Brasil perde, mas está no caminho certo

Publicado  sábado, 9 de junho de 2012

A seleção jogou melhor, demonstrou novidades interessantes e perdeu. Faltou o quê? A fórmula para anular o imbatível Messi ou um pouco de sorte? Nem um e nem outro, o Brasil demonstrou defeitos típicos de uma equipe em formação que começou quase do zero há dois anos e agora começa a mostrar uma cara. E as feições que esse time vai ganhando amadurecem no tempo certo para o principal objetivo da seleção canatinho nesta década: a copa de 2014.

Não dependemos mais de apenas um jogador pouco confiável fisicamente para assumir a armação do time. Ganso ainda não é realidade, mas Oscar já é e tem muito a crescer assim como Neymar. O camisa 11 da seleção, enfim, encontrou a posição que Pelé, Mourinho e outros já pediram para ele: menos ponta e mais meia. Menos flecha e mais arco. Ali, atrás dos volantes como Messi atua, jogou muito bem apesar de ter vacilado em dois lances (este cronista não viu pênalti em nenhuma das jogadas).

Além disso, a derrota tem a ressalva de termos jogado com uma zaga que dificilmente ocupará o banco na copa: o fraco Juan e o inacreditável Bruno Uvini. De resto, o vacilo de Casemiro que acabou no quarto gol de Messi é daqueles indesculpáveis e que podem marcar um jogador. O blogueiro chegou a dizer que é daqueles lances em que não se convoca mais o jogador. Explico: o volante do São Paulo cometeu um daqueles erros "à lá meião da Copa" e já é marcado por ter sido indolente quando surgiu. Não pode.

De resto, o Brasil mostra com dois anos uma equipe fiel às tradições do futebol brasileiro, algo que não vemos desde a era Telê Santana e que não tentam emplacar desde as passagens de Zagallo e Vanderlei Luxemburgo pela seleção. Ainda temos dois anos para crescer e ainda é bem difícil ver um time sub-23 com mais potencial para vencer as Olimpíadas que este. No futebol, o jogar é sempre mais importante que o resultado - ao menos para este blogueiro. Seguindo assim, a equipe de Mano demonstra estar no caminho certo para alcançar seu auge em 2014 e ser a base canarinha desta década. Não é pouco.

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