro, orgulho do clube há anos, em xeque.

Quanto o clube investe? Qual o retorno? São questões pertinentes em uma instituição que sequer conta com um marketing focado nos esportes olímpicos (essencial para a sustentabilidade de qualquer modalidade). É muito difícil que toda a infraestrutura do esporte não seja carregada pelo futebol, o que prejudica as duas modalidades.

Para não falar o quanto é comum ver algum atleta reclamar das instalações do Flamengo, com certa razão, diga-se, mas é mais um fator que contesta se a modalidade dá ao clube o que a instituição oferece. O próprio Diego já reclamou das instalações, mas agradeceu à presidente Patrícia Amorim porque "paga salários que nem se comparam com os que recebem ginastas do Brasil e do resto do mundo".  A cada ciclo protestando sem conseguir ir razoavelmente bem na mais importante competição que disputa, o atleta se desgastou. Agora, os torcedores do Flamengo tem todo o direito de cobrar Diego por perder para ele mesmo. Mais uma vez.

Update: um dia depois de um Hypóllito, foi a vez da parte feminina da dupla. Daniele caiu e chegou a dizer que a queda do irmão lhe afetou. O insucesso afetou também o somatório geral da equipe brasileira, prejudicando não só a imagem do Flamengo como também o Brasil. Vale lembrar que Patrícia Amorim está em Londres, mas até aqui ainda não comentou nada.

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O blogueiro não deseja ver o fim do esporte no Flamengo. Apenas acredita que ele deve se sustentar sozinho até para ser o único esporte atingido pelos seus insucessos no clube. Hoje, o fracasso de Diego respinga no futebol, que ajuda a sustentá-lo, e em outros esportes que o clube ignora, mesmo com mais interesse do que a ginástica como o vôlei e o futsal (cujo time está há meses sem salários). É justo?


Dorival Jr. & Flamengo? Tudo a ver

Publicado  quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mesmo o pior Dorival Jr. (na queda de rendimento do Cruzeiro em 2008 ou no final de sua passagem pelo Internacional) ainda representa uma evolução em relação ao ultrapassado Joel Santana. Mais do que isso: a chegada do técnico representa uma enorme chance para ele e para o clube carioca.

Há dois anos, ele formava o Santástico, formação que privilegiava o melhor do Santos e impressionava o país. De longe, era o melhor time para se assistir ao lado do Barcelona em 2010 (o confronto um ano depois trouxe a equipe espanhola, mas a brasileira já tinha outro esquema bem menos empolgante). O técnico encontrará um cenário semelhante com jovens como Adryan, Luiz Antônio, Matheus e Thomás, mas um degrau abaixo em amadurecimento
em relação à Neymar & cia.

Dorival já mostrou que tem talento, mas está há dois anos de seu melhor momento. Saiu mal do Atlético-MG e não convenceu no Internacional (vale lembrar que já havia quem apostava em seu insucesso após a chegada de Fernandão). Precisa encontrar raízes e provar que pode fazer um trabalho a longo prazo, como teve a chance de fazer no Vasco e no Santos em 2010.

E se Dorival precisa de raízes, o Flamengo precisa de alguém que o ajude a crescer.

Menos politicagem - como trazer um técnico agenciado pelo empresário que financiou a candidatura da presidente - e mais planejamento - como em apostar em um técnico jovem, com um bom número de títulos e enorme vontade em trabalhar. O clube precisa dar tempo e confiar em suas oscilações - Dorival não é infalível e vai ter seus momentos ruins - e ele deve apostar em crescer com a instituição, há três anos distante de seu melhor momento. Joel chegou à uma seleção (a África do Sul em 2008) graças ao seu último grande trabalho justamente no Flamengo.

Se Dorival quiser e o clube lhe der a chance que não deu a Luxemburgo, ele pode alcançar esse patamar. Ou além.

Oscar deu lucro ou prejuízo ao Internacional?

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Clubes de futebol existem para vencer e alegrar seus torcedores. Tudo o que é feito em gestão esportiva busca como objetivo final aumentar sua sala de troféus, ainda que isso passe por tornar a conta bancária mais robusta. Por tudo isso em mente, a venda do meia me parece ter feito algum bem para a economia colorada, mas prejudica sem reparação o time e os colorados (mais de cem mil destes são associados do clube).

Com o novo contrato de TV, mesmo as supostas 25 milhões de libras (R$ 79,2 milhões) deveriam ser recusadas para manter a maior parte do setor de criação colorada ao lado do argentino D'Alessandro. Ceder um jogador com toda essa verba significa abrir mão de abraçar o campeonato brasileiro com o seu melhor quando ele e o centroavante Leandro Damião retornasse das Olimpíadas. Aquele troféu que há mais de trinta anos os pele-vermelha não sabem o que significa levantar.

Afinal, como melhor meia do futebol brasileiro - superando a eterna promessa Ganso - não há dinheiro que traga um substituto. Perder Oscar após o fim da janela de transferências européia significa não ter um jogador do mesmo nível no meio de campo.

Se o valor esportivo não bastasse, mesmo nas finanças a coisa não é lá muito digna. O lucro do São Paulo, que formou o jogador, foi maior do que o do Internacional, que cedeu 50% dos direitos que não tinha e adquiriu depois ao empresário do jogador. Giuliano Bertolucci talvez seja o único que ganhou mais do que perdeu com o negócio. Enquanto isso, o tricolor paulista não usou o meia que formou e o Beira-Rio viu nascer um craque que sai sem nenhuma conquista relevante.

A carteira cheia compensa isso, colorados?

O melhor para Kaká é voltar ao Brasil

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O ex-jogador do São Paulo jamais foi um gênio de dribles desconcertantes ou de infinitos passes em profundidade. Kaká sempre brilhou com suas arrancadas indomáveis e conclusões objetivas. Um atleta em altíssimo nível entre tantos boleiros geniais na seleção ou jogadores mais comuns do que ele na Europa. Seu estilo de camisa 8 sacrificou seu corpo ao ponto dele não conseguir mais repetir seu rendimento após os 30 anos e chegar ao posto de melhor do mundo.

A venda para o Real Madrid ocorreu justamente no momento em que o meia dava indícios de que estava em declínio físico. Agora, sua passagem por Madrid pode estar perto do fim e já se fala em um retorno à Itália. Um erro.

Kaká ainda tem muito a dar pelo futebol, mas precisa encontrar um outro estilo de jogo (o ótimo André Rocha teceu algumas sugestões aqui). E nada melhor do que voltar ao Brasil, onde ainda é idolatrado e contará com a paciência dos torcedores e admiração de treinadores em um momento de ascensão econômica do nosso campeonato.

Aqui, vão se esforçar para que volte a brilhar e carregue junto seu time - e é incrível dizer que hoje não teria vaga em todos os times brasileiros - enquanto que na Europa, precisará simplesmente render o seu melhor. O que talvez não seja possível no mesmo estilo de anos atrás. Isso para não falar da superioridade médica que encontraria no Brasil, referência mundial, em relação à medicina italiana (que fracassou com Forlán e Juan, por exemplo).

Mais do que isso: um eventual retorno de Kaká ao Brasil traria uma enorme mensagem de credibilidade de um atleta que sempre foi exemplo fora de campo. Dentro dele, os campos brasileiros receberiam muito bem o atleta. Com boas atuações, sua presença em 2014 seria muito mais merecida do que nos últimos dois anos. É hora de voltar.

Fernandão: de ídolo a factóide

Publicado  sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Internacional demitiu o técnico e ídolo Falcão e trocou pelo gerente e ídolo Fernandão. Na época,  o ex-vice de futebol do clube Roberto Siegmann deixava claro que o ex-jogador colorado e o então técnico Dorival Junior entrariam em rota de colisão: "Eles terão problemas a não ser que o Fernandão aceite ficar fazendo nada. Se ele ficar numa zona de come-dorme, pode ser que funcione".

E o ex-atacante não aceitou, pelo visto. Dorival Jr. já vinha mal há algum tempo, mas sempre com claros sinais de falta de moral com o elenco. Em tese, uma das funções do cargo que o atual técnico ocupava era justamente a de minimizar eventuais irritações de jogadores com seu comandante. Se Dorival não tinha alguém confiável na retaguarda, Fernandão contará com o ex-companheiro Clemer nesse papel. Um contexto bem mais fácil de se trabalhar.

Cabe a diretoria do Internacional provar que Internacional não buscou um profissional cala-boca, que oculte os erros de planejamento de um clube que, até pouco tempo, era dos mais organizados no Brasil. Ao mesmo tempo que trocou um ídolo por outro e preenche o comando do futebol com dois heróis do título da Libertadores e Mundial, o Colorado se arrisca a vender Leandro Damião e Oscar. E aposta em veteranos em declínio como Juan e Forlán para preencher esse espaço. 

Cabe ao presidente Giovanni Luigi provar que aposta na capacidade dos ex-jogadores como profissionais. E não em fazer o torcedor não ver o que está ocorrendo.

O importante é se divertir

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Ando falando pouco de Olimpíadas por aqui, então segue aí um vídeo para entrar no clima. A australiana  Michelle Jenneke venceu uma prova de 100 metros com obstáculos depois de um aquecimento pouco convencional.

Pena que ela não vai estar em Londres, mas quem sabe ela não estará no Rio 2016?

Vi lá no Meio de Campo.

Por que o Flamengo não é um Corinthians?

Publicado  quarta-feira, 18 de julho de 2012


Em 1981, a pergunta deste post era a inversa. O questionamento era da revista Placar, então na sua melhor fase editorial comandada pelo jornalista  e conhecido corintiano - e qual o problema? - Juca Kfouri. Naquele ano o Flamengo era campeão do mundo enquanto o Timão amargava a segunda divisão (ou taça de Prata). Pouco mais de 30 anos depois, o rubro-negro não ganhou mais nem libertadores ou mundial enquanto o clube paulista caminha para sua segunda conquista do mundo (a primeira com algumas controvérsias).

Não é só: o Sport Club Corinthians segue para uma imensa valorização de sua marca (ainda que haja dúvidas do quanto os números divulgados valem) e consegue manter um time em altíssimo nível desde que retornou a primeira divisão em 2009 (justamente o último título relevante do clube carioca). Sua política interna está sob controle, o elenco ganha em dia e CT e estádio já são uma realidade não apenas palpável, mas cada vez mais orgulhosa.

Enquanto isso, a maior torcida do Brasil vive sob a humilhação de crises constantes em que cada conselheiro-síndico quer a sua visão do melhor time e ninguém se entende. O CT é uma realidade próxima, mas ninguém se fala em estádio ainda que haja quem use a folclórica frase de "a nossa casa é o Maracanã", estádio que não tem nenhum vínculo oficial com o clube. Os 35 milhões de torcedores não bastam para o Flamengo ter mais do que a quinta maior arrecadação do futebol brasileiro, demonstrando o péssimo trabalho do Departamento de Marketing rubro-negro em detrimento da competente gestão corintiana nessa e em outras áreas.

O Flamengo não repete os ótimos resultados do Corinthians pelo amadorismo em sua raiz, que insiste em definir seu futuro. O rubro-negro tem jeito e pode ser uma instituição como seus torcedores querem. Basta que haja menos política e mais planejamento, mais amor e menos egoísmo e mais desapego e menos vaidades. Ou simplesmente, mais profissionalismo e menos amadorismo.


Após a publicação daquela revista, Juca recebeu do sociólogo Adílson Monteiro Alves, então diretor de futebol corintiano, um comentário a respeito: "o Corinthians não é um Flamengo porque não quer ser, porque quer ser muito maior." No ano seguinte, nascia a democracia corintiana e 30 anos depois, o time com a segunda maior torcida do Brasil obtém resultados iguais ao da melhor geração rubro-negra. Qual a resposta que o clube carioca dará?

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Para quem não entendeu: o título se refere aos resultados no retrospecto recente. O blogueiro não vê o Flamengo como menor que o Corinthians ou vice-versa. Enxergo apenas uma gritante incompetência de um lado em contraponto a bons resultados do outro.

Se você não está satisfeito com o Flamengo, tem duas opções: ficar reclamando de fora ou virar sócio e participar da mudança. 11/8/2012 – Dia Nacional de Mobilização Rubro-Negra

Publicado  terça-feira, 17 de julho de 2012



Sábado, 11 de agosto, foi escolhido como o primeiro Dia Nacional de Mobilização Rubro-Negra. A campanha tem adesão de grupos de sócios, Embaixadas, blogs, sites e Twitters rubro-negros. E a data está marcada para quem é Flamengo tornar-se verdadeiramente parte de seu clube, fortalecendo e influenciando nos destinos desta instituição que já influencia a vida de milhões, mas tem seus rumos decididos por muito poucos.

- Se você mora no Rio de Janeiro, é dia de ir à Gávea e tornar-se Sócio do clube!

- Se você mora fora do Rio de Janeiro, é dia de ir a uma Embaixada Rubro-Negra assistir Flamengo x Náutico e levar os documentos necessários para tornar-se Sócio Off-Rio!

Acesse o site da campanha: www.sejasociodoflamengo.com.br.


• Por que ser sócio do Flamengo?

As instituições mudam conforme a determinação de seus controladores e é crucial que cada um de nós deixe de ser apenas torcedor para virar DONO do Mengão. Ser sócio é deixar de ser consumidor e tornar-se acionista!

Não é admissível que os destinos da nossa Nação estejam nas mãos de apenas 0,02% de Rubro-Negros, que são os que têm direito de voto – e, ainda assim, uma parte deles com pouca ou nenhuma vinculação com o futebol. Para um candidato com ideias parecidas com as suas tenha chance de se eleger, é preciso que existam dentro do clube sócios que apoiem estas ideias. Se você pode ser um deles, a hora é agora!

Pense no tamanho do investimento emocional, financeiro e de tempo você já faz no Flamengo e reflita: você deve ou não dar o passo seguinte para poder realmente influenciar no futuro do clube? Clique aqui e entenda melhor por que todo rubro-negro que tiver esta possibilidade deve se tornar sócio.
Atenção: para poder votar nas eleições de 2015, é preciso ser sócio até o dia 31 de agosto deste ano! Clique aqui e entenda os prazos para participar das eleições do clube.



• Quanto custa ser sócio?

Se você mora fora do Rio de Janeiro, a mensalidade do sócio Off-Rio, com direito a voto, hoje custa R$40,00. Para quem é do Rio de Janeiro, a mensalidade do Sócio Contribuinte hoje é de R$105,00. Clique aqui, conheça as categorias disponíveis para se associar e escolha a melhor para você.


• Como se associar?


Clique aqui e saiba todos os documentos e procedimentos necessários para tornar-se sócio do Flamengo.


Participe do Dia Nacional de Mobilização Rubro-Negra!


Vamos tentar conseguir o maior número de novos torcedores sócios possível para o Flamengo em um mesmo dia: sábado, 11 de agosto. Quem é do Rio deve comparecer a Gávea para se associar; quem não é, procure a Embaixada Rubro-Negra de sua cidade (clique aqui e veja a lista completa), assista a Flamengo x Náutico com outros rubro-negros e leve os documentos necessários para tornar-se sócio Off-Rio – as Embaixadas farão o envio.


Este post está sendo publicado em diversos blogs e sites rubro-negros que estão aderindo ao Dia Nacional de Mobilização Rubro-Negra. Se você quer ajudar nesta campanha, compartilhe e ajude a convencer seus amigos! Clique aqui para deixar seu contato e saber como fazer mais para participar.

Fazem parte desta campanha:

Blogs, Twitters e sites:

Buteco do Flamengo
Cronista Esportivo
DJ Mangueira
DNA Rubro-Negro
Fla Eternamente
Fla Manolos
Flamengo, Aspirinas e Urubus
FlamengoNet
FlamengoRJ
Igreja Flamengo
Magia Rubro-Negra
NewsFlamengo
Ninho da Nação
Ouro de Tolo
Primeiro Penta
Pedrada Rubro-Negra
Rubro-Negrão
Saudações rubro-negras
SobreFlamengo
Torcedor EC
Tua Glória é Lutar
Urublog

Grupos de sócios:
Revolução Rubro-Negra
Sócios Pelo Flamengo

Embaixadas Rubro-Negras


Galo, Bota e a boba superstição

Publicado  segunda-feira, 16 de julho de 2012

Virou consenso entre torcedores de outros times de que Galo e Botafogo não ganharão o brasileiro. O problema é aceitar que analistas esportivos caiam no discurso preguiçoso de mística ou de histórias que se repetem, algo que até o Corinthians campeão da Libertadores deveria servir de exemplo como mudança.

reclamei disso por aqui e repito: mística não entra em campo. Se o Atlético-MG e a Estrela Solitária não faturarem o Brasileiro amanhã não sera por falta de camisa, tradição ou sorte. Tem mais a ver com investimentos, a capacidade do elenco e do seu treinador. De um lado, o time mineiro tem seus desafios: melhorar suas falhas de marcação e ter um Ronaldinho mais comprometido. É do que precisa para vencer assim como o Botafogo precisa comprovar que pode aproveitar o efeito Seedorf e melhorar seu ataque e defesa, ainda pouco confiáveis individualmente ao contrário do melhor setor do time: o meio de campo.

O elenco do Galo tem um elenco com qualidade superior, o que aparece em sua campanha até aqui. Por outro lado, Cuca ainda sofre com sua conhecida instabilidade. E aí não é folclore: o técnico costuma mesmo se desgastar com seus comandados e em suas próprias convicções táticas e acaba uma temporada sempre muito pior do que começa. Ao contrário de seu trabalho no Cruzeiro em 2010, o que pode representar uma ascenção ou exceção em sua carreira pelo que demonstrar esse ano. Nesse sentido o Botafogo leva vantagem a ter um técnico mais experiente e acostumado a títulos.

Se amanhã um dos dois decepcionar no campeonato nacional tenha mente essas ressalvas. E não bobagens esotéricas. Cabe a esses times encerrar um tabu, fruto apenas do péssimo trabalho de dirigentes por décadas e não por superstição.


Fla de Joel melhora a passos de formiga

Publicado  domingo, 15 de julho de 2012

Em seu pior trabalho pelo clube carioca, Joel Santana tem se notabilizado por um enorme cinismo e por improvisar boa parte de seus jogadores (quase metade do time joga fora de sua posição: volantes de meias ou alas, alas de lateral e por aí vai). Porém, contra o fraco time do Bahia, o folclórico técnico mostrou seu grande mérito nessa passagem: a evolução constante, ainda que lenta, do time.

Há quase seis meses no clube, o Natalino é o comandante que teve mais tempo para trabalhar com uma longa "intertemporada" após as eliminações do primeiro semestre. Ainda assim, seu time tem menos solidez tática do que o de outros técnicos com menos tempo de trabalho como Grêmio e Botafogo (onde Oswaldo chegou no início do ano, mas não teve descanso depois da pré-temporada). Sob seu comando, Joel consegue fazer o Flamengo evoluir, mas a passos de formiga.

Apesar disso, desde o Fla-Flu, a equipe vem mostrando alguma solidez na defesa mas esbarra sempre na fraca cobertura dos laterais. Entre a zaga e seus alas, o rubro-negro deixa enorme espaço, facilitando o contra-ataque adversário.

Corrigindo esse erro, o técnico estará a um passo de deixar o time mais competitivo, especialmente se parar de insistir com um meio com quatro volantes e encontrar um parceiro para Vágner Love (que não é o caneleiro Hernane ou o pouco inteligente Diego Maurício). Nesse sentido, precisa escolher entre os jovens Bottinelli, Camacho, Thomás, Adryan e Matheus e, quem sabe, contar com o cada vez mais inevitável retorno de Adriano. É difícil imaginar algo além de sul-americana para o clube, mas com essas evoluções e o apoio da torcida... Quem sabe?

Demorou, mas Felipão fez do Palmeiras campeão!

Publicado  quinta-feira, 12 de julho de 2012


Desde 2010 no clube, o técnico Luiz Felipe Scolari teve que conviver com times cada vez mais fracos no Parque Antártica e, na medida do possível, manteve o Palmeiras competitivo. Este blogueiro destesta os comentaristas de resultado, mas defendeu e acreditou que o técnico faria do alviverde novamente campeão, mesmo quando ao fim do contrato ele parecia dar sinais de que não conseguiria.

Nesses dois anos, Felipão teve que aturar sempre as últimas opções de seus reforços pretendidos, jogadores geniosos como Valdívia e Kléber que eram sempre adorados pela torcida (sem que haja algum título relevante que justifique isso) e com a VPP (Velha Política Palmeirense). Não dá para negar que o técnico não parece estar em seu melhor momento, mas isso sempre pareceu muito superestimado pela turma do amendoim de sempre. A verdade é que Scolari jamais deixou o panteão dos grandes técnicos brasileiros. Ainda tem muito a dar ao futebol e faz mais diferença do que outros nomes como Dorival Jr. e Vanderlei Luxemburgo.

Contra tudo e contra todos, o técnico deu a sua cara a um time pra lá de limitado e apostou em jogadores que defendiam o que ele defende: dedicação, comprometimento e muito suor. Ter Maikon Leite, tecnicamente o melhor atacante do elenco, como terceira opção é evidência de que o campeão da Copa do Brasil tem a sua cara. Mesmo que ela não seja lá muito bonita ou que muitos reclamem. Para um time há tanto tempo sem um título relevante, pouco importa. Com méritos é mais uma taça para o Palmeiras. E para Felipão.

O que quer o Flamengo em 2012?

Publicado  terça-feira, 10 de julho de 2012


O rubro-negro diz que quer o título ou uma boa campanha no Brasileiro, mas tem o elenco mais fraco entre os doze grandes do Brasileiro. A diretoria afirma que pensa em promover os jovens valores da base, mas contrata jogadores medianos de times que sequer jogam a série A do brasileiro (Jorge Luís, Hernande e Arthur Sanches) e que tiram espaço da garotada. Falam que mantém os salários em dia, mas devem direitos de imagem de forma até embaraçosa para jogadores como Deivid.

Por fim, o Flamengo insiste em dizer que o técnico é Joel (que jamais venceu um brasileiro começando uma campanha e sequer tem no currículo o mérito de lançar jovens talentos), mas conversa quase abertamente com outros. Quanto cinismo. É também o clube que sondou Conca, negocia com Diego, mas pede para Riquelme esperar.

O que quer mais querido do Brasil este ano? Afinal de contas, com tantas vontades e contradições seus dirigentes não parecem que querem atender aos interesses do clube. Mas que simplesmente atendem a interesses.

O futebol as vezes perdoa a hesitação, mas raramente deixa passar a indecisão sem castigar. Cabe aos comandantes da nau rubro-negra decidirem se querem fazer algo neste campeonato - quando reforços e um novo técnico são indispensáveis - , se querem preparar jovens para o próximo ano - quando um novo "professor" acostumado a lidar com garotos deve começar a comandar os treinamentos - ou se querem simplesmente economizar dinheiro para investir em vestiários e parquinhos.

Ou então, esse bote cada vez mais furado chamado Flamengo vai afundar sem dó nesse final de ano. É isso que desejam?

Um Fla-Flu para a todos conquistar

Publicado  segunda-feira, 9 de julho de 2012

Na mitologia de J.R.R.Tolkien, o um-anel era o objeto de poder do deus-demônio Sauron, onde depositara parte de seu poder. Os versos do escritor diziam que "um anel para a todos governar", porque com ele reinaria sobre toda terra-média, cenário do livro O Senhor dos Anéis.

Da mesma forma, Flamengo e Flumimense colocaram um pouco de si no clássico Fla-Flu. E cada vez que um vence o jogo, fica mais próximo de grandes conquistas. Mesmo uma partida aparentemente desinteressante, fora o caráter histórico do centenário flafluniano, parece dar ao tricolor carioca uma cara de campeão. Demorou, mas parece que o Fluminense enfim confirma as expectativas do início de ano.

Durante boa parte do ano, Fred & cia. venciam seus jogos na base da individualidade e desorganização tática. Hoje foi diferente. O time das Laranjeiras demonstrou maturidade tática na maior parte do jogo para segurar a pressão rubro-negra e conseguiu uma típica vitória de pontos corridos. Não encantou, mas esteve longe de perder.

Nessa linha de não tomar gols e contar com seus homens de frente - e nenhum time tem a força ofensiva do tricolor carioca - vai ser difícil não acabar campeão. Invicto, o Fluminense promete menos e cumpre cada vez mais.

O cinismo de Joel

Publicado  

 Que Joel Santana está sendo fritado, ninguém pode negar. Parte da crítica esportiva lamenta a postura do Flamengo - que é mesmo lamentável - e de Patrícia Amorim. Não assisti a transmissão na TV aberta pela Globo, mas se falou em críticas até de Galvão Bueno. É realmente um processo vergonhoso, mas tenho muita dificuldade em ter pena do folclórico natalino.

 Em primeiro lugar, Joel passa exatamente pelo que passou seu antecessor Vanderlei Luxemburgo. Além de saber exatamente onde estava se metendo foi co-responsável pela situação anterior ao aceitar o cargo. Mais do que isso: o técnico se beneficia de seu empresário, Leo Rabello, ser patrocinador da campanha da presidente do clube. Já inclusive indicou um zagueiro com o agente em comum. Não há inocente no futebol.

Pior do que tudo é o lado cínico do clube, no qual Joel é cúmplice. O técnico insiste em afirmar que seu time está indo bem, mesmo após não conseguir dar uma cara com quase seis meses de trabalho. Já brigou com a imprensa diversas vezes sempre tentando impor sua visão da realidade.

Ao negar a realidade, seu objetivo é evitar admitir a demissão e obter a milionária multa prevista em contrato. Afinal, ele já caiu aos olhos de imprensa, jogadores e técnicos. Para quê insistir? Direito de Natalino, assim como a diretoria tem em sondar seus substitutos. E os dois lados negam que o técnico esteja com a corda no pescoço e esticam esse desgaste até onde der. Se Joel não é o único culpado pela situação do Flamengo, também não pode ser eximido de sua responsabilidade.

Ao lado de Patrícia, Michel Levy e outros segue participando da farsa de que está tudo bem e que seu trabalho é digno. Por mais que tenha direito ao dinheiro me pergunto se a essa altura da vida Joel não deveria ter um pouco mais de respeito próprio, mandar a multa às favas e ir para casa.

Caso contrário, não me peçam para ter compaixão da pressão que sofre. Pena eu sinto da torcida rubro-negra. Pobre Flamengo de tantos loucos e moinhos. De cada amor de torcedor, só herdas o cinismo dos dirigentes. Nem Cartola faria um samba tão triste.

Cinco coisas que o título da Libertadores faz justiça

Publicado  quinta-feira, 5 de julho de 2012



Muita coisa ainda vai se falar de um título histórico que a torcida corintiana esperava há anos. Mas nesse momento há cinco que importam mais:

5- Andrés Sanchez: o ex-presidente corintiano pode não ser um exemplo de honestidade, idoneidade ou fazer bem para o futebol brasileiro. É provável também que tenha feito muito mal ao Corinthians, mas também elevou o padrão de qualidade do clube em vários setores: marketing, futebol etc.


4- Emerson: o atacante corintiano saiu pela porta dos fundos de quase todos os seus clubes (inclusive do exterior), mas deixou saudades em todos. Não era uma unanimidade até hoje, mas com dois gols na  Libertadores tem uma chance boa de se tornar.

3- Torcida Corintiana: Talvez a segunda maior torcida do Brasil seja a que tinha mais motivos de espernear e ter pouca paciência com a competição, mas desde 2010 demonstram o contrário. Naquele aplauso após uma eliminação em pleno centenário, os corintianos demonstraram que estavam só começando. O apoio valeu a pena.

2- Libertadores: A competição já esteve na mão de timecos como LDU e Once Caldas, mas hoje é de um time que não sabe o que é perder nela. Se fosse uma mulher, estaria bem feliz nos braços corintianos.

1- Tite: É inevitável não falar da importância do comandante corintiano. Sem estrelas,o técnico soube armar um esquema sólido com as mudanças necessárias a cada adversário. Mais do que isso: Tite não aceitou Adriano, se recusou a dar vaga cativa a Liédson, Danilo, Douglas ou Alex e deixou de prometer títulos para entregar muito trabalho. A Libertadores é consequência.





Qual a culpa de Juliana Veloso?

Publicado  quarta-feira, 4 de julho de 2012


É estranho. Desde que me conheço como gente, a Juliana Veloso é ligada à história do Fluminense. Já foi campeã com gol de barriga, rebaixada algumas vezes, voltou a série A, levou Copa do Brasil e Brasileiro. Nos piores e melhores momentos do clube, ela era sempre uma imagem de estabilidade. Um orgulho que o clube tinha e agora demite por meio de um oficial de justiça. Tudo porque ela recorreu a um médico do Flamengo para se tratar pela falta de serviços no tricolor carioca.

Não poder atender uma atleta dessas em suas instalações deveria levar alguém do clube a ser demitido. E não culpar a atleta. Já vi Thiago Silva, ídolo da torcida tricolor, também preferir o rival Flamengo e a Gávea às Laranjeiras na hora de se recuperar de contusão. Um clube patrocinado pela Unimed deveria ser referência em recuperação de atletas. É culpa de Juliana se isso não acontece?

Isso não é responsabilidade da atleta de saltos ornamentais, que precisa buscar a melhor instituição para recuperar sua ferramenta de trabalho: seu corpo. Dirigentes do Fluminense deveriam ser capazes de entender isso.

Libertadores: mística não entra em campo!

Publicado  terça-feira, 3 de julho de 2012


Essa semana você já deve ter ouvidos pérolas como "o Boca é o Boca", "O Timão não tem essa tradição" e por aí vai. Tudo de gente que é paga para soltar essas opiniões (acho que preciso atualizar meu currículo...) e só reverbera bordões dignos de botequim e não de uma análise séria.

Falar em mística ou coisa do tipo é incompetência de qualquer pessoa que queira discutir futebol além do folclore do esporte. Pra quem acha que a história escraviza o futuro, precisa rever seus conceitos e aprender que a bola não gira só no campo. Como na vida, todos os dias o cenário futebolístico alterna, varia, evolui ou involui. Nada é definitivo e nenhuma jornada acaba pra sempre.

Torcedor tem todo direito de acreditar no que quiser. Afinal, fé não se discute, se respeita. Mas nenhum comentarista, técnico ou jogador pode crer em algo mais do que o esforço de onze atletas e um jogo.

Toda pureza do futebol se resume a isso. Perdendo ou ganhando, o Corinthians não depende de forças do além, mágicas ou esotéricas. Só de si. E que cada corintiano, com a fé que tiver, creia mais no futebol do Timão. O resto é folclore ou papo de boteco.

Corinthians precisa mais de cautela que ousadia

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Tite já deu o primeiro passo em ganhar a Libertadores ao evitar o chavão de que o dono da casa deve ir para cima do adversário. O técnico afirmou que vai manter o que sempre fez no Timão. Ou seja, um Corinthians que joga para impedir o adversário de jogar e se impondo pela força coletiva de um time aplicadíssimo.

Ao contrário do que muita gente insiste, o empate fora de casa na semana passada foi um resultado apenas mediano, ainda que heróico. Fora de casa, o estilo do Boca Jrs. costuma ser pior para o adversário que tenta resolver na base da ofensividade. Em casa, o time argentino sai mais e tenta se impor, mas em território inimigo encurta os espaços entre o adversário e seu gol e aproveita melhor o campo que qualquer rival deixa. É quando a genialidade de Riquelme aparece da forma mais irresistível.

Sem se exigir resolver o jogo, o Corinthians faz o que sempre fez de melhor nessa competição. Não é um time que encante, mas que resolve. E o alvinegro precisa resolver sua sina com a competição internacional. Que seja um jogo sofrido para os corintianos, mas com a catarse que a torcida espera.


Porque Ganso deveria ser negociado

Publicado  segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ele não é mais o jogador que, cedo demais, parte da crítica esportiva elegeu como craque embora ainda seja muito acima da média. Paulo Henrique Ganso, eleito "maestro do Peixão", pela torcida santista é apenas um jogador muito bom, que se contunde demais e resolve pouco. Mas quer ser tratado como craque.

Desde 2010, vemos o camisa dez se valorizar falando de propostas que jamais se confirmam ou pagam pouco por um jogador titular de um time da série A do Brasil. Mas lá está o amigo de Neymar pedindo mais, que lhe valorizem e exaltando os (poucos) jogos bons que faz.

Enquanto isso, o Santos já negociou Alan Patrick, pode perder Elano e mantém os regulares Bernardo e Gérson Magrão  - que jogam infinitamente menos que o meia com passagens pela seleção, mas se contundem na mesma medida - no banco. E o jovem Felipe Anderson já pede espaço no time santista, apesar das dificuldades de Muricy em trabalhar com revelações. Se nenhum desses jogadores assumir a posição, o alvinegro ainda pode buscar um outro meia.

Fato é que do jeito que está, clube e jogador se atrapalham mutuamente. Ganso parece se sentir capaz de vencer na Europa e o Santos acha que merecia mais de seu camisa dez. Que cada um siga seu caminho para que o meia prove o jogador que é e que o tricampeão da libertadores encontre um camisa dez mais preocupado em jogador do que em eternamente pedir para ser valorizado.

Todos os gols que Adryan fará!

Publicado  domingo, 1 de julho de 2012


Desde o começo do ano, me preocupo com a pressa da torcida do Flamengo em queimar etapas e ver imediatamente um meio de campo formado por Muralha, Luiz Antônio, Matheus e Adryan. Talvez uma formação dos sonhos, mas improvável de dar certo na altura da maturidade que esses garotos tem hoje.

Boa parte do time campeão da copinha em 2011, era juvenil em 2010. Alguns que subiam da base naquele momento ou participaram daquele grupo e tinham mais idade sequer se firmaram ainda no elenco profissional: Muralha, Diego Maurício (cada vez mais atrapalhando ao invés de ajudar), Luiz Antônio (já jogou em três posições nos profissionais) e Thomás (que desapareceu do banco). Mas muita gente quer o destaque daquele time, Adryan, como titular absoluto.

O camisa dez da base é um jogador talentosíssimo. Já disse várias vezes que é o único jogador da (boa) base rubro-negra que parece ter condições de alcançar o nível de Neymar ou Oscar (o estilo lembra muito o do jogador do Internacional), mas precisa ser trabalhado com calma e ter condições de amadurecer.

Uma boa atuação contra um time que será rebaixado não significa que já possa assumir a dez. A mesma torcida que pede isso, criará um rótulo de "pipoqueiro", "amarelão" e outros adjetivos quando ele sucumbir à marcação de volantes como Ralf e Paulinho ou Pierre e Richarlyson. Ou seja, jogadores mais preparados e do nível dos doze grandes da série A.

Tudo o que Adryan precisa é de paciência e compreensão da torcida. Jovem e jogando em uma posição que consagrou o maior ídolo do clube ele vai jogar mal e errar, como o camisa 11 do Santos já fez. Se a nação rubro-negra não terá paciência nesses momentos que compreenda que 2012 é mais um ano de afirmação do que de consagração para o futuro camisa dez do clube.

Aprendendo com derrota, Itália será mais forte

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No futebol, você evolui com a continuidade: aperfeiçoando os acertos e corrigindo os erros. Não é coincidência que a maioria dos times vencedores aposte na base de jogadores e em um mesmo comandante. A Itália precisa ter isso em mente ao final desta Eurocopa.

A França, por exemplo, cometeu um erro ao perder o técnico Laurent Blanc, após ótimo trabalho em pegar uma seleção desastrosa na última Copa do Mundo, mas que se despediu diante da campeã nesta competição. A Azurra tem a chance de manter o ótimo Cesare Prandelli e seguir aperfeiçoando a seleção italiana em busca de um grande 2014. Só é indispensável entender a sua dose de erros.

Desde 2010, a Itália sabe que a alta média de sua idade é um problema. Embora haja melhora, não resolveu seu problema com um time mezzo jovem, mezzo velho. Ainda que não se possa prescindir da categoria de um craque como Pirlo, antes da final o melhor jogador da Eurocopa, não dá para reclamar de azar na contusão do atacante Cassano e do volanteThiago Motta. Ambos terão mais de 30 anos na próxima Copa do Mundo. Como acreditar que após uma desgastante temporada européia em seus clubes, vão render o seu máximo por toda uma competição?

O que a Itália precisa é que Prandelli siga acertando sua equipe, que chegou a fazer o jogo mais disputado contra a Espanha mas perdeu quando a Fúria resolveu jogar tudo o que pode, e encontrar uma nova geração de nomes como Mário Balotelli, cada vez mais ídolo. A Azurra se reencontrou nesta Eurocopa, que não se perca de novo. 

Estilo espanhol é vencedor e leva mais uma!

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Não é uma crítica falar do parnasianismo espanhol. O estilo literário da Fúria no futebol é eficiente e nada medíocre, como escreveu bem Otávio Maia no blog Esporte fino, antes do jogo. Mais do que isso, a Espanha fez uma Eurocopa apenas regular, mas soube encarar a final como a grande chance de demonstrar porque é a melhor seleção do mundo.

Pela primeira vez um país domina a Eurocopa por duas edições consecutivas e a equipe de Xavi, Iniesta & cia. faz isso com a conquista de uma Copa do Mundo no meio. E ninguém pode negar o favoritismo espanhol para 2014. Isso ainda é pouco diante do que o bicampeonato europeu significa não só para uma geração, mas para um país.

Daqui para frente, a Espanha entra para o seleto grupos de camisas a serem respeitadas. Se até 2008, era vista como um time sem poder de decisão daqui para frente será sempre vista como uma supercampeã. Qualquer um pode fazer dezenas de análises táticas ou individuais da supremacia espanhola, mas ninguém pode negar mais sua força. Derrotando a Itália, campeã em desbancar favoritos, a Espanha se firma pelo que seus títulos já demonstravam: uma seleção que não só encanta, mas é vencedora.

Seedorf e o Botafogo possível

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No Flamengo ele chegaria com a dúvida de fracassar como a estrela anterior. No Fluminense, disputaria posição com o maestro Deco. Talvez no Vasco repetisse a mesma expectativa, mas fatalmente teria que brigar por uma vaga com os ídolos Felipe e Juninho. Mas ele não vestirá nenhuma dessas camisas. No time da Estrela Solitária, Seedorf é ídolo e referência técnica, algo que o Botafogo sente falta há algum tempo.

Mais que isso: Clarence pode ser uma evidência de que o alvinegro pode ser mais. Um banho de autoestima em uma torcida que não conhece a alegria de ser campeã nacional desde 95. Ninguém com bom senso contesta a grandeza do clube, mas é bom ter um exemplo concreto disso. Seedorf prova que é possível o botafoguense ter orgulho de que briga de igual para igual com todos os outros rivais.

Há muitas perguntas e dúvidas sobre o sucesso da gestão Assumpção. Mas hoje ele é responsável por fazer seu torcedor voltar a ter brilho nos olhos quando discute futebol com seus rivais. Vale lembrar que há um ano, o Corinthians, clube com maior poder financeiro atualmente, tentou o meia e ainda não tem um meia-direita que assuma a posição. E quantos times tem um dez com as glórias, exemplo e talento de Seedorf? É o Botafogo mostrando que o alvinegro possível pode ser do tamanho do melhor Botafogo que conhecemos. A Estrela pode até ser Solitária mas brilha muito neste dia.