Lucas não será Neymar. E nem perto disso

Publicado  sábado, 2 de junho de 2012


Quando surgiu, Lucas dividiu os holofotes com o surgimento do astro absoluto Neymar. Era uma época em que ainda se discutia o talento do craque santista com cada torcedor dizendo que tinha uma revelação no mesmo nível (ouvi de um flamenguista que o meia Erick Flores jogava tanto quanto). A imprensa paulista resolveu adotar a revelação como um provável contraponto tricolor a Neymar e isso criou uma confusão que o jogador e seu staff regularmente mantém.

A comparação hoje pode parecer equivocada com o craque em má fase. Mas já tivemos Rogério Ceni apontando Lucas como até melhor do que Neymar e o próprio jogador diz que sonha em ser o melhor do mundo. Não será. Lucas é um jogador que vai brilhar e ser ídolo por diferentes clubes, como Juninho Paulista, Leonardo e outros. Mas dificilmente será a referência de uma geração ou de um ano.

Essa semana, o jogador e seu empresário pediram um planejamento para permanecer até a Copa de 2014. E lá está a citação ao craque santista: Lucas quer um plano de carreira, patrocinadores e por aí vai. Quer ser tratado de forma diferente, embora seja mais comum do que pensa. Lembra o caso clássico de Plutão, rebaixado de planeta a planeta-anão.

O meia também vai sofrer na carreira enquanto se colocar como um jogador que não é e nem será. Rápido, habilidoso e bom de finalização, mas com visão de jogo limitada e oscilante, Lucas precisa entender que pode evoluir de bom a grande jogador, mas que dificilmente será craque. Antes que comece a ser cobrado por não ser.

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