Roth, Cruzeiro e expectativas

Publicado  sábado, 23 de junho de 2012


Já havia falado que Celso Roth era o melhor nome para o Cruzeiro neste 2012. O técnico conseguiu comprovar isso essa noite ao ganhar com autoridade do Vasco e assumir a liderança do Brasileiro. Com um elenco absolutamente enfraquecido e composto por alguns veteranos sem espaço em outros clubes (como Souza e Tinga), o clube celeste pode ser vítima da sua própria campanha.

Assim como em outros anos, Roth vem desempenhando um papel muito acima das expectativas que o elenco poderia gerar. Como eu e outras pessoas já notaram: o técnico consegue fazer seus times jogarem mais do que podem e é cobrado por isso. Em 2007, chegou a liderar o brasileiro com o Gigante da Colina e foi demitido após uma série de derrotas. No ano seguinte, o Vasco foi rebaixado com boa parte do mesmo elenco. Com o Grêmio em 2008, pegou um elenco fraquíssimo e chegou à vice-liderança do Brasileiro, melhor campanha do Imortal na competição há anos. No Galo em 2009, foi quinto colocado no brasileiro em sua melhor campanha nas últimas décadas. Demitido pelo vice Alexandre Khalil, que viu seu time lutar contra o rebaixamento nos dois anos seguintes.

O técnico tem lá sua dose de erros indesculpáveis, mas no geral paga o preço de suas convicções táticas: é retranqueiro. Fato inegável. Mas coleciona trabalhos mal compreendidos por boa parte da torcida e da imprensa esportiva. No Cruzeiro, tem um elenco que cairá de produção com sua média de idade alta e fortes limitações. Cabe aos dirigentes e torcida não se enganarem. A Raposa não pode almejar muito mais do que permanecer na série A.

Qualquer coisa além disso, é lucro e mérito do técnico. Título? Seria um milagre, mérito de Roth, dirigentes e da torcida. Que todos na Toca sonhem, mas com os pés no chão.

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