Sem Copa América, 2014 promete...

Publicado  sábado, 24 de março de 2012

... Mais prejuízo, menos ganhos para a sociedade e um pouco menos de Brasil quando se fala em futebol brasileiro. O novo velho presidente da CBF, José Maria Marin, costurou um acordo para que o Chile sedie a Copa América de 2015.

O Brasil, que sediou a competição em 89, só voltará a ter essa honra em 2019. Ou seja, pode esperar que até lá veremos nova farra de construtoras e de gente que não precisa, mas vai ganhar muito dinheiro com a competição. Em contrapartida, o País perde a chance de ver o Uruguai, a melhor seleção sul-americana, e Messi, o melhor jogador do mundo, mais próximos de seu auge. É possível que daqui a sete anos ambos estejam atuando no mesmo nível de seu retrospecto recente, mas não é provável. O Brasil sai prejudicado.

Sem contar que ídolos da torcida brasileira perdem a chance de jogarem pelas suas seleções perto de suas torcidas. Qual cruzeirense não gostaria de torcer por Montillo e a Argentina? E seria sensacional ver Marcelo Moreno contando com a torcida de seu país de nascença ao disputar jogos pelo que escolheu para chamar de seu.

As informações que circulam falam em dois motivos para o acordo político: o primeiro não interromper o calendário do futebol brasileiro pela terceira vez quando ele já será prejudicado - lembrando que mudar essas datas é tarefa que cabe à Confederação -  pelas Olimpíadas e a Copa de 2014. O segundo seria contar com o apoio chileno para levar Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, para o lugar de Ricardo Teixeira no Comitê Executivo da Fifa. Com o histórico de preocupação da CBF com o nosso calendário não é difícil imaginar o que realmente importa pra quem combinou isso por debaixo dos narizes dos torcedores.

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