Para brigar por título, Vasco precisa de renovações!

Publicado  quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sem Dedé, Fellipe Bastos, Éder Luís e Juninho Pernambucano, o Vasco é apenas um coadjuvante no brasileiro que abre as portas. Sem Diego Souza (cogitado no Grêmio) e possivelmente com um Fagner pensando em seu próximo clube em 2013 (em um mês, já poderá assinar pré-contrato), o perigo de brigar entre o Z4 e a zona de classificação para a sul-americana aumenta consideravelmente.

O clube teve meses para resolver essas pendências, mas a limitada cabeça dos dirigentes vascaínos só permite pensar no problema com a eliminação na Libertadores. Sem o zagueiro-mito e a referência pernambucana, o clube perde dois líderes. E sem o atacante, perde seu principal jogador de velocidade.

Como já falei aqui, o futuro do Vasco no Brasileiro é uma incógnita. Com as renovações e um ou dois reforços, tem time para brigar por títulos. Sem elas... Será um ano longo. Azar de quem o deixou pra resolver em um tempo tão curto.

É PC Coutinho quem deveria cair

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Um bom dirigente de futebol sabe de suas limitações, contrata bons profissionais e atua como fiscal e supervisor exigindo que as metas pré-acordadas sejam alcançadas e nas crises trabalha sempre para apagar incêndios ao invés de aumentá-los. Não é o caso de PC Coutinho, vice de futebol do Flamengo.


Coutinho não chegou ao clube por competência, mas simplesmente por uma questão política. Filho do técnico Cláudio Coutinho, é mais um elemento que Patrícia Amorim, desde 2010 interessada apenas em se reeleger vereadora e presidente, coloca no poder para colher votos. Ainda assim, ele poderia ter aproveitado a situação para fazer jus ao nome da família. Infelizmente, ao contrário do pai, um técnico com idéias revolucionárias nos anos 80, PC é o típico dirigente amador no melhor estilo conselheiro-síndico.

Em mais uma situação de amadorismo berrante, o dirigente foi flagrado falando com torcedores abertamente que Ronaldinho Gaúcho está suspenso, em meio a insinuações de que o meia está mesmo rompendo relações. Para quê? Não ajuda nada ao time, atrapalha o bom trabalho de Zinho e prejudica muito mais o técnico Joel Santana, o menor dos problemas do clube. Agora, Coutinho conseguiu jogar gasolina no incêndio e piorar uma situação nada boa. Imaginem Assis usando esse vídeo em um processo judicial?

Muito antes de Joel Santana ou Ronaldinho Gaúcho, é PC Coutinho quem deveria cair (disse isso semanas atrás). Se o Flamengo sofre nesta temporada não é pelos profissionais pagos pelo futebol, mas pela mais absoluta sucessão de trapalhadas dos dirigentes amadores, indicados sempre por critérios políticos. E nunca por sua competência. Pobre Flamengo.

No Fla, o gerente é demitido pelos gerenciados

Publicado  sexta-feira, 25 de maio de 2012

Jairo dos Santos achou que poderiam regular jogadores com uma cartilha de boas maneiras. Eu, você e outras pessoas que não trabalham no Flamengo tem o direito de achar isso ridículo, leviano e insuficiente. Os atletas, subordinados aos poderes do clube, não. Infelizmente, segundo este post, não foi o que houve.

Não acaba por aí, o próprio profissional, que saiu do clube após três meses sem sequer receber salários, coloca bem um problema estrutural da gestão Patrícia: "Quando não existe norma não há como fazer as coisas por obrigação. Como posso pedir para que Ronaldinho compareça aos eventos do clube se não há uma norma?"

E como pedir para o clube ser organizado se nem mesmo os dirigentes levam a disciplina sério? Esse é o Flamengo de Patrícia Amorim, eleita porque seria diferente dos dirigentes do passado apenas para se demonstrar pior do que quase todos. É nesse Flamengo, melhor time do Brasil em 2009 e quarta força do Rio de Janeiro hoje, em que todos mandam e não há dinheiro ou razão. Uma pena.

Post do Leitor: Ela vai estar em boas mãos!

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* Por Bruno Henrique de Melo Nogueira

A Copa Santander Libertadores chega a sua semifinal mostrando a grandeza do futebol. Qual o outro esporte que reúne numa semifinal de um torneio continental quatro equipes com realidades, proposta de jogo, filosofias tão diferentes? Nem  parece que praticam o mesmo esporte.

É muito mais fácil encontrar diferenças do que semelhanças entre os quatro postulantes ao título de Maior das Américas de 2012. Então vamos a elas:



 Apesar dos protestos exaltados do Grande técnico Tite, o Corinthians é o Chelsea das Américas, ou pelo menos é possível encontrar mais semelhanças neste dois modelos do que comparando  a equipe inglesa a qualquer outra do futebol do Novo Continente. O Corinthians é o novo rico, assim como o Chelsea, confia mais na defesa que no ataque, não tem tradição e nunca ganhou este título em sua história, tem um volante como arma principal e tem no contra-ataque sua principal arma, mas se precisar vai pro abafa e pode decidir numa bola parada. Como modelo de negócio, o Corinthians injeta dinheiro no elenco, tem um time envelhecido, mas de jogadores consagrados, mesclando a juventude de jogadores que podem fazer história tanto no clube, quanto na Seleção.


O Santos é o modelo mais arrojado de gestão dos quatro finalistas. Depois de dizer um grande NÃO aos mais ricos clubes do mundo, o Santos apostou que Neymar, Ganso e Cia poderiam render mais que milhares de euros, poderiam entrar para a história e trazer de volta o clube da Vila ao seu posto de eras passadas, quase que perdidas no tempo: O Santos quer ser o melhor do Mundo. Este título consagraria a trajetória promissora do inexplicável Neymar, inexplicável mesmo porque pode-se esperar tudo desse menino não tão franzino e com um gosto bem discutível sobre cortes de cabelo, ele pode acabar sozinho com uma final, mas pode sumir sem deixar pistas em campo, é gênio e como tal incompreendido.


Se o Santos impressiona no modelo de gestão, a equipe de Sampaolli não fica muito atrás, La U conseguiu o que muitos pensaram que era impossível. Como competir com equipes milionárias no Brasil e equipes tão tradicionais no resto da América Latina?! Os chilenos provaram que o modelo Catalão não só é de sucesso, como não precisa ser aplicado apenas em equipes multimilionárias. La U aumentou o investimento nas suas categorias de base em 33%, começou a pescar jogadores jovens de clubes pequenos e trouxe mais um discípulo do Loco Bielsa, (este talvez mais discípulo que o próprio Guardiola, pois até se comportar como Louco o Sampaolli faz). La U se vencer a Libertadores pode, depois de ganhar seu 1º título sul-americano ano passado, derrubar o maior paradigma do futebol  moderno que diz que  pra ser um grande campeão precisa ser rico.

O Boca é o paradoxo apaixonante do futebol! Modelo de gestão?! O Boca tem sérias dificuldades de manter um grupo envelhecido e poucos dos seus jovens estão tendo a oportunidade de brilhar, o clube quase foi rebaixado, seu grande rival caiu pra 2ª divisão argentina, o país está em crise, o futebol não consegue segurar suas revelações e seu grande camisa 10 balançou e quase saiu no fim da última temporada. O Boca é a camisa! É um clube copeiro, é o exemplo de que no futebol nem sempre o melhor, o mais rico, o time com os melhores jogadores vencem. O Boca provou isso contra o time do Poderoso Celso Barros, O Boca jogou como se tivesse a certeza que sairia classificado contra o Fluminense, só precisou de uma bola, mas parece que quando é para o Boca na Libertadores a bola insiste em entrar , mesmo sem explicação .

Então é isso, o futebol está muito bem servido de opções nestas semifinais. Agora se você não é torcedor de um dos quatro, mas curte futebol, é só escolher a opção que mais te agrada e a festa estará garantida.


Santos: pior ou melhor para o Corinthians?

Publicado  quinta-feira, 24 de maio de 2012

Com a exceção do Palmeiras de 99, o mais gaúcho dos times alviverdes, o Corinthians sempre penou contra adversários e juízes sul-americanos. Como outros times brasileiros. Jogar contra o Santos de Neymar pode tornar o caminho do timão mais fácil?

Na teoria, Tite e seus comandados não vão sentir a pressão de uma competição sul-americana contra um rival brasileiro. E é bom lembrar: o Corinthians é o campeão nacional. Ao mesmo tempo, é um clássico onde tudo pode ocorrer inclusive dois times tão equivalentes, mas o Santos, com o fora de série Neymar mas sem o maestro Ganso, não passar. E se há necessidade de motivação extra a eliminação nas semifinais do campeonato paulista chega de bônus.

Por outro lado, é difícil ter Neymar no seu caminho e se aliviar com isso. Cabe ao Corinthians do limite, encarar a Libertadores com a mesma determinação, mas com a calma que encarou o Brasileiro do ano passado. E ao Santos cabe jogar seu melhor futebol, o que não conseguiu contra o Velez. E essa é mais uma esperança para o time do Parque São Jorge: o Alvinegro praiano que venceu nos pênaltis, dificilmente passaria pelo Timão.

Eliminação do Vasco? Previsível... E não é vergonha

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Rodrigo Caetano já dizia em 2011: o Vasco não teria time para vencer a Libertadores este ano. Normal. Conquistas desse gênero dificilmente se dão ao acaso, mas são resultados de um longo planejamento ou de uma geração prodigiosa (como era o caso do time de 98). A saída do Vasco era esperada a partir das quartas de final, que não conseguiu passar. E isso não significa nenhum problema.

Cabe ao presidente Roberto Dinamite manter a base e fortalecer o Vasco olhando para um horizonte longo. O Corinthians vem desde 2010 participando da competição para chegar ao seu momento mais forte nela. Com uma Copa do Brasil no bolso, uma eliminação nas quartas da sul-americana e um vice-campeonato brasileiro jogando no limite, o Gigante da Colina tinha um time para chegar até as quartas. Qualquer coisa que viesse além, seria lucro. Se não veio, não pode reclamar de prejuízo.

A caravela vascaína navegou firme e sem fazer feio na competição. É seguir seu rumo em busca da classificação para a Libertadores 2013.

A Vitória com a cara do Corinthians

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Será corintiano ganhar com um gol aos 42 minutos? Ou é vencer após o rival perder um gol feito, quase transformando o líder Alessandro em vilão? Não. Nada disso é mais corintiano do que ver o técnico, expulso (justamente) do campo, ir assistir o jogo da arquibancada e comemorar com torcedores.

Troféus são marcados por momentos em que todo torcedor lembra. "Ali eu passei a acreditar". Ou seja, segundos em que parece que Deus olhava por aquele time como se dissesse: "é a  vez de vocês". O Corinthians já levou mais de 20 anos para sentir isso. E espera mais de cem por ter essa sensação em uma competição sul-americana.

É difícil não pensar nisso ao ver uma vitória tão dramática e com uma imagem tão bonita. Nas semifinais, o Corinthians vive seu melhor momento da competição. Será o suficiente para vencê-la? Não duvide.

Flu é mais um a aprender: o Boca é grande!

Publicado  quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Fluminense descobriu do pior jeito que para vencer a Libertadores muitas coisas são necessárias. Saber disputá-la é a primeira delas e poucos times conhecem esse expediente como o chatíssimo Boca Jrs., capaz de uma vitória no último minuto contra o time de guerreiros.

Você pode falar do erro em Abel em escalar o veterano Deco em uma final de um campeonato já resolvido ou comentar os gols perdidos. São erros difíceis de se desculpar e que explicam a eliminação, mas ainda é pouco. Resumidamente: o Boca é grande e, quando se fala em competições sul-americanas, maior do que qualquer time brasileiro em jogos decisivos.

Mais do que um ótimo elenco, técnicos e infraestrutura, a competição exige brio. Huevos. Com seu pior time em uma década, o Boca ainda se garante na força. Azar do Flu e do Brasil.


O efeito Leão

Publicado  segunda-feira, 21 de maio de 2012


Trabalhei em uma redação onde o presidente da empresa gostava de jogar uma sucursal contra a outra, sempre promovendo a rivalidade interna. Muita gente acha que isso não dá resultado, mas é bobagem. A curto prazo todo mundo se supera com a intenção de provar para aquele babaca que é melhor e de calar a boca daquele supervisor imbecil e por aí vai. A médio e longo prazo, é um desastre. Ninguém aguenta esse clima de tensão, as pessoas começam a se nivelar cada vez mais por baixo (até que o "líder" interceda e crie novo conflito) e todo mês tem alguém saindo para um local mais tranquilo.

Por motivos diferentes, é assim que Emerson Leão vê o seu trabalho. Ele proíbe que atletas joguem sinuca, manda concentrar mais cedo, pilha os jogadores e raramente dá carinho, vira a cara para dirigentes e, invariavelmente, promove confrontos com a imprensa. É a sua vocação.

A idéia é sempre deixar todos com o nível máximo de tensão, raiva e fome. A curto prazo é um sucesso. Os acomodados são isolados e pedem pra sair e quem está motivado, come a grama pra ganhar a vaga no sangue e suor. Mas a médio e longo prazo o final é sempre ruim. O São Paulo já sente os efeitos de um técnico limitado com um ou outro bom trabalho. Todos nós sabemos como essa história termina: sem que ninguém mais aguente.

O direito de Herrera

Publicado  domingo, 20 de maio de 2012

Você fez três gols e conquista a honra de escolher a sua música favorita na noite do programa de maior audiência da TV Brasileira. Seu clube vai ganhar em exposição, sua carreira vai ter uma noite inesquecível e você entra para um grupo seleto de jogadores em 2012. Quem recusaria? Herrera recusou.

O argentino do Botafogo tem uma pá de defeitos fartamente explorado nas gozações entre torcedores e até mesmo do novo jornalismo-entretenimento esportivo. O Quase-Gol tem lá sua culpa, mas também tem seu direito em querer que tratem seus erros com críticas e não piadas. Assim como todos os programas esportivos podem lidar com sua falta de habilidade seguindo sua própria linha editorial.

Vale lembrar que além do atacante, o centroavante Barcos, do Palmeiras, já teve problemas com quadros que misturam brincadeiras e jornalismo. Loco Abreu do mesmo Botafogo, já se recusou a vestir a camisa do Inacreditável Futebol Clube em uma postura semelhante ao hermetismo herrético.. Talvez os sul-americanos possam ser menos sisudos ou, quem sabe, nós devemos aprender algo mais sobrecomo encarar o futebol.O que você acha?

Perde o alvinegro em exposição, Herrera recusa uma participação que existe para lhe exaltar. E o argentino sabe que isso não vai lhe poupar de novas brincadeiras. Talvez pelo contrário. E daí? É o seu direito abrir mão. E deixar que seus três gols fiquem sem música, na trilha sonora que cada torcedor escolher.

Chelsea foi campeão. E o que isso nos ensina?

Publicado  sábado, 19 de maio de 2012


Sim, o time inglês venceu e faturou sua primeira Liga dos Campeões. O milionário russo Roman Abramovich finalmente viu seus milhões de investimentos valerem a pena. E o que isso prova para o futebol? Nada.

Sim, seria ótimo se o Bayern vencesse e deixasse uma lição, como escrevi aqui. Mas ela não seria definitiva. O futebol todos os dias comprova e desmente teses porque faz parte das nossas vidas, sempre em constantes mudanças. Não existe receita de bolo para sermos mais felizes ou melhores, apenas dar o melhor de nós mesmos a cada dia. Todos os dias. O Chelsea fez isso, goste você ou não, assim como o time alemão, mas foi campeão e entrou pra história.

Sim, assim como na vida, em 2013 outros times poderão deixar uma lição melhor ou um exemplo mais incisivo de que o futebol precisa de trabalho duro e não de mecenas. Até lá, o Chelsea é o campeão e isso não confirma nada exceto que cada um tem o direito de seguir o caminho que achar melhor. E colher os frutos por isso. Parabéns aos Blues!

Cinco coisas para o Flamengo fazer antes de demitir o técnico Joel Santana

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Mestra em mudar o foco pensando sempre em jogar os problemas para debaixo do tapete, a gestão Patrícia Amorim já teve cinco técnicos em três anos e pode chegar ao sexto se demitir Joel Santana. Fui contra a contratação do técnico e já pedi sua aposentadoria do futebol, mas é bom que o torcedor entenda que mandar embora mais um técnico não resolve uma pá de problemas bem mais urgentes que a incompetência notória de "vovô" Joel. Vamos lá:

5- Salários e premiações em dia: essa semana, o Flamengo está prestes a acertar com o Porcão como patrocinador, mas a renda será dividida entre futsal, futebol de areia e futebol de campo além de R$ 500 mil serem reservados para comemorações ou almoços em restaurante(!!!!). Enquanto isso, Deivid tem mais de um ano de premiações a receber e outros jogadores também estão com pagamentos atrasados. O que é prioridade? Não adianta achar que apenas os salários em dia valem enquanto muitos jogadores tem os direitos de imagem como maior fatia de seus rendimentos. E pagar em dia é o primeiro passo para ter todo mundo focado em treinar e jogar ao invés de pensar pra onde vai no ano que vem...

4- Definir de uma vez por todas o caso Ronaldinho: o camisa dez hoje mais uma vez atuou no melhor estilo Vampeta de finge-que-me-pagam-e-eu-finjo-que-jogo. E será assim enquanto o Flamengo não demonstrar condições de manter um jogador tão caro. E mesmo que o clube consiga resolver ainda vai precisar comprovar que pode discipliná-lo, algo que o Milan não conseguiu e o Barcelona nem tentou. Não cabe a mim dizer se dá ou não, mas é dever de todos cobrarem a diretoria que o contratou que definam essa situação, com o menor prejuízo possível ao clube.

3- Regular os X9: Ok, acho a idéia da cartilha de Jairo dos Santos ridícula, assim como detestaria trabalhar de paletó e por isso nunca me candidatei pra uma vaga dessas. Se algum jogador não gostou, deveria pedir para sair. No Flamengo, os jogadores vazam que houve aviãozinho de papel e que ninguém levou a sério. Zinho cobrou Ronaldinho internamente, mas teve que mentir pra abafar o caso porque teve dedo-duro expondo uma situação que não deveria ter chegado ao clube. Eu tenho uma boa idéia de alguns dos X9 que existem ali e, certamente, outros dirigentes também tem. Não é meu papel e nem o de repórteres denunciarem isso e sim da direção coibir. Desde que a imprensa soube da demissão de Vanderlei Luxemburgo quase doze horas antes de ser oficializada, os dirigentes deveriam ter agido com rigor. É bom resolver isso logo.

2- Buscar os reforços que precisa e não os que saem bem na foto: Já comentei por aqui que a vinda de Ibson em um elenco com uma dezena de volantes, nenhum zagueiro ou meia ainda 100% confiável e sem centroavante é um erro. Essas tentativas malucas de trazer gente que não rende mais em alto nível como Juan podem ser boas para alavancar a carreira de vereadora de Patrícia Amorim, mas não para fazer o time jogar melhor. É hora de priorizar um zagueiro jovem, mas experiente para jogar ao lado de Gonzales (Neto do Guarani, Rever do Galo e Tolói do Goiás seriam bons nomes) e outro para disputar posição com o chileno e não sofrer todos os jogos com Wellington. Aliás, o jogador irregular esteve hoje nitidamente fora de forma após semanas de treino. O que houve?

1- Menos política e mais planejamento: Chega de definir cargos-chave com o critério de politicagem. PC Coutinho e Michel Levy causam mais problemas do que resolvem e respingam a crise política no time. Patrícia deveria demitir os dois e trazer para a cadeira de vice de futebol algum dirigente que tenha vivência e experiência com boleiros e possa apagar os incêndios ao invés de piorá-los (Coutinho chegou a criticar Joel em entrevistas). Já para o cargo de vice de finanças, precisa arranjar alguém que não queira aparecer e nunca tenha se envolvido em escândalos com licitações públicas. O Flamengo precisa de trabalho, união e humildade. Não de gente querendo aparecer nos momentos de alegria e buscando culpados e desculpas nas derrotas.

Ibson: um retorno com prós e contras

Publicado  sexta-feira, 18 de maio de 2012


Aos 28 anos, o misto de meia e volante já alcançou seu auge no futebol e dá uma idéia do que podemos esperar dele. A dois anos de completar sua terceira década (época em que a maioria dos jogadores da posição começa a entrar em declínio), Ibson tem como objetivo repetir o desempenho que teve na temporada de 2007. Naquele ano, o camisa 7 jogou não só em alto nível mas também manteve a regularidade, algo que faltou na oscilante temporada de 2008.

No Flamengo, ele jogou mais vezes de meia do que como segundo volante, sua melhor posição. No Santos, Muricy aproveitou a versatilidade do ex-jogador do Spartak nas duas posições diversas vezes, dificultando a vida do ídolo Elano no clube. Joel Santana deve escalá-lo como quarto homem de meio campo assim como em 2007, conforme André Monnerat escreveu aqui. Sendo assim, o técnico deve insistir em um losango com Rômulo (Airton) como o vértice mais recuado e a tendência é que os volantes Renato e Kleberson sejam os wingers do meio campo com o reforço atuando a frente dos dois. Na prática, um meio de campo com quatro jogadores que são ou já foram volantes.

É um erro. A melhor forma de Ibson ajudar o rubro-negro é como um terceiro homem de meio de campo ou até mesmo variando para um volante, dependendo da situação de jogo. A chance de jogar com o jovem Luis Antônio, que lembra muito o próprio filho pródigo da Gávea, daria juventude, consistência e velocidade à essa formação. É indispensável um primeiro volante assim como um meia mais ofensivo, mais acostumado a se posicionar ofensivamente do que defensivamente. Ronaldinho ou Bottinelli seriam a opção.

De uma forma ou de outra, Ibson melhora o nível do elenco e é titular incontestável, em um nível acima de todos os demais. Por outro lado, é um enorme amadorismo que a diretoria tenha priorizado mais um jogador para uma posição com quase uma dezena de jogadores enquanto faltam zagueiros (o clube ainda cedeu o jovem David Braz na negociação pelo camisa 7) e ao menos mais um atacante que jogue como pivô. Não faz sentido e demonstra que a prioridade não foi bem o desempenho do time, mas agradar à torcida. Sucesso.

A saída de um jogador com um salário altíssimo em um momento de baixar a folha salarial por outros dois com baixo salário e boa possibilidade de revenda é um erro financeiro? Sim. Por outro lado, se o rubro-negro manteve um percentual minimamente considerável dos dois jogadores, a tendência é que lucre mais com eles dessa forma. Se for assim, o Flamengo fez um bom negócio. Cabe ao clube e ao jogador, transformarem ele em títulos.

As chances dos 4 grandes do futebol paulista em 2012

Publicado  quinta-feira, 17 de maio de 2012


Em 2009 e 2010, o futebol paulista ensaiou um movimento de involução que mesmo no ano passado não parecia ter freado. Afinal, três times cariocas se classificaram à libertadores e o estado só não ficou pior representado graças à vitória do Santos na Libertadores.

Esse ano, tudo parece diferente. São Paulo mais uma vez repete o maior número de times na série A de um estado (são dois além dos quatro grandes), renova sua força na CBF e tem os dois times mais fortes do Brasil nesse momento: Santos e Corinthians. Resta saber se os demais vão acompanhar a expectativa.

Corinthians
Técnico: Tite
Time-base: Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Emerson (Liédson)
Principais reservas: Willians e Liédson
Quem pode chegar: -

Quem pode sair: Liédson e Ramón
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): É o atual campeão brasileiro e faz excelente libertadores. Não se classificou para as finais do paulista por pouco, mas joga tão bem hoje quanto quando conquistou o nacional.
Pontos fortes: O esquema tático difícil de ser vazado e um elenco que obedece ao seu técnico, atualmente o melhor do Brasil.
Pontos fracos: Esquema e time só funcionam jogando no seu limite. O Corinthians não tem um grande jogador, o que ajuda a dar solidez tática mas prejudica contra qualquer time que tenha uma estrela capaz de desequilibrar. Se contratar um jogador assim, ajuda. Mas é bom lembrar que Alex e Adriano vieram com essa responsabilidade. O primeiro deixou de ser um jogador que desequilibrava como no internacional e o segundo não se adaptou.
Vai lutar por: Classificação para o título brasileiro
Análise:  O Timão deve repetir as mesmas atuações de 2011, mas isso não significa título. Afinal, Fluminense e Santos prometem entrar mais fortes no campeonato além de incógnitas como o Internacional e o Vasco que podem surpreender. Se o sucesso de um técnico é avaliado quando ele consegue fazer um time jogar tudo o que pode e não atrapalhar, Tite talvez seja o principal responsável pelo sucesso do alvinegro paulista. 



Palmeiras
Técnico: Felipão
Time-base: Bruno, Cicinho, Henrique, Maurício Ramos e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor (Wesley) e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Barcos

Principais reservas: Luan e Maikon Leite
Quem pode chegar: Borges, Éder Luís e Felipe Bastos

Quem pode sair: -

Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Vai mal desde o ano passado, apesar de Felipão já ter tido tempo para fazer seu time render. É o paulista mais fraco entre os grandes.

Pontos fortes: As cobranças precisas de Marcos Assunção.
Pontos fracos: Felipão ainda não conseguiu dar uma cara aguerrida a este alviverde e o elenco é bem limitado. Não ajuda o técnico preterir jogadores mais talentosos em nome de outros mais aguerridos, se eles não correm o bastante pra superar suas deficiências técnicas.
Vai lutar por: Classificação para a sul-americana
Análise:  Rola uma campanha no twitter chamada #Palmeiras46 em que os torcedores dão dicas para o alviverde conseguir os 46 pontos necessários para que o clube não caia. Dà bem a tônica da expectativa de cada palmeirense e é triste que nem mesmo um técnico como Felipão tenha conseguido reverter esse clima. Apesar disso, acredito que o time passe longe do Z4, mas também do G4. Uma campanha sem riscos, com poucas emoções e... Medíocre. É triste.


Santos
Técnico: Muricy Ramalho
Time-base: Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Alan Kardec (Borges).
Principais reservas: Borges, Henrique e Galhardo
Quem pode chegar: -

Quem pode sair: -

Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Só cresceu desde a previsível derrota para o Barcelona e joga hoje muito melhor do que no ano passado. Se em 2011, Neymar conquistou a Libertadores jogando praticamente sozinho no ataque com Ganso contundido e o catastrófico Zé Love no ataque, este ano o Peixe é um time mais forte coletivamente.

Pontos fortes: O esquema tático sólido, a visão de jogo dos meias Elano e Ganso e, é claro, Neymar.
Pontos fracos: Ainda precisa que o seu camisa dez renda o que se espera dele e de um parceiro melhor para Ganso que Elano, em declínio físico.
Vai lutar por: Título
Análise:  Não tem muito o que falar. O Santos joga o melhot futebol do Brasil e, talvez, do continente e tem um dos jogadores mais brilhantes do mundo. Muricy faz seu melhor trabalho desde o Internacional vice-campeão brasileiro. É muita coisa boa junta acontecendo ao mesmo tempo para não acreditar em títulos. Tudo passa pelo efeito libertadores. Em 2011, foi o que tirou o peixe da disputa. Esse ano, o alvinegro praiano parece mais preparado.


E aposta deste blogueiro: o talentoso Rafael Galhardo irá se encontrar com Muricy, se jogar de ala.





São Paulo
Técnico: Leão  
Time-base: Ceni (Denis); Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson; Lucas e Luis Fabiano.
Principais reservas: Pirlis, Cañete, Oswaldo e Fernandinho
Quem pode chegar: -

Quem pode sair: Denílson

Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Oscilante tem jogado melhor que em 2011, mas não tem cara de time campeão. Ainda.

Pontos fortes: Do meio pra frente é um time rápido, versátil e com boa finalização.
Pontos fracos: Do meio para trás é um time ainda muito frágil, especialmente no miolo da defesa.
Vai lutar por: Vaga na Libertadores
Análise:  O São Paulo investiu alto, mas ainda não viu um futebol compatível com seus gastos. De qualquer forma, o time vem subindo de produção em alguns jogos decisivos e vai bem na Copa do Brasil. É evidente que o tricolor pode jogar melhor, resta saber se Leão é o nome pra isso.

TT: o melhor jogador do futebol brasileiro

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Nas mesas de bares não se fala em outra coisa e há boatos até de que a Fifa encoraja esse tipo de coisa, em uma competição desleal com Neymar. Afinal de contas, quem pode competir com o indiscutível Tira-Teima?

Não existe quem saiba exatamente qual o seu clube, mas as estatísticas demonstram que ele está sempre com a camisa do time do torcedor que o cita na discussão, em um fenômeno perturbador que ninguém quer pensar muito a respeito. Afinal de contas, é o Tira-Teima e ponto final.

E nesse momento histórico não há drible, gol ou jogada que supere a paixão pelo Tira-Teima. Esqueçam o jogo. Lembre-se dele: o épico TT. Afinal de contas, esse cara deve jogar muito mesmo.

As chances dos times mineiros no Brasileiro 2012

Publicado  terça-feira, 15 de maio de 2012


O rebaixamento do América-MG sacudiu o futebol mineiro da pior forma possível. Não ajuda a péssima fase do Cruzeiro, com sua pior gestão e time em anos. Um pouco acima da dupla, está o Galo, que precisaria melhorar muito para ser um time 100% confiável para o brasileiro especialmente com o imprevisível Cuca no cargo.

É curioso pensar que a goleada de 6X1 que encerrou o ano dos clubes mineiros, na verdade respingou 2011 para 2012. Cuca passou a ser criticado, enquanto o melhor é que o Galo aposte nele. E o Cruzeiro deu sobrevida ao fraco Vágner Mancini. Talvez se o placar mudasse, o ano dos dois estaria melhor até aqui.

Cruzeiro
Técnico: Celso Roth
Time-base: Fábio, Diego Renan, Léo e Alex Silva, Everton, Leandro Guerreiro e Marcelo Silva, Souza e Montillo, Wallyson e W. Paulista.

Principais reservas: Roger, Victorino e Anselmo Ramon
Quem pode chegar: Junior César e Lorenzetti

Quem pode sair: -
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Perdeu tudo o que disputou e jamais entrou na competição se impondo como o Cruzeiro de outros anos. O trabalho de Vágner Mancini seguiu irregular até o técnico se demitir. 
Pontos fortes: O meia Montillo ainda não repetiu as atuações de 2011, mas tem tudo para se recuperar. Souza e Roger são ótimos parceiros do argentino e a dupla de ataque é, no mínimo, competente.

Pontos fracos: Falta um volante mais confiável e uma dupla de laterais. Atrasar salários de um elenco tão mediano é suicídio.
Vai lutar por: Classificação para a Sul-Americana
Análise:
Celso Roth tem condições de lutar pela libertadores, mas os erros da gestão Tavares me levam a descer um patamar nas previsões para a temporada. Se os dirigentes fizerem seu trabalho e deixarem o técnico gaúcho fazer o seu, a chance do Cruzeiro surpreender aumenta bastante.

Atlético-MG
Técnico: Cuca
Time-base: Giovanni; Marcos Rocha, Rafael Marques, Réver e Richarlyson; Pierre, Serginho (Lima), Bernard e Danilinho; Guilherme e André (Mancini).

Principais reservas: Lima e Mancini
Quem pode chegar: Forlán e Júnior César

Quem pode sair: Dudu Cearense

Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Oscilante, se esperava mais após a emblemática derrota para o rival no fim do ano passado.  Conseguiu conquistar o Estadual, mas a queda na Copa do Brasil demonstra que não é confiável.
Pontos fortes: O ataque tem opções como os jovens André e Guilherme, além de contar com a vocação ofensiva do técnico e o bom meia Danilinho.

Pontos fracos: Um esquema defensivo tão fraco que sacrifica até mesmo o bom zagueiro Réver. É a marca de times treinados por Cuca, que sempre começam marcando por pressão e ao sucumbirem ao inevitável cansaço não conseguem fechar a defesa.
Vai lutar por: Classificação para a Libertadores
Análise:
Cuca demonstrou em 2010 que poderia fazer o que se espera dele como técnico ao fazer uma campanha de campeão com o Cruzeiro. Desde então, voltou a sucumbir aos velhos problemas de sempre. Esse ano, o título mineiro pode fazer a torcida comprar a briga do time, mas é bom que o presidente Alexandre Khalil entenda que precisa de reforços.

Porque Celso Roth é o melhor para o Cruzeiro

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Vivendo forte crise política e com o inexperiente Gilvan Tavares a frente do clube, o Cruzeiro descobriu na pele como seu maior rival se sente nos últimos anos. A fraca campanha no Brasileiro foi resultado de um ano em que o clube brincou de planejar e desperdiçou várias chances de uma temporada forte. Esse ano o panorama parecia se repetir com a permanência do fraco Vágner Mancini, fadada ao fracasso. Veio a demissão e novamente o time celeste se viu perdido com o Brasileiro prestes a começar.

Celso Roth é o novo técnico da raposa. Não se comenta a plasticidade de seus times: o técnico é adepto do maldito futebol de resultados e suas dúzias de volantes. Foi assim com todos os seus últimos trabalhos, mas, bonito ou não, ele conseguiu chegar bem mais longe do que seus elencos pareciam permitir. À exceção do Internacional que venceu a Libertadores e fracassou no Mundial, Roth tornou um enfraquecido Grêmio vice-campeão brasileiro em 2008 e liderou oito rodadas do Brasileiro com o Atlético-MG que terminou em sétimo, a melhor colocação do Galo em anos.

Roth não é o técnico dos sonhos de nenhum cruzeirense, mas é o comandante possível para o momento conturbado. Vai pegar um time com poucos valores confiáveis e muito jogadores medianos e transformar em um time que valorize cada bola perdida. Alfredo Sampaiolli e até mesmo Adílson Batista seriam nomes mais animadores para o torcedor, mas dificilmente emplacariam com uma gestão marcada por tantos erros. Agora, o maior desafio de Gilvan será saber o momento ideal de demití-lo. Internacional e Atlético-MG não descobriram, mas o Grêmio no fim de 2011 sim. Celso Roth pode ser o ideal para o momento cruzeirense, mas não para toda a gestão Tavares.

As chances da dupla gre-nal no Brasileiro 2012

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O futebol gaúcho não foi tão bem quanto se esperava em 2011. Com uma campanha em que o Internacional não conseguiu assumir seu protagonismo e o Grêmio flertou com o rebaixamento, o Rio Grande do Sul acabou o ano com a sensação de que poderia mais.

Grêmio
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Time-base: Victor; Edilson, Naldo, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza, Léo Gago e Marco Antônio; Marcelo Moreno e André Lima (Kléber).

Principais reservas: Marquinhos e André Lima
Quem pode chegar: Zé Roberto e Tony

Quem pode sair: -
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Demonstra a fragilidade do péssimo início de Caio Jr. com derrotas no Estadual e uma campanha irregular na Copa do Brasil. Luxemburgo teve azar com a lesão do principal reforço gremista: Kléber Gladiador.
Pontos fortes: A dupla de ataque e o técnico Vanderlei Luxemburgo, longe de seu melhor momento mas ainda um ponto de desequilíbrio.
Pontos fracos: Elenco ainda pouco qualificado, especialmente nas laterais. Luxemburgo será cobrado pelo título, mas é quase impossível sem seis reforços de alto nível.
Vai lutar por: Classificação para a Libertadores
Análise: 
Vanderlei Luxemburgo é sempre alvo de críticas sobre a falta de títulos, que ignoram o fato de em todos os anos ele conseguir classificar times para a Libertadores. Em 2008, o mediano Palmeiras chegou lá e ele pode surpreender levando um tricolor gaúcho mais fraco. Não duvide. Especialmente, se o meia Zé Roberto voltar para ser a referência do time.

Internacional
Técnico: Dorival Junior
Time-base: Muriel; Nei, Moledo, Índio e Fabrício, Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Oscar e Dátolo; Leandro Damião.

Principais reservas: Dagoberto e Dátolo
Quem pode chegar: Nilmar

Quem pode sair: Leandro Damião, Jajá e Jô
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Venceu o estadual, mas caiu cedo demais da Libertadores diante de um time melhor. Dorival segue balançando no cargo e a má atuação no segundo tempo contra o Fluminense não ajuda muito.
Pontos fortes: Do meio para a frente é um time muito perigoso e com três meias que seriam titulares na maioria dos clubes do Brasil. Damião ainda é o melhor centroavante brasileiro, mas sente falta de um parceiro.

Pontos fracos: Elenco superestimado, mas pouco confiável do meio para trás. Os medalhões Guiñazu e Tinga se impoem, mas dificilmente atuarão em alto nível com a regularidade que o Brasileiro pede. As boas atuações de Sandro Silva e o isolamento de Damião deveriam bastar para um deles deixar o time.
Vai lutar por: Classificação para a Libertadores
Análise:
Dorival Júnior tem recebido talvez mais pressão do que seu bom trabalho merece. O Internacional tem o elenco mais superestimado do Brasileiro com muita gente achando ótimo um grupo apenas bom. Faltam volantes e zagueiros mais confiáveis e regulares do que os veteranos Guiñazu, Tinga e Índio além de um lateral-direito mais efetivo que o fraco Nei (que talvez viva seu melhor momento no Colorado). Sem reforços, a libertadores é o limite.

As chances do futebol carioca no Brasileiro 2012

Publicado  segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ano passado, acertei mais do que errei. Não banquei que o título brasileiro ficaria no Rio de Janeiro, mas falei do sonho do futebol carioca recriar a hegemonia que vimos em alguns momentos dos anos 80. Houve um momento em que tivemos os quatro grandes brigando pela taça, mas no fim apenas três seguiram fortes e o tricolor carioca chegou bem perto da última rodada com chances, mas a derrota para o América-MG pegou.

Este ano, sou mais pessimista. A força política e esportiva da Federação Paulista e com apenas um clube confiável ao invés de três, a tendência é o Rio de Janeiro ter mais dificuldades. O futebol gaúcho e o Atlético-MG despontam como obstáculos para tornar tudo mais difícil embora o péssimo momento de Cruzeiro e Palmeiras ajudem. Vamos à análise:

Flamengo
Técnico: Joel Santana
Time-base: Felipe , Léo Moura, Gonzalez, Welinton e Magal, Airton, Renato Abreu, Kleberson (Luiz Antônio) & Bottinelli (Ibson), Ronaldinho & Vagner Love 

Principais reservas: Deivid, Diego Maurício, Muralha, Negueba e Rômulo
Quem pode chegar: Ibson e Cáceres

Quem pode sair: Junior César, David e Galhardo
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Brigou por todos os títulos que pôde em 2011, faturou um e se classificou para a Libertadores. Uma campanha digna. O contrário do que podemos falar do que houve no primeiro semestre deste ano.
Pontos fortes: A finalização e arrancadas de Love e os lampejos de Ronaldinho.
Pontos fracos: Elenco dividido e desequilibrado. Ainda que seja muito superior individualmente a outros, o Flamengo possui menos opções regulares para cada posição do que times como Botafogo e Atlético-MG, por exemplo.
Vai lutar por: Classificação para a Sul-Americana
Análise:  O torcedor não costuma aceitar qualquer hipótese que não seja a luta pelo título, mas a real é que Patrícia Amorim jogou essa chance fora não só ao demitir Vanderlei Luxemburgo e ao dar poder demais aos jogadores, mas também por jogar fora quase um mês de preparação após a eliminação para o Vasco. Com tudo isso, é improvável que o Flamengo comece o turno com força, como foi no ano passado.

No Rio de Janeiro, atrás até do Botafogo, se considerarmos a equação elenco + infraestrutura (salários em dia, planejamento, CT e estádio) + ambiente interno, o rubro-negro tem muitos problemas a superar. Se conseguir resolver o atraso de salários (e isso inclui premiações) pode ser que o cenário mude. Do contrário, um Joel em seu pior trabalho no clube e um elenco com vários conflitos são um prenúncio de tempos difíceis.

Fluminense
Técnico: Abel Braga
Time-base: Cavalieri, Bruno, Leandro Euzébio e Gum, Carlinhos, Edinho e Jean, Deco & Thiago Neves, Fred e Wellington Nem
Principais reservas: Rafael Moura, Diguinho, Lanzini e Vágner
Quem pode chegar: -
Quem pode sair: Araújo, Sóbis e Rafael Moura 
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Brigou pelo que pôde em 2011, não ganhou nenhum, mas se classificou para a Libertadores com o melhor futebol do turno. Uma campanha promissora para este ano.
Pontos fortes: A inteligência tática de Deco aliada à individualidade de Thiago Neves e a finalização de Fred.
Pontos fracos:  A defesa individualmente é fraca e o esquema tático oferece espaços demais. Caso o tricolor traga dois bons zagueiros individualmente bons, fica difícil achar falhas. Outro grande problema são as frequentes lesões de destaques do time como Fred e Deco, que pareciam ter deixado isso para trás, mas devem deixar o Tricolor na mão contra o Boca.
Vai lutar por: Título
Análise:  elogiei o trabalho de Abel por aqui. A tendência é que após a Libertadores, o Fluminense esteja ainda mais a cara de seu técnico: um time vibrante e aguerrido, que faz da superação e individualidade armas para qualquer jogo. O grande problema do Tricolor é justamente se superar menos e ser mais regular. Pontos corridos exige um time que torne os jogos menos emocionante na maior parte da campanha.



Vasco
Técnico: Cristóvão Borges (Ricardo Gomes)
Time-base: Prass, Fágner, Dedé e Renato Silva e Thiago Feltri, Rômulo, Nilton, Diego Souza e Felipe (Juninho), Éder Luís e Alecsandro
Principais reservas: Juninho, Tenório, Felipe Bastos e Eduardo Costa
Quem pode chegar: -
Quem pode sair: Fágner, Eduardo Costa, Juninho, Felipe Bastos e Eder Luís 
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Brigou por todos os títulos que pôde em 2011, e conquistou o segundo mais importante, tendo lutado pelo Brasileiro até a última rodada. 
Pontos fortes: A técnica da dupla Felipe e Juninho aliada à velocidade de Éder Luís e Diego Souza com a qualidade sobrenatural do zagueiro Dedé. Pontos fracos:  A defesa é dependente demais do seu melhor jogador e sem Éder Luís, Diego Souza não tem se mostrado um jogador confiável. É bom que o Vasco defina também, de uma vez por todas, se Ricardo Gomes volta ou se Cristóvão será o comandante.
Vai lutar por: Vaga na Libertadores
Análise:  Desde 2011, o Vasco é um time que brinca de acabar com as previsões dos especialistas. Você aposta que ele não vai chegar e ele vai lá e chega. Esse ano, isso ainda não se traduziu em um título, mas quem sabe? O blogueiro aposta em outra campanha sólida, emplacando uma classificação à Libertadores, mas preocupa o número de jogadores com contrato acabando no meio do ano. Sem Juninho, Éder Luís, Felipe Bastos e Fágner, é outro - e piorado - time.



Botafogo
Técnico: Oswaldo de Oliveira 
 Time-base: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos e Brinner, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos e Renato, Fellype Gabriel e Maicossuel (Andrézinho), Elkesson e Loco Abreu
Principais reservas: Jóbson,Herrera e Jádson  
Quem pode chegar: Seedorf, Tulio Tanaka, Lima e Liédson
Quem pode sair: Elkesson 
Retrospecto em 2012 (até 14/05/12): Foi mal no Brasileiro, quando chegou a brigar pelo título mas terminou sem nem mesmo a classificação à Libertadores. Este ano, fazia excelente semestre e em dois jogos perdeu tudo o que disputava.  
Pontos fortes: Um elenco equilibrado e com opções que raramente deixam o nível do time cair, aliado à ótima dupla de volantes. 
Pontos fracos:  Apesar do equilíbrio, nenhum jogador consegue, com o perdão do trocadilho, desequilibrar a favor do alvinegro. Jóbson ainda não se recuperou tecnicamente e Loco ainda não demonstrou regularidade. A possível contratação de Seedorf pode dar a personalidade que a Estrela Solitária precisa.
Vai lutar por: Vaga na Sul-Americana, mas como em 2011 contratações podem mudar isso. A de Seedorf pode fazer isso.
Análise:  No início do ano, a vinda de Oswaldo parecia dar ao Botafogo o início de uma era melhor. Ele já demonstrou sinais de que pode ser o primeiro passo, mas ainda não chegou lá. Oscilante, o alvinegro precisa de reforços acostumados a protagonizar vitórias ao invés de serem reservas em clubes vencedores. Andrézinho, Fellype Gabriel e outros são úteis, mas falta ao Botafogo mais estrelas acostumadas a serem solitárias.

Estadual não vale nada

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Disse para o tio, avisou ao vizinho e nem deixou o primo falar quando deixou claro que não aceitava zoações pela perda de um estadual. Desligou o MSN e pôs uma imagem engraçadinha no facebook que usava alguma zoação do passado para fugir daquelas do presente. E deixou de lado o que importa: o Estadual vale sim.

Entrou no fórum, se logou no twitter e ligou para o melhor-amigo-que-torce-para-o-mesmo-time para desabafar. Escreveu em CAPS que com aquele técnico não dá e que deveriam vender logo aquele pipoqueiro. E não notou o que valia: o Estadual importa.

E enquanto os perdedores mudam de assunto e os vencedores não querem falar de outra coisa, gira a roda do futebol brasileiro. Os estaduais seguem demitindo ou segurando técnicos, dividindo as gestões em vencedoras a azaradas e atravessando planejamentos frágeis. Sim, os estaduais valem e muito. Aceite você ou não.

O que mudou para Oscar?

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Vale a pena assistir a entrevista que o meia Oscar deu para Rica Perrone há cerca de quatro anos. Eu havia assistido na época, mas tinha esquecido de suas declarações. Surpreende ver que o colorado naquela época tinha outra visão sobre o tricolor.

Repare no minuto 3'20" quando ele fala sobre seu salário e sua multa, sem parecer incomodado. É a situação que ele e seu empresário usam para explicar a saída.

Por que Oscar mudou de idéia? É possível que ele tenha mudado de opinião por ações erradas de dirigentes. Mas fica difícil não se surpreender com essa guinada. Se o futebol brasileiro ainda não perdeu o jogador, é uma pena que o clube que o tenha formado não possa ter recebido um ídolo.

A respeito do imbróglio entre os clubes, já opinei aqui.

Porque Forlán seria uma boa para o Galo

Publicado  terça-feira, 8 de maio de 2012


O Atlético-MG quer Forlán e já começa todo festival de piadas como se a gente estivesse falando de algum time do interior mineiro. Não é. O Galo tem como ídolo um centroavante que muita gente garante ter sido tão bom quanto Romário, foi o primeiro campeão brasileiro (antes da pataquada da CBF) e conta com uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil.

O meia-atacante uruguaio jogar em Minas Gerais é condizente com a história do clube. Não dá pra dizer o mesmo dos anos recentes da história atleticana, mas isso é outro papo. E é aí que entra uma hipotética vinda de Forlán. Jogador raro com perfil de liderança e sem medo de decisões, é um dos elementos que falta há anos no cenário de contratações de Alexandre Kalil e dirigentes atleticanos.

Acho exagerado a idéia de que jogadores em baixa na Europa, voariam aqui no Brasil. O rendimento irregular de Ronaldo, Adriano e Ronaldinho por aqui comprova isso. Ao mesmo tempo, o Galo não precisa simplesmente de uma liderança técnica, mas de um jogador que torne o time tão temido quanto as reações da torcida. Se o Botafogo se tornou outro com Loco Abreu, inquestionável reserva do Uruguai, o que poderá ser o Atlético-MG de Forlán?

Taticamente pior, Flu é mais decisivo

Publicado  domingo, 6 de maio de 2012


Por toda a temporada, o Fluminense foi oscilante taticamente e isso gerou críticas até merecidas para o técnico Abel Braga. Com todos os seus deméritos, ele foi fiel à convicção de tentar escalar o máximo dos melhores jogadores apesar de uma defesa nada confiável, como ficou evidente no lance bizarro de Carlinhos que resultou no gol alvinegro.

Se por um lado o trabalho de Oswaldo, desde a Taça Guanabra, apresenta um time mais consistente o tricolor sempre demonstrou ter mais jogadores que decidem. Conforme André Monnerat chegou a citar algumas vezes: os meias e atacantes do Flu sempre tentam definir o lance ao invés de tocar para o lado. Não é pouco quando você tem uma trinca como Thiago Neves, Fred e Deco. Se torna irresistível quando a sorte ajuda e Rafael Sóbis reencontra seu melhor futebol e as circunstâncias ajudam a confirmar que Jean é um volante melhor do que Diguinho.

Para muita gente, o poder de decisão tricolor não é mérito de Abel Braga. Por outro lado, será que um esquema mais sólido compensaria menos jogadores capazes de uma virada tão incontestável quanto a de hoje? Com três volantes, o técnico tricolor poderia ser alvo das mesmas críticas e com resultados piores. Com dois volantes, dois meias, dois atacantes e um esquema ofensivo, o Fluminense não inova mas é mais ousado que boa parte dos times que estamos acostumados a ver.

Neymar no auge em 2014

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Acho que nós ainda não temos noção do que significa ver Neymar em campos brasileiros. O Santos já entendeu e se beneficia disso, mas talvez nós brasileiros ainda não tenhamos a dimensão exata do que é ver um jogador do nível de Garrincha, Zico, Romário e Ronaldo - ou seja: a referência de uma geração - durante seu início. E isso ainda pode ser pouco.

De acordo com o fisiologista do Santos, o atacante ainda não encontrou as condições físicas ideais para o seu auge. O motivo é simples: o moleque Neymar ainda está em fase de crescimento. Ou seja, o melhor início de ano de sua carreira com 21 gols em 22 jogos, pode estar longe do máximo que ele pode render em uma temporada.  E quando ele chegaria no ápice ideal para desenvolver seu melhor futebol? Em 2014.

Há tempos os deuses do futebol cobram com juros o descaso de décadas no Brasil. Pagamos hoje o preço de anos de descuido com a base, despreparo de dirigentes e péssimos exemplos para os jovens. No meio de tudo isso, temos Neymar. E ele pode atingir seu auge físico exatamente no ano da primeira Copa do Mundo do resto de nossas vidas. É sério: acho que ainda não entendemos completamente o que ter esse cara aqui significa.

Bottinelli (e Alex Silva) por Victorino: o que pensa o Flamengo?

Publicado  quinta-feira, 3 de maio de 2012

ATUALIZAÇÃO: O Site Oficial do clube desmentiu a notícia, após vários veículos confirmarem. Considere isso ao ler a análise abaixo.

O zagueiro do Cruzeiro não vem bem já há algum tempo enquanto o meia rubro-negro é um dos poucos jogadores com velocidade e capacidade ofensiva do meio para a frente. Mas não é só isso que torna a possível negociação ruim, mas o seu contexto.

Victorino, mesmo em má fase, era titular absoluto do time celeste. Só passou a ser possível negociá-lo porque o clube contratou Alex Silva, emprestado de graça pelo... Flamengo! Ou seja, Joel & cia. perderam a chance de trocar um pelo outro ali e agora cedem mais um titular aos mineiros. O presidente Gilvan de Pinho Tavares, que vem comentendo uma série de erros desde 2011, deve sorrir de orelha à orelha: perdeu um titular para ter dois. Segue com um zagueiro e ganha um parceiro para Montillo (que atua pela direita) do lado esquerdo.

Para muitos ainda há um agravante: Alex Silva é melhor que o uruguaio. Este blogueiro pensa assim, mas cabe o debate pela má fase recente de ambos. Vale lembrar que não é improvável que o Cruzeiro pague ainda apenas parte dos salários de ambos, enquanto o clube carioca assuma os encargos do zagueiro cruzeirense de forma integral. A conferir.

O Flamengo pode argumentar que as duas transações ocorreram em momentos diferentes. É verdade. Alex Silva está em Minas Gerais há algumas semanas enquanto Bottinelli chegou a disputar os últimos jogos oficiais do clube. Por outro lado, a prática é que o rubro-negro perde dois jogadores de seu elenco para um time que empresta um. Sinal de que na Gávea não sabem bem o que estão fazendo, com quem deve contar e muito menos a hora de agir. Mais de dez dias após a eliminação contra o Vasco, o clube segue perdido.

Título espanhol faz jus ao trabalho de Mourinho

Publicado  quarta-feira, 2 de maio de 2012

Imagine como deve ter sido jogar contra o Santos entre 58 e 66, quando o Brasil detinha o melhor futebol do planeta e também o melhor time? Imagine o que jogadores e técnicos pensavam cada vez que jogassem contra Pelé & cia. e, talvez, você entenda o que José Mourinho tem enfrentado nesses anos de Real Madrid.

O técnico português viu e enfrentou um Barcelona imbatível, trabalhando com afinco para mudar esse rótulo. Demorou e foi beneficiado pelo declínio de um time irresistível, mas teve seus méritos. Para começar, achar um esquema que não só bastasse para enfrentar os catalães como também torna o Real Madrid competitivo. Além disso, soube adminitrar os egos de um time galáctico. Não é fácil.

Ao conseguir o campeonato espanhol, Mourinho não vai apagar completamente a frustração por estar fora da Final da Champions League, mas dá um alento ao torcedor merengue. Mais do que derrotar o Barça, este Real volta a ser campeão com autoridade.

Caso Oscar prejudica a seleção

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Não discuto que o SPFC tem razão na luta pelo meia Oscar, vítima de sua falta de personalidade e de ouvir quem não deveria. Além disso, seja no Internacional ou no tricolor paulista, a ausência do meia em jogos decisivos prejudica Mano Menezes e a seleção brasileira. Seja de quem for a culpa.

Com a oscilação de Ganso há quase um ano, o meia colorado é quem poderia assumir o papel de maestro canarinho de sua geração. Oscar talvez não atraia tantos holofotes quanto o meia do Santos, mas vem evoluindo há duas temporadas e já é titular absoluto de um dos grandes times brasileiros na Taça Libertadores. O que deve para o camisa dez alvinegro?

Nesse cenário, surpreende a omissão da CBF. A Confederação tem poder e influência para intermediar uma solução que não sacrifique seu principal produto. Se o presidente José Maria Marín não agir rápido, o Brasil pode seguir sem um meia-armador confiável e preparado para os próximos anos.

E se Seedorf jogar no Botafogo?

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A Juventus estaria interessada no meia Elkesson, do alvinegro, por um valor pra lá de razoável, para um jogador tão irregular. Caso a negociação se concretize, o Botafogo teria dinheiro em caixa e uma vaga aberta no meio de campo para o meia Seedorf, atualmente no Milan. Seedorf no Botafogo? Parece impossível, mas não é.

Com a nova realidade do futebol brasileiro, o Botafogo ganha dezenas de milhões a menos que Flamengo e Corinthians quando o assunto são direitos de TV. Mas ganha muito mais do que há dois anos. Talvez não seja o suficiente para dar ao meia um salário igual ao da Europa, mas pode ser o bastante para vir jogar no país dos esportes pelos próximos anos em um campeonato competitivo. Ou alguém imagina Seedorf mais feliz em um futebol semi-profissional, como o do Oriente Médio, ou em uma segunda divisão da Europa? Parece loucura, mas não é.

Se Seedorf jogar pelo Botafogo vai ser a segunda guinada da gestão Assumpção para aumentar a autoestima alvinegra. Depois de Loco Abreu, ter um jogador admirado por gerações atrairia novos torcedores e muita, muita mídia para um time desacostumado a abrir a maioria dos programas esportivos. Seedorf não é o mesmo de anos atrás, mas joga em uma posição onde um bom time pode fazer o seu futebol crescer. Alguém duvida que Andrezinho e Fellype Gabriel prefeririam ter o ex-jogador do Real Madrid ao seu lado? Parece impossível, parece loucura... Mas é só difícil.

Falta de ações e decisões: Patrícia repete descaso com o futebol

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É difícil falar do Flamengo nos dias de hoje. O blogueiro tenta buscar algo que anime a torcida, mas não é o meu papel mentir ou camuflar os fatos. E, infelizmente, as ações do clube dez dias após a eliminação para o Vasco, confirmam a falta de importância que a gestão Patrícia dá para o futebol. Se 2012 tem sido um ano frustrante, a diretoria não tem demonstrado vontade de mudar esse panorama.

Dez dias depois de terminar seu semestre, o Flamengo não tem um diretor-executivo porque a diretoria-da-semana-que-vem adiou o anúncio para esta quarta-feira. Enquanto isso, o técnico Joel Santana não vai ao campo e os jogadores precisam enviar SMS para Patrícia na esperança de resolver problemas. E onde estão os dirigentes?

O vice de futebol PC Coutinho não aparece no clube para isso, mas desmente interesses em jogadores no seu perfil no Facebook enquanto o vice de finanças, o jurídico e outros comentam sobre as contratações. Aliás, Walter Oaquim, vice de relações externas, já confirmou a contratação de Adriano e se preocupa em responder newsletters que criticam a gestão atual. O dirigente chegou a dizer que essa semana nada ocorreu porque "o feriado atrapalhou muito" e "a diretoria precisava descansar". Não sei se cometer tantos erros cansa, mas fico sem entender porque ninguém trabalhou durante o feriadão. Eu e outros torcedores o fizemos. Ah, e pela segunda vez no ano, Michel Levy, responsável pelas finanças, gerou uma crise ao explicar o inexplicável: salários atrasados.

Sem nenhum direito de errar mais no ano e com uma única competição pela frente, o Flamengo prepara a estréia de dois reforços: os volantes Cáceres e Ibson (ainda não concretizado). Nenhum dos dois deve jogar antes da saída de seus times da Libertadores. Estrearão no meio do primeiro turno do brasileiro e sabe-se lá com quem condicionamento físico. E la nave va... À deriva, sem que essa gestão demonstre o menor carinho, respeito e dedicação pelo carro-chefe do clube. É lamentável.