O limite francês

Publicado  sábado, 23 de junho de 2012

Ao contrário da última Copa, a França não deu vexame desta vez. Desde 2010 com uma postura exemplar, Les Bleus seguem em seu processo de reconstrução que, sabemos, não é rápido. E já demonstra frutos com um bom time capaz de chegar às quartas de final da Eurocopa, mas incapaz de passar de uma seleção de ponta como a Alemanha ou Espanha.

Com uma campanha digna e demonstrando o máximo que pode fazer, a França vira seus olhos para o horizonte de 2014. O que falta para a campeã mundial de 1998 melhorar em competitividade? Encontrar um parceiro mais solidário para Benzema e um articulador que não deixe o time tão dependente dos lampejos do ótimo Ribery, quando enfrentar uma marcação mais eficiente.

É nítido as evoluções técnicas que a seleção francesa precisa alcançar. Talvez o maior problema esteja fora dele. Com uma derrota indesculpável para a Suécia e uma crise abafada no vestiário, o técnico Laurent Blanc tem o desafio de impedir que vaidades internas impeçam um time com alguns bons valores individuais não jogar tudo o que pode. Apenas atingindo seu limite os franceses podem sonhar com dias de mais orgulho no futebol.

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