Teixeira caiu. E agora?

Publicado  terça-feira, 13 de março de 2012

A surpreendente queda de Ricardo Teixeira abre um novo cenário para a disputa do poder do futebol brasileiro. Em primeiro lugar, sua saída não pode significar sua absolvição dos crimes que cometeu. Espera-se que o poder público siga apurando as denúncias contra o ex-presidente da CBF e que a imprensa não se esqueça dele.

A partir disso, é importante que todos que se importam com o esporte brasileiro entendam que a posse de José Maria Marín não é mais do mesmo, mas um cenario pior. Ex-aliado de Paulo Maluf, o novo presidente da CBF representa não apenas o continuísmo, mas o pior do pior da política brasileira. Se sempre é possível piorar, a posse de um dirigente com essas relações é um sinal promissor. E nem vale a pena falar sobre a possibilidade da Federação Paulista, já a mais influente do futebol brasileiro, se tornar mais poderosa.

A saída de Teixeira, queiram ou não, representa um vácuo de poder. Parte das federações já ensaia um levante e isso pode representar uma nova chance para o futebol brasileiro. É dever do governo Dilma lutar por isso, respeitando os limites da atuação do estado mas buscando o melhor para o esporte brasileiro. Mais de 20 anos separaram a posse e queda do último presidente, quando será que teremos outra chance?

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