O papelão de Bernardo e Alex Silva

Publicado  quarta-feira, 14 de março de 2012

Um é meia-atacante rápido e promissor da base do Cruzeiro, que jamais confirmou a expectativa que gerou. O outro é um zagueiro que despontou no São Paulo como um xerife capaz de ser titular de qualquer seleção, mas vive o ostracismo desde 2008. Ambos encontraram em 2011 a chance de obterem (ou recuperarem) o prestígio que se esperava deles, mas começaram 2012 com um pé esquerdo.

Bernardo alegou atrasos salariais e Alex Silva também. O meia foi firme nas declarações assim como o zagueiro não fugiu das divididas pela imprensa. Os dois falaram em família, direito e respeito. Um jogou mal e reclamou com a torcida e o outro, mais experiente, simplesmente deixou o elenco na mão na estréia da Taça Libertadores. Na mesma semana, cada um retirou sua ação na justiça. O jogador ofensivo joga no Vasco e o defensivo no Flamengo, mas nenhum deles parece ter o mínimo de bom senso para saber a diferença entre reclamar e perder a razão.

Tanto o veterano Alex Silva quanto o jovem Bernardo, afirmaram publicamente que seus times lhes deviam salários, encheram a boca para falar de moralidade e direitos. Mas se os dois retiraram seus processos quando Vasco e Flamengo agiram como deveriam (não se dobraram aos interesses dos jogadores)... Isso diz muito sobre quem está certo e errado nessa história.

No futuro, que os dois aprendam a lidar melhor com o ambiente tenso de clubes grandes com enormes problemas, mas muitas vantagens. Até lá, Bernardo vai recomeçar do zero ao invés de continuar uma jornada que já se escrevia como linda no Vasco. E Alex Silva irá buscar um clube para ser emprestado e viver o quarto reboot de sua carreira em três anos em que já frustrou as torcidas de Hamburgo, São Paulo e Flamengo. Em 2013, quem sabe mais maduros, possam reescrever o papelão patético que rascunharam nos primeiros meses deste 2012 apocalíptico para o que se esperava destes jogadores. Patético.

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