Cinco coisas para o Flamengo fazer antes de demitir o técnico Joel Santana

Publicado  sábado, 19 de maio de 2012


Mestra em mudar o foco pensando sempre em jogar os problemas para debaixo do tapete, a gestão Patrícia Amorim já teve cinco técnicos em três anos e pode chegar ao sexto se demitir Joel Santana. Fui contra a contratação do técnico e já pedi sua aposentadoria do futebol, mas é bom que o torcedor entenda que mandar embora mais um técnico não resolve uma pá de problemas bem mais urgentes que a incompetência notória de "vovô" Joel. Vamos lá:

5- Salários e premiações em dia: essa semana, o Flamengo está prestes a acertar com o Porcão como patrocinador, mas a renda será dividida entre futsal, futebol de areia e futebol de campo além de R$ 500 mil serem reservados para comemorações ou almoços em restaurante(!!!!). Enquanto isso, Deivid tem mais de um ano de premiações a receber e outros jogadores também estão com pagamentos atrasados. O que é prioridade? Não adianta achar que apenas os salários em dia valem enquanto muitos jogadores tem os direitos de imagem como maior fatia de seus rendimentos. E pagar em dia é o primeiro passo para ter todo mundo focado em treinar e jogar ao invés de pensar pra onde vai no ano que vem...

4- Definir de uma vez por todas o caso Ronaldinho: o camisa dez hoje mais uma vez atuou no melhor estilo Vampeta de finge-que-me-pagam-e-eu-finjo-que-jogo. E será assim enquanto o Flamengo não demonstrar condições de manter um jogador tão caro. E mesmo que o clube consiga resolver ainda vai precisar comprovar que pode discipliná-lo, algo que o Milan não conseguiu e o Barcelona nem tentou. Não cabe a mim dizer se dá ou não, mas é dever de todos cobrarem a diretoria que o contratou que definam essa situação, com o menor prejuízo possível ao clube.

3- Regular os X9: Ok, acho a idéia da cartilha de Jairo dos Santos ridícula, assim como detestaria trabalhar de paletó e por isso nunca me candidatei pra uma vaga dessas. Se algum jogador não gostou, deveria pedir para sair. No Flamengo, os jogadores vazam que houve aviãozinho de papel e que ninguém levou a sério. Zinho cobrou Ronaldinho internamente, mas teve que mentir pra abafar o caso porque teve dedo-duro expondo uma situação que não deveria ter chegado ao clube. Eu tenho uma boa idéia de alguns dos X9 que existem ali e, certamente, outros dirigentes também tem. Não é meu papel e nem o de repórteres denunciarem isso e sim da direção coibir. Desde que a imprensa soube da demissão de Vanderlei Luxemburgo quase doze horas antes de ser oficializada, os dirigentes deveriam ter agido com rigor. É bom resolver isso logo.

2- Buscar os reforços que precisa e não os que saem bem na foto: Já comentei por aqui que a vinda de Ibson em um elenco com uma dezena de volantes, nenhum zagueiro ou meia ainda 100% confiável e sem centroavante é um erro. Essas tentativas malucas de trazer gente que não rende mais em alto nível como Juan podem ser boas para alavancar a carreira de vereadora de Patrícia Amorim, mas não para fazer o time jogar melhor. É hora de priorizar um zagueiro jovem, mas experiente para jogar ao lado de Gonzales (Neto do Guarani, Rever do Galo e Tolói do Goiás seriam bons nomes) e outro para disputar posição com o chileno e não sofrer todos os jogos com Wellington. Aliás, o jogador irregular esteve hoje nitidamente fora de forma após semanas de treino. O que houve?

1- Menos política e mais planejamento: Chega de definir cargos-chave com o critério de politicagem. PC Coutinho e Michel Levy causam mais problemas do que resolvem e respingam a crise política no time. Patrícia deveria demitir os dois e trazer para a cadeira de vice de futebol algum dirigente que tenha vivência e experiência com boleiros e possa apagar os incêndios ao invés de piorá-los (Coutinho chegou a criticar Joel em entrevistas). Já para o cargo de vice de finanças, precisa arranjar alguém que não queira aparecer e nunca tenha se envolvido em escândalos com licitações públicas. O Flamengo precisa de trabalho, união e humildade. Não de gente querendo aparecer nos momentos de alegria e buscando culpados e desculpas nas derrotas.

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