Zinho e a reação que o Flamengo pode ter

Publicado  segunda-feira, 4 de junho de 2012


O discurso é firme e a palavra é dada olho no olho. Cada frase de Zinho é pontuada com uma convicção que não combina com a gestão vacilante de Patrícia Amorim e outras. O ex-jogador tem cinco brasileiros e uma libertadores (mais do que a maioria dos times nacionais), fora o tetracampeonato em 94. Ele é respeitado por qualquer boleiro que sabe que ali tem alguém que já esteve do outro lado. E levou quase tudo o que disputou. É o nome da improvável reação rubro-negra.

Já falei das chances do Flamengo aqui. Mas o futebol é dinâmico e qualquer análise de futebol pode se alterar dependendo dos acontecimentos. Com todos os seus erros, Patrícia acertou na escolha de Zinho (nas redes sociais sempre achei melhor apostar em um diretor promissor que conhece o clube do que em nomes ultrapassados e em fim de carreira). E é o ex-meia quem pode simbolizar a reação rubro-negra na temporada.

O que o rubro-negro precisa é manter os salários em dia e abraçar Joel Santana. Em um esquema solidário em que todos corram, é possível - ainda que não seja exatamente provável - que o Flamengo volte a surpreender com um time que tome poucos gols e conte com o competente Vágner Love na frente. É claro: é bom que o próprio Joel se ajude e pare com escalações com quatro volantes e uma média de idade altíssima. Caso contrário, vai ter que deixar o clube.

Houve um tempo em que o Flamengo se espelhava em Zico, já se viu como Romário e teve um hiato até o imperador Adriano simbolizar o clube. Hoje, a referência está fora de campo. Se os torcedores querem alguma coisa nesta temporada, que exijam que o Flamengo seja como o trabalhador Zinho sempre foi: firme, convicto e com sede de conquistas.

Improvável almejar algo esse ano ainda? Só Deus sabe o que é provável para o Flamengo.




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