Zico: ídolo do Brasil

Publicado  sábado, 3 de março de 2012

Carregando sonhos de uma geração a seleção canarinho voou tão alto que nem mesmo o gol de Paolo Rossi apagou. E a frente do escrete estava Zico, Zicão, Zicaço, aniversariante do dia. Rei do Flamengo, ídolo do Brasil. Arthur,  ídolo de tricolores, vascaínos, botafoguenses, corintianos, palmeirenses, são paulinos, santistas e outros torcedores. Porque acima do rubro-negro, Zico sempre foi ícone do futebol brasileiro.

O mal maior do futebol brasileiro é o clubismo, vírus que faz o torcedor bater no peito e dizer que não torce pelo Brasil de Ricardo Teixeira quando vibrou sem hesitação com o Vasco de Eurico, o Corinthians de Dualib e outros times dirigidos por dirigentes mesquinhos. Só um rancor clubístico, pequeno demais para o tamanho do futebol brasileiro, justifica que coloquem Zico apenas como ídolo rubro-negro. Rei, Arthur só foi no Flamengo, mas foi herói de seu país, ainda que os idiotas da objetividade insistam em discutir resultado onde se fala de futebol. Porque com a bola nos pés, ele é estrela da constelação mágica brasileira. Acima de muitos, abaixo de poucos.

Abaixo? Zico nunca esteve abaixo de ninguém. Porque se perdia na bola, fulgurava o brilho de seu caráter, artigo raro no mundo sujo do futebol e comum nos super-heróis dos quadrinhos. Nunca fugiu, nunca se entregou e nunca fez concessões que tivesse vergonha.  E esse sempre será Zico, exemplo nacional. De bola extraordinária e moral ímpar, exemplo que todo pai quer apontar para o filho ao invés dos nossos boleiros. Por isso, não pense no seu time quando pensar em Zico. Sinta orgulho. É do Brasil.

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