A estagnação da Fúria

Publicado  sábado, 23 de junho de 2012

Muita posse de bola, inversões de pé em pé e lances que empolgam. Mas poucos gols. A Espanha parnasiana segue encantando, mas com os mesmos defeitos. Muito toque e pouco chute, embora sufoque o adversário raramente faz o torcedor levantar da cadeira.

Contra a França, a Espanha entrou em um sólido 3-4-3 onde alguém do trio da frente sempre dava o primeiro combate na saída adversário somando pelo menos cinco no meio ou oito na defesa. Atrás, a trindade sempre recebia a companhia de um ou dois companheiros, dependendo do ataque. Todos sabem o que fazer. Mas parece que ninguém aprendeu a chutar dependendo sempre da inevitável entrada do vaga-lume Torres para tornar o ataque mais incisivo.

Tão impressionante quanto o esquema versátil do técnico Vicente Del Bosque, é a falta de evolução dele. Há quatro anos a Espanha vence as competições que disputa, mas sofre com os mesmos defeitos. Dizem que não se mexe em time que está ganhando, mas as seleções que perdiam estão melhorando. A Alemanha - favorita para fazer a final da Eurocopa - é um time melhor em relação à última Eurocopa assim como França, Inglaterra, Itália e Portugal. Será que a Fúria continuará vencendo sem melhorar?

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