Corinthians ensina a vencer uma Libertadores

Publicado  quinta-feira, 21 de junho de 2012

O time do Parque São Jorge jamais venceu uma, mas fez tudo o que se deve fazer para conseguir. Começou em 2009, com a chegada de Ronaldo. O Corinthians retornava do pior momento de sua história e queria voar alto. Calar de uma vez por todas a ausência da Libertadores. Com um técnico acostumado ao cargo e o melhor time do semestre, venceu de forma incontestável a Copa do Brasil.

Jogou o semestre seguinte no lixo, mas se ergueu para ser o melhor time da fase de grupos da Libertadores e cair frente ao Flamengo, então campeão brasileiro. Disputou o Brasileiro, mas foi prejudicado pela saída de Mano, trabalho ruim de Adílson Baptista e percebeu em Tite o técnico ideal para ficar mais tempo. Bancaram o comandante no frustrante 2010, no péssimo início de 2011 e foram recompensados com o Brasileiro naquele ano. Era o suficiente para insistir com Tite esse ano.

Hoje, de longe, é o melhor técnico do futebol brasileiro com um trabalho tático impressionante, que deve deixar as diretorias de Grêmio e Internacional lamentando sua saída. Além disso, Tite comanda um grupo que chega na sua quarta libertadores com o frio Danilo já tendo conquistado uma. Ronaldo saiu, Adriano não se enquadrou e o clube segue preservando o coletivo em detrimento de estrelismos individuais.

É a receita certa para se ganhar uma Libertadores, título que o Corinthians jamais conquistou e que não é certo que vença agora. Mas faz tudo certo para tornar sua terceira participação consecutiva no inédito título. E ganhando ou não, outros clubes deveriam aprender a equação corintiana: preservar o grupo, confiar em um grande técnico e participar de muitas libertadores. Pode não ser igual à taça, mas é uma variável bem próxima disso.

O Timão está há dois jogos de vencer sua primeira libertadores.





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