Porque Celso Roth é o melhor para o Cruzeiro

Publicado  terça-feira, 15 de maio de 2012

Vivendo forte crise política e com o inexperiente Gilvan Tavares a frente do clube, o Cruzeiro descobriu na pele como seu maior rival se sente nos últimos anos. A fraca campanha no Brasileiro foi resultado de um ano em que o clube brincou de planejar e desperdiçou várias chances de uma temporada forte. Esse ano o panorama parecia se repetir com a permanência do fraco Vágner Mancini, fadada ao fracasso. Veio a demissão e novamente o time celeste se viu perdido com o Brasileiro prestes a começar.

Celso Roth é o novo técnico da raposa. Não se comenta a plasticidade de seus times: o técnico é adepto do maldito futebol de resultados e suas dúzias de volantes. Foi assim com todos os seus últimos trabalhos, mas, bonito ou não, ele conseguiu chegar bem mais longe do que seus elencos pareciam permitir. À exceção do Internacional que venceu a Libertadores e fracassou no Mundial, Roth tornou um enfraquecido Grêmio vice-campeão brasileiro em 2008 e liderou oito rodadas do Brasileiro com o Atlético-MG que terminou em sétimo, a melhor colocação do Galo em anos.

Roth não é o técnico dos sonhos de nenhum cruzeirense, mas é o comandante possível para o momento conturbado. Vai pegar um time com poucos valores confiáveis e muito jogadores medianos e transformar em um time que valorize cada bola perdida. Alfredo Sampaiolli e até mesmo Adílson Batista seriam nomes mais animadores para o torcedor, mas dificilmente emplacariam com uma gestão marcada por tantos erros. Agora, o maior desafio de Gilvan será saber o momento ideal de demití-lo. Internacional e Atlético-MG não descobriram, mas o Grêmio no fim de 2011 sim. Celso Roth pode ser o ideal para o momento cruzeirense, mas não para toda a gestão Tavares.

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