Ao abandonar Ronaldinho, Patrícia demonstra que quer continuar no poder e não mudar o Fla

Publicado  quarta-feira, 18 de abril de 2012

Patrícia amava Marcos Braz, mas flertou com o Conselhinho que abandonou por Zico que defenestrou antes de ficar com Vanderlei Luxemburgo, que não amava ninguém mas entendia de futebol. Luxa insistiu, mas Patrícia lhe abandonou para ficar com Ronaldinho, que já tinha entrado na história mas hoje já não é tudo isso em seu coração.

Esta quadrilha de Patrícia é adequada para o atual momento do clube. Depois de demitir o principal responsável pelo futebol no início do ano e pagar um dos maiores saláros do mundo sem patrocinador ou parceiro, a presidente do Flamengo põe em dúvida a permanência da principal estrela de sua gestão. Como explicar uma líder que muda os rumos da administração tantas vezes?

Há uma coerência na gestão atual do clube que só cegos insistem em confundir com indecisão. Patrícia muda a gestão do futebol em média duas vezes por ano (quatro em 2010, nenhuma em 2011 e pelo menos uma este ano) porque seu compromisso é continuar no poder. Seu comando repercurte o eco da multidão, a estatística de sua ouvidoria e o alvo midiático da semana. Tudo porque ela nunca teve uma visão de gestão do clube ou do futebol, que trata como um estorvo necessário.

Mas como todo político sem visão, Patrícia sempre teve compromisso com o poder. Por isso, faz uma carta endereçada aos beneficiados por reformas na sede social. Trata-se do que julga seu eleitorado fiel. Pouco importa as consequências que sua mudança de acordo com os ventos dos acontecimentos terá para o clube. O que Patrícia quer é permanecer onde está. Gostem ou não, ela caminha pra isso. E que seus eleitores saibam: pode demorar oito meses ou mais três anos, mas isso não vai acabar bem.

0 comentários: