Ibson: um retorno com prós e contras

Publicado  sexta-feira, 18 de maio de 2012


Aos 28 anos, o misto de meia e volante já alcançou seu auge no futebol e dá uma idéia do que podemos esperar dele. A dois anos de completar sua terceira década (época em que a maioria dos jogadores da posição começa a entrar em declínio), Ibson tem como objetivo repetir o desempenho que teve na temporada de 2007. Naquele ano, o camisa 7 jogou não só em alto nível mas também manteve a regularidade, algo que faltou na oscilante temporada de 2008.

No Flamengo, ele jogou mais vezes de meia do que como segundo volante, sua melhor posição. No Santos, Muricy aproveitou a versatilidade do ex-jogador do Spartak nas duas posições diversas vezes, dificultando a vida do ídolo Elano no clube. Joel Santana deve escalá-lo como quarto homem de meio campo assim como em 2007, conforme André Monnerat escreveu aqui. Sendo assim, o técnico deve insistir em um losango com Rômulo (Airton) como o vértice mais recuado e a tendência é que os volantes Renato e Kleberson sejam os wingers do meio campo com o reforço atuando a frente dos dois. Na prática, um meio de campo com quatro jogadores que são ou já foram volantes.

É um erro. A melhor forma de Ibson ajudar o rubro-negro é como um terceiro homem de meio de campo ou até mesmo variando para um volante, dependendo da situação de jogo. A chance de jogar com o jovem Luis Antônio, que lembra muito o próprio filho pródigo da Gávea, daria juventude, consistência e velocidade à essa formação. É indispensável um primeiro volante assim como um meia mais ofensivo, mais acostumado a se posicionar ofensivamente do que defensivamente. Ronaldinho ou Bottinelli seriam a opção.

De uma forma ou de outra, Ibson melhora o nível do elenco e é titular incontestável, em um nível acima de todos os demais. Por outro lado, é um enorme amadorismo que a diretoria tenha priorizado mais um jogador para uma posição com quase uma dezena de jogadores enquanto faltam zagueiros (o clube ainda cedeu o jovem David Braz na negociação pelo camisa 7) e ao menos mais um atacante que jogue como pivô. Não faz sentido e demonstra que a prioridade não foi bem o desempenho do time, mas agradar à torcida. Sucesso.

A saída de um jogador com um salário altíssimo em um momento de baixar a folha salarial por outros dois com baixo salário e boa possibilidade de revenda é um erro financeiro? Sim. Por outro lado, se o rubro-negro manteve um percentual minimamente considerável dos dois jogadores, a tendência é que lucre mais com eles dessa forma. Se for assim, o Flamengo fez um bom negócio. Cabe ao clube e ao jogador, transformarem ele em títulos.

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