Rússia caiu? Azar da Euro. E nosso...

Publicado  sábado, 16 de junho de 2012

Dzagoev e Arshavin mereciam sorte melhor? Talvez. E a Eurocopa e seus espectadores? Sem dúvida. Sai a seleção com mais chances de surpreender as favoritas Alemanha e Espanha,. E a Rússia deixa uma vaga para a surpreendente, mas monótona Grécia, tão heróica quanto Hércules e tão divertida quanto ler um discurso de Platão gravado em concreto.

Para a seleção, fica a lição de jamais adormecer em um mata-mata. As vezes, derrotas fazem bem para grandes times, como acho que pode ocorrer agora com a Alemanha. Se Dzagoev, por exemplo, precisava mostrar competência em alto nível, agora vai precisar demonstrar maturidade no pior momento possível de uma competição desse porte: sua saída.

No mais, a Fifa tem mais um dos inumeráveis exemplos do que o futebol está se tornando. Onde o destruir acaba sendo mais efetivo que o criar. Se nós somos os grandes azarados por perder uma seleção como a Rússia para continuar vendo o fraquíssimo futebol grego em campo, como fica a competição? Pena que as necessárias mudanças no esporte, como vôlei e outros já mudaram, ainda não tenham chegado. Lamento pela Rússia e por nós.

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Vale sempre lembrar: fraco ou não, a Grécia jogou como pode. E dentro disso, foi valente e não desistiu nenhum minuto. Há beleza em histórias assim. Só preocupa que elas venham se tornando tão comuns no futebol.

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