Apesar de vexame na Libertadores, Patrícia deve se reeleger

Publicado  quinta-feira, 12 de abril de 2012



O cenário do título não é o mais certo, mas o mais provável. Mesmo sendo o único brasileiro  eliminado na primeira fase da Libertadores, o Flamengo deve ter a mesma presidente em 2013. Com todos os pesares, a reeleição de Patrícia Amorim ainda é provável.

Boa parte da base política da dirigente se fragmentou em sua gestão desastrosa. Há simpatizantes e eleitores que tem vergonha do apoio que deram à uma candidata que descumpriu todas as suas promessas de campanha. Ainda assim a falta de um nome de consenso para enfrentá-la nas eleições de 2012, tornam sua vitória cada vez mais provável.

Além da fraca candidatura de Ronaldo Gomlevisky - um bom candidato, mas com potencial para pouquíssimos votos - já há rumores até de um eventual retorno de Márcio Braga ao cenário político rubro-negro, por pura falta de um candidato ideal. Caso se concretize, a derrota é provável porque após tantos mandatos o ex-presidente tem um enorme desgaste entre vários sócios, que considerariam uma reeleição de Patrícia um mal menor diante de um retorno do dirigente hexacampeão. Braga ainda teria que unir uma oposição dividida desde 2009 e superar essa rejeição. Algo pra lá de improvável, embora não impossível para um hábil político que já conseguiu esse milagre antes.

Há três esperanças mais claras para quem sonha com o fim dos dias de Patrícia na presidência. A primeira é que surja um nome de consenso que una a oposição (o ex-vice de finanças José Carlos Dias, por exemplo, poderia ser uma opção, mas dificilmente aceitaria concorrer ao cargo) ou, em segundo lugar, que todos que não estejam na situação abracem a candidatura de Gomlevisky. As duas situações não têm nenhum vislumbre de ocorrerem nesse início de ano eleitoral.

A terceira possibilidade é que os resultados no campo tornem a vida de Patrícia insuportável na presidência do Flamengo. Mais preocupada em se reeleger vereadora - a própria candidatura à presidência do clube foi uma tentativa de alavancar sua carreira política, fracassada pela péssima gestão - Patrícia possivelmente abriria mão de uma reeleição com tanto desgaste. E perderia os aliados que pulam o barco com tantos fracassos.

Hoje, apostar no insucesso em campo para que a dirigente saia é a opção mais realista. Infelizmente, torcer contra o próprio time não é uma opção para verdeiros rubro-negros. Mas pode apostar que há gente no clube que faça isso. Será um ano longo para cada flamenguista.

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