Oscar ou Ganso. E não os dois

Publicado  segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quarenta e dois passes com apenas um errado. A estatística prodigiosa no jogo contra os EUA pesa a favor do Oscar, que há tempos já assumiu o espaço de Ganso como provável camisa dez da seleção. Mais versátil, dinâmico e regular,  o meia do Internacional vai passando a frente do jogador do Santos, às voltas com a sala de cirurgia mais uma vez.  Mas há quem acredite que os dois devem jogar juntos. Eu discordo.

Seja pelo motivo que for, o meia-armador não é uma posição exatamente comum no futebol atual. Optar por apenas um dos dois, garante ao Brasil um reserva. Escolher ambos faz Mano Menezes precisar de mais dois jogadores com perfil semelhante, onde já foi bem difícil achar essa dupla.

Além disso, em um eventual 4-4-2 com dois meias o 4-2-3-1 perderia um atacante. Se Neymar é imprescindível e precisa de um centroavante para abrir espaços, será que as boas atuações de Hulk não indicam que o atacante do Porto merece uma sequência? E o mais importante: Ganso está jogando ou, principalmente, é mais confiável do que qualquer um dos três?

E mesmo que isso não convença você: o maior mérito de Mano é tentar não se pautar pelos resultados, mas pela recuperação da escola brasileira de futebol. Quer benefício maior que ver uma seleção canarinho jogar com três atacantes?

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