Time mais fraco? Olimpia tem um técnico melhor

Publicado  quinta-feira, 29 de março de 2012


Já perdi a conta de quantas vezes Gerardo Pelusso foi uma pedra no sapato do Flamengo em competições internacionais. Se o retrospecto do rubro-negro em torneios sul-americanos é medíocre (a era Zico é exceção e não a regra), boa parte dessas derrotas se devem ao técnico do Olímpia. Em todas as suas vitórias sempre demonstrou saber exatamente qual era o Flamengo que estava enfrentando.

Pateticamente Joel emitiu o recibo ao pedir mais cultura ao profissional que teria dito que ele não existe. Vovô Joel, que já deveria ter se aposentado,  realmente não existe em termos de cultura tática e cenário nacional (seu único brasileiro foi pegando um time pronto com apenas quatro jogos restando para o título) e internacional. O Olimpia tem um time muito mais fraco onde Orteman, que mal conseguia chances no Internacional, como grande destaque. E daí? O time paraguaio tem um técnico muito melhor e no futebol moderno isso faz toda a diferença. Enquanto isso, em todas as suas passagens Joel sempre demonstrou desconhecimento de adversários fora do Brasil (ou do Rio de Janeiro) e recorre a critérios bizarros como escalar jogador porque fala espanhol e por aí vai.

Na semana passada, Joel culpou o azar e os jogadores em um jogo onde levou duas substituições para o bolso. Hoje, ele levou uma mexida para casa (talvez alguém tenha lhe dito que pode acumular para o carioca, sua competição favorita) demorou 25 minutos para mudar o time e tomou um gol logo depois que colocou Deivid. A partir daí, Bottinelli finalmente jogou bem porque ao invés de falso centroavante recuou e jogou de meia com dois atacantes a frente. Não é difícil entender que o argentino não é brilhante, mas pode ser útil desde que jogue onde rende melhor.

Parece ser fácil compreender também que Ronaldinho jamais pode jogar com três volantes atrás para resolver quase sozinho na frente. Mas com Joel o óbvio torna os obstáculos maiores e o técnico que pede para Love aumentar a média de gols insistiu quase 70 minutos com três volantes em um jogo que precisava vencer e esteve sempre atrás no placar.

Demitir Vanderlei Luxemburgo é uma ação pra lá de justificável, mas Patrícia Amorim conseguiu usar a única razão que não poderia: os jogadores não queriam. De lá pra cá, as ausências de Ronaldinho foram mais frequentes e o time só piorou taticamente. Há um ano o rubro-negro estava invicto, agora já coleciona derrotas. O que podia ser ruim caminha para o muito pior.

Contratar Joel foi um erro muito pior do que demitir o técnico-manager. Cabe ao Flamengo assumir o erro o quanto antes e trazer um técnico de verdade, que possa salvar o ano do clube. Ou apostar na exceção do prazo de validade do folclórico professor e esperar que em outubro ele já não esteja pronto pra ser demitido. Este comentarista acredita que a torcida merece mais do que torcer por lampejos. E você?

O mundo não sabe, mas Edmundo já foi o melhor

Publicado  quarta-feira, 28 de março de 2012

Sim, a Fifa considerou Ronaldo Fenômeno o melhor em 1997, por uma temporada marcante na Inter de Milão (o craque marcou menos gols na temporada que Edmundo no campeonato brasileiro). Mas este blogueiro - assim como outros - vê Edmundo como o grande nome daquele ano. Distante do futebol europeu, mas disputando um competitivo brasileiro o atacante bateu o recorde de gols na competição e em um único jogo.

Edmundo só não fez chover pelos campos do Brasil naquele ano. Com uma força física digna de zagueiro, uma explosão típica de um atacante veloz e a habilidade de um craque. Foi o terror de zagueiros e o melhor jogador de um dos melhores times que o Brasil já viu. Não há espaço para as estatística que os escravos de resultado adoram: quem viu, viu.

Em sua despedida, o eterno ídolo do Vasco tem muito a lamentar. Se o mundo não o conhece como deveria, a culpa é exclusivamente dele. Mas a vida tem dessas coisas. Resta aos fãs do bom futebol que vivem no Brasil agradecerem por ter visto um gênio tão de perto naquele ano.



Lampejos de Kaká bastam para o Brasil?

Publicado  terça-feira, 27 de março de 2012



Ele conseguiu mais uma vez. Kaká, ex-melhor jogador do mundo, e sempre uma referência de comportamento e potencial, saiu do banco para decidir para o Real Madrid a classificação contra o fraquíssimo Apoel ao lado do também brasileiro Marcelo.

Kaká já faz parte de vários pedidos de torcedores e comentaristas esportivos, o que considero exagerado. Ele ainda está naquele momento de comprovar que pode chegar inteiro em uma Copa do Mundo, o que ainda não é certo que tenha conseguido em 2010. E mesmo que se confirme isso é nítido que ele já não é mais aquele jogador que alcançou o topo em 2007 e a tendência é que em 2014, sete anos depois do seu apogeu, ele seja uma sombra mais clara daquele jogador extraordinário.

Craques jamais perdem a categoria. Ele, assim como Edmundo, Zico e Romário será capaz de lances incríveis aliando sua experiência ao que ainda poderá fazer com a bola. Esses lampejos, como hoje, podem ajudar a seleção brasileira mas é ilusão pedir o jogador do Real Madrid como uma solução.

Kaká pode ajudar e ser decisivo, mas dificilmente pode voltar a ser a referência de uma seleção brasileira como conseguiu ser com muito sacrifício em 2010. Sua incontestável condição de reserva do ótimo Özil talvez seja uma evidência disso e de que o craque deveria pensar com carinho em retornar ao Brasil.

Update: parece que Kaká concorda comigo.

Sem Copa América, 2014 promete...

Publicado  sábado, 24 de março de 2012

... Mais prejuízo, menos ganhos para a sociedade e um pouco menos de Brasil quando se fala em futebol brasileiro. O novo velho presidente da CBF, José Maria Marin, costurou um acordo para que o Chile sedie a Copa América de 2015.

O Brasil, que sediou a competição em 89, só voltará a ter essa honra em 2019. Ou seja, pode esperar que até lá veremos nova farra de construtoras e de gente que não precisa, mas vai ganhar muito dinheiro com a competição. Em contrapartida, o País perde a chance de ver o Uruguai, a melhor seleção sul-americana, e Messi, o melhor jogador do mundo, mais próximos de seu auge. É possível que daqui a sete anos ambos estejam atuando no mesmo nível de seu retrospecto recente, mas não é provável. O Brasil sai prejudicado.

Sem contar que ídolos da torcida brasileira perdem a chance de jogarem pelas suas seleções perto de suas torcidas. Qual cruzeirense não gostaria de torcer por Montillo e a Argentina? E seria sensacional ver Marcelo Moreno contando com a torcida de seu país de nascença ao disputar jogos pelo que escolheu para chamar de seu.

As informações que circulam falam em dois motivos para o acordo político: o primeiro não interromper o calendário do futebol brasileiro pela terceira vez quando ele já será prejudicado - lembrando que mudar essas datas é tarefa que cabe à Confederação -  pelas Olimpíadas e a Copa de 2014. O segundo seria contar com o apoio chileno para levar Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, para o lugar de Ricardo Teixeira no Comitê Executivo da Fifa. Com o histórico de preocupação da CBF com o nosso calendário não é difícil imaginar o que realmente importa pra quem combinou isso por debaixo dos narizes dos torcedores.

Léo Rocha: o martir do Treze-PB

Publicado  quinta-feira, 22 de março de 2012




Com uma carreira marcada por passagens em times pequenos e médios (os clubes de maior destaque foram Paraná e Portuguesa) o meia Léo Rocha parecia destinado a não chamar muita atenção no mundo do futebol. Quis o destino, esse deus cruel, que atuando pelo Treze-PB, time pouco relevante no cenário nacional, ele se destacasse de um jeito não muito lá digno. No meio do caminha havia o Botafogo. Havia o Botafogo no meio do caminho.

A "falsa cavadinha" do armador em um pênalti indesculpavelmente mal batido serviu para encerrar sua passagem pelo Galo da Borborema e classificar o clube carioca. Léo Rocha e o Treze-PB conseguiram tudo o que um time pequeno quer em um jogo contra grandes: o adversário cansado - mérito da diretoria alvinegra que insiste em priorizar o carioca - e sem conseguir se impor pela técnica, a torcida jogando contra e o melhor jogador do adversário em péssima noite (Loco perdeu gols de todos os jeitos e deixa a dúvida se ainda pode ser a referência técnica da Estrela Solitária neste ano). E se complicaram no final por um misto de arrogância e incompetência técnica.

Ainda assim, ao demitir seu meia o Treze-PB age como escravo dos resultados. O clube paraibano chegou muito mais longe do que sua folha de pagamentos permite e deveria se alegrar pelos bons jogos e o ganho de mídia que obteve nessas semanas. Os dirigentes poderiam refletir melhor sobre o discurso conformado do goleiro Beto, destaque do jogo, que exaltou o empate e lamentou a saída da Copa do Brasil. Mas sem se iludir.

Ao transformar Léo Rocha e mártir, o Treze-PB tenta professar uma glória que não tem. Um time pequeno, de honestíssimas tradições regionais, não pode achar que perdeu a classificação por causa de um único jogador e rigorosamente no nível de todo o elenco. É tão patético quanto o goleiro Jefferson, que considero o melhor do Brasil, gritar "aqui não" para um jogador que nunca estará na seleção brasileira, jamais jogou em time grande e que desperdiçou a única chance de consagração que a carreira lhe deu.

Na segunda passagem pelo Botafogo e com incontestáveis convocações, Jefferson agiu como se estivesse diante de um craque consagrado - aliás, ele jamais criticou Loco Abreu por usar a cavadinha em seus pênaltis - e não diante de um jogador derrotado no jogo e, de certa forma, na profissão diante do que ele já conquistou. É algo entre o patético e o digno de pena. Que a classificação não engane o Botafogo, como os dois bons jogos parecem ter enganado os dirigentes do Treze-PB.

Patrícia não quer Adriano

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O que a presidente do Flamengo fala, não se escreve. Marco Braz, Zico e Vanderlei descobriram isso da pior forma possível. Mas convenhamos: não é um mal exclusivo de Patrícia Amorim. Todos os dirigentes de todos os clubes brasileiros têm em comum a divergência entre o que falam e como agem.

O problema de Patrícia é que suas ações não são regidas por pensamentos internos. É até razoável acreditar que no fundo, a presidente é uma pessoa de mais bondade do que suas ações dizem. Todas as questões é que ela é comandada mais pela imprensa e pressão dos sócios do que por sua visão. A ex-nadadora é uma líder comandada pelas repercussões ao seu redor. E esse tipo de mandatário muda planejamentos e estrutura ao sabor das emoções da opinião pública. Raramente dá certo.

Sendo assim, Patrícia não quer Adriano. Se dependesse de sua vontade - e o pior é que na teoria so depende disso - o ex-Imperador não voltaria para manchar sua passagem pelo clube. Mas em enquetes onlines a maioria absoluta da torcida o quer de volta. As organizadas do clube também. E o que fazer?

O cargo de mandatária exige firmeza. Há na história o exemplo de homens e mulheres que tinham essa virtude quando ocuparam um cargo de liderança. Assim como houve líderes - tanto homens quanto mulheres - que não tinham a coragem de assumir o ônus de não tentar agradar a todos. Esse é o maior medo de Patrícia. E sendo assim, ela irá esperar que Adriano sozinho prove que não pode voltar ou, pior, que não deveria ter voltado.  Caso contrário, irá assumir todo o risco de trazê-lo. Qualquer coisa para não desagradar a maioria.

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Originalmente publicado no Flamengonet e readaptado para este espaço.


Se Mano cair, que não seja pelas Olimpíadas

Publicado  quarta-feira, 21 de março de 2012

Já reclamei por aqui do amor excessivo pelos resultados que muitos torcedores mantém. E com ele essa mania boba de demitir o técnico após derrotas, quando ele deveria ser  julgado por todo seu trabalho. Aí a gente lembra que tudo aponta para Mano Menezes ser mantido ou não no cargo, dependendo do seu desempenho nos Jogos Olímpicos.

Eu considero o técnico da seleção brasileira o melhor de sua geração e, ao contrário de nomes como Paulo Autuori, se mantinha competitivo em um cenário onde se joga futebol profissional. O que não podemos falar do futebol mezzo amador do Oriente Médio e outras terras de Sheiks. Já inclusive defendi Mano aqui, mesmo quando ele não conseguiu ser totalmente coerente. Mas é fato que após quase dois anos de trabalho ele demonstrou poucos resultados e, o principal, um futebol ruim.

Já existem motivos para Mano cair. E se alguém na CBF quer esperar um insucesso nas Olimpíadas para isso, é melhor que o demita logo. Afinal de contas, vai nos poupar meses que já parecem pouco com uma Copa do Mundo cada vez mais próxima.

O flamenguista que torcia por Cabañas

Publicado  terça-feira, 20 de março de 2012

Nunca se encontraram pessoalmente, mas a vida dos dois sempre esteve ligada. Um era torcedor. Amava o futebol, mas tinha um sentimento indissolúvel pelo mais querido do Brasil. O outro era jogador e só enfrentaria o Flamengo uma vez. Mas bastou. O paraguaio Cabañas daria àquele torcedor flamenguista a pior noite de sua vida.

Os irrecuperáveis 3X0, daria uma semana inteira de noites em claro, perturbado com a imagem daquele cabeludo heróico. Infelizmente, um herói do lado errado para aquele torcedor, que jamais quis Cabañas em seu time. E o destino se encarregou de atender a esse pedido ao trazer uma tragédia que o atacante ainda luta para superar.

E mesmo com tanta dor que aquele jogador lhe deu, o flamenguista torce muito para Cabañas. Torce para que Cabañas se recupere, torce para que ele volte a assombrar os zagueiros e torce para que ele volte a se lembrar da dor que lhe deu. Torcer para que aquela lembrança não seja uma mágoa solitária, mas volte a ser orgulho pessoal da noite em que ele calou o Maracanã.

O flamenguista torce para que Cabañas volte. Se possível, enfrente o Flamengo e aí sim, saia derrotado em campo. Quem sabe assim aquela dor não passa? Mas muito pior do que a mágoa com Cabañas é saber que ele não lembra daquela partida e ainda não é capaz de repetí-la.

Afinal, a idéia do esporte é competir e ser melhor. E o flamenguista torce para que Cabañas volte a fazer o seu melhor. Quem não torceria?


A lição que Adriano deveria aprender com Juninho

Publicado  segunda-feira, 19 de março de 2012

Quantos jogadores podem se confundir tanto com a história de um clube quanto Juninho, o Pernambucano? Nem Edmundo conquistou tantos títulos quanto o reizinho conseguiu pelo Vasco e é difícil entender como uma seleção que consagrou Beletti e outros jogadores medianos abriu mão de um craque tão comprometido em termos de tática, imagem e grupo quanto Le Roi.

Mas com tanta importância e ainda tão capaz aos seus 37 anos, Juninho sempre hesitou voltar ao Vasco. Temia manchar uma história imaculada com um corpo menos capaz do que seu espírito. Aceitou apenas ganhando um salário mínimo e após uma temporada em que demonstrou que ainda pode fazer diferença em campo, assinou outro contrato. Nada mais justo já que mesmo com quase quarenta anos ele desequilibra mais do que jogadores mais jovens.

E enquanto vemos Juninho chegando com um salário baixo, em forma (necessitou de alguns dias para fazer sua estréia em 2011), temos que ver Adriano cogitar não ter uma redução salarial em seu pior momento na carreira. Além disso, o ex-Imperador turbina uma pré-temporada de exageros estragando seu corpo, como informa este ótimo texto do Extra.

Cabe àquele que já foi Imperador aprender com o eterno Reizinho. Parar de professar amor e carinho pela torcida e passar a demonstrar isso como ações. Ou então vai conseguir o que Juninho mais temeu: manchar uma história que parecia imaculada.

Turquia proíbe fogos no estádio... Problem?

Publicado  domingo, 18 de março de 2012



Não dá para negar que a reação dos torcedores foi pra lá de criativa.

Vi lá no Contraditorium.

Porque o Palmeiras não joga sempre com dois meias

Publicado  sábado, 17 de março de 2012

A imprensa esportiva diversas vezes desestimula e empobrece as discussões sobre futebol ao preferir o caminho fácil dos clichês e do argumento definitivo do resultado. Um exemplo disso, é a nova pauta das redações paulistas e dos setoristas que cobrem o Palmeiras: por que Felipão não coloca os meias Daniel Carvalho e Valdívia para jogarem juntos, como fez contra a Ponte Preta, ao invés de sempre optar por um ou outro?

Invariavelmente vejo repórteres caindo no caminho fácil de insinuar uma culpa das preferências (indiscutíveis) por se preocupar primeiro com em criar uma defesa alviverde que ninguém passa ao invés de um ataque mais ofensivo. Aliás, adivinhe quem tem o ataque mais positivo do campeonato? Exatamente o alviverde.

Não, isso não torna o Palmeiras um time ofensivo, mas demonstra a falta de um debate sério sobre esquemas táticos no futebol brasileiro. Ao invés de colocarem nos ombros do técnico alviverde o porquê da falta de meias, por que os repórteres não questionam Valdívia e Daniel Carvalho sobre sua falta de capacidade de marcar quando não estão com a bola? O chileno sempre perdeu lugar na sua seleção por esse e outros motivos assim como o meia que começou no Internacional perdeu espaço no futebol brasileiro e mundial na mesma medida que seus quilos foram aumentando.

O alviverde e outros times brasileiros não jogam com dois meias e dois atacantes (esta noite, Felipão só abriu uma exceção ao retirar um atacante e ainda assim contra a mediana Ponte Preta)  porque frequentemente têm um que não consegue participar da marcação. Enquanto isso, o Barcelona e LaU, que encantou o continente na última temporada, contam com seus melhores jogadores participando das roubadas de bola ativamente. De Messi a Vargas.

O futebol brasileiro, que também não anda lá muito convincente no aspecto tático, pode evoluir se a imprensa ajudar com as cobranças certas. Precisamos que as divisões de base e times parem de dividir os jogadores entre os "picas" e os "cabeças de bagre" e consigam favorecer o talento sem detrimento da preparação física e tática, essencial para um atleta de ponta.

O queixo de aço de Anderson Silva

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Descobri o vídeo acima no ótimo Esporte Fino (obrigatório para todos que curtem esportes). O material demonstra o poder de resistência de Anderson Silva no queixo, sendo capaz de receber vários socos em diferentes direções e permanecer impávido. Uma vantagem incomparável em uma luta de MMA.

Reparem que o lutador sequer fica com o rosto inchado ou com qualquer machucado durante o treinamento aparentemente específico para aguentar golpes desse tipo. É impressionante. Pele de jacaré ou queixo de aço, Anderson parece mesmo não ter só um talento incomparável com lutas, mas também uma genética privilegiada porque é difícil acreditar que essa resistência só se desenvolve se exercitando. Ou será que só treinando qualquer um chega lá?

Joel repetiu os mesmos erros de 2008

Publicado  sexta-feira, 16 de março de 2012


Joel Santana pode se irritar, se fazer de vítima e culpar o azar de novo. A verdade é que o acaso raramente se repete de forma tão igual quanto ele conseguiu. Eliminado na Libertadores de 2008 após vencer o jogo de ida de forma sólida e tomar três gols em pleno Maracanã na volta, desta vez o técnico, que já deveria ter se retirado do futebol, e o Flamengo terão uma chance de se recuperar. Que  aprendam com os erros que cometeram há quatro anos e ontem a noite.

Nas duas ocasiões, "papai Joel" leu mal o jogo e resolveu acelerar uma partida que deveria cadenciar. Em 2008, tirou Kleberson e Souza, dois jogadores com característica de reter a bola, e trocou por Diego tardelli e o xodó obina quando o América do México já tinha feito dois gols. O técnico afobadamente quis fazer o de honra e sofreu o terceiro, dias depois de se sagrar campeão estadual (é comum o rubro-negro sofrer vexames na primeira partida após um título carioca e dirigentes falarem em coincidência).

Contra o Olimpia após o primeiro gol paraguaio não fez nada além de colocar o inevitável Negueba (jogador razoável que vai acabar se desgastando com torcida e imprensa por conta dessa obsessão folclórica de Joel em criar um novo xodó). Jogos da Libertadores, infelizmente, se ganham na marra também. Após o segundo gol a entrada do volante Maldonado ou do zagueiro Gustavo poderia ter segurado o jogo ao invés da correria desenfreada sem objetividade que se viu. É óbvio que os jogadores em campo têm sua parcela de responsabilidade, mas nas duas derrotas o "papai" é o elemento em comum.

Não importa quem torcedores e a crônica esportiva critiquem. Joel Santana por duas vezes, no mesmo time e na mesma competição tomou três gols em jogos que já estavam praticamente decididos. Cabe ao técnico entender de uma vez por todas que a Taça Libertadores é muito diferente do campeonato carioca e que nenhuma partida está definida antes do apito final. Ou seguir culpando o destino.

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Chama atenção uma crítica de Joel à derrota de 2008. "Eu vou ficar sendo castigado? Só eu? A responsabilidade tem de ser dividida. Há muitas coisas que aconteceram naquele dia que vocês não sabem." Não faço idéia do que o técnico fala. Mas se ele quer que certos segredos permaneçam no vestiário, então que os deixe lá e assuma a responsabilidade ao invés de fugir das críticas.

Fabuloso quer gols

Publicado  quarta-feira, 14 de março de 2012

Ainda que surpreenda, Luis Fabiano não se tornou um custo-benefício melhor do que Adriano no Corinthians. Sete milhões de euros gastos na sua contratação tornam a pressão maior em cima do Fabuloso, que decepcionou em 2011 por motivos que foram além da sua vontade (ao contrário do ex-Imperador).

Se faltou saúde no ano passado com lesões que dificultaram sua vida, o artilheiro do tricolor paulista demonstrou que o empenho que não faltou em 2011 sobrará em 2012. Pela Copa do Brasil contra o fraco Independente -PA, não se esperaria mais do que gols. Mas Luis Fabiano dividiu, se posicionou e esteve sempre atento para resolver nos quatro gols que fez.

São sete milhões de euros, mas o Fabuloso vai diminuindo a diferença. Se a posição de centroavante é a mais valiosa do futebol brasileiro, o São Paulo demonstra que tem um artilheiro que vale cada vez mais a pena.

O papelão de Bernardo e Alex Silva

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Um é meia-atacante rápido e promissor da base do Cruzeiro, que jamais confirmou a expectativa que gerou. O outro é um zagueiro que despontou no São Paulo como um xerife capaz de ser titular de qualquer seleção, mas vive o ostracismo desde 2008. Ambos encontraram em 2011 a chance de obterem (ou recuperarem) o prestígio que se esperava deles, mas começaram 2012 com um pé esquerdo.

Bernardo alegou atrasos salariais e Alex Silva também. O meia foi firme nas declarações assim como o zagueiro não fugiu das divididas pela imprensa. Os dois falaram em família, direito e respeito. Um jogou mal e reclamou com a torcida e o outro, mais experiente, simplesmente deixou o elenco na mão na estréia da Taça Libertadores. Na mesma semana, cada um retirou sua ação na justiça. O jogador ofensivo joga no Vasco e o defensivo no Flamengo, mas nenhum deles parece ter o mínimo de bom senso para saber a diferença entre reclamar e perder a razão.

Tanto o veterano Alex Silva quanto o jovem Bernardo, afirmaram publicamente que seus times lhes deviam salários, encheram a boca para falar de moralidade e direitos. Mas se os dois retiraram seus processos quando Vasco e Flamengo agiram como deveriam (não se dobraram aos interesses dos jogadores)... Isso diz muito sobre quem está certo e errado nessa história.

No futuro, que os dois aprendam a lidar melhor com o ambiente tenso de clubes grandes com enormes problemas, mas muitas vantagens. Até lá, Bernardo vai recomeçar do zero ao invés de continuar uma jornada que já se escrevia como linda no Vasco. E Alex Silva irá buscar um clube para ser emprestado e viver o quarto reboot de sua carreira em três anos em que já frustrou as torcidas de Hamburgo, São Paulo e Flamengo. Em 2013, quem sabe mais maduros, possam reescrever o papelão patético que rascunharam nos primeiros meses deste 2012 apocalíptico para o que se esperava destes jogadores. Patético.

Teixeira caiu. E agora?

Publicado  terça-feira, 13 de março de 2012

A surpreendente queda de Ricardo Teixeira abre um novo cenário para a disputa do poder do futebol brasileiro. Em primeiro lugar, sua saída não pode significar sua absolvição dos crimes que cometeu. Espera-se que o poder público siga apurando as denúncias contra o ex-presidente da CBF e que a imprensa não se esqueça dele.

A partir disso, é importante que todos que se importam com o esporte brasileiro entendam que a posse de José Maria Marín não é mais do mesmo, mas um cenario pior. Ex-aliado de Paulo Maluf, o novo presidente da CBF representa não apenas o continuísmo, mas o pior do pior da política brasileira. Se sempre é possível piorar, a posse de um dirigente com essas relações é um sinal promissor. E nem vale a pena falar sobre a possibilidade da Federação Paulista, já a mais influente do futebol brasileiro, se tornar mais poderosa.

A saída de Teixeira, queiram ou não, representa um vácuo de poder. Parte das federações já ensaia um levante e isso pode representar uma nova chance para o futebol brasileiro. É dever do governo Dilma lutar por isso, respeitando os limites da atuação do estado mas buscando o melhor para o esporte brasileiro. Mais de 20 anos separaram a posse e queda do último presidente, quando será que teremos outra chance?

Adriano & Ronaldinho: dois problemas e nenhuma solução!

Publicado  segunda-feira, 12 de março de 2012

E foi só Adriano rescindir com Corinthians e começaram os inevitáveis pedidos para que ele volte ao Flamengo. A torcida rubro-negra se ilude com vários argumentos, mas vou comentar aqui o pior dele: "afinal, se com o Ronaldinho está bagunçado traz o Didico de volta".

Não sei bem o porquê de torcedores acharem que problemas no futebol funcionam como número complexo, aquele que na matemática menos com menos dá mais. Adriano e Ronaldinho, que precisa resolver se quer ou não jogar futebol, são dois problemas onde só existe um. E nenhuma resposta.

Pense bem, flamenguista: você quer mesmo que a geração mais promissora do clube em décadas seja liderada por um jogador que mal consegue entrar em forma? Quer mesmo ver um título brasileiro virar desculpa para seu time de coração virar a casa do pai Adriano? Será mesmo que o Flamengo que você quer fica mais próximo com um jogador que sequer ajeitar sua vida, quanto mais a do time?

Será mesmo que Adriano é a resposta que o Flamengo precisa? Este blogueiro acredita que, no máximo, três meses de bom futebol, o dobro de jogos em que atua fora por brigas com a namorada ou sua inevitável lesão anual e inevitável desvalorização da camisa que veste demonstra que não. Cabe a torcida tentar racionalizar sua paixão ou vê-la consumir um pouco mais o rubro-negro.

O fim de Adriano pode ser um novo começo

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Adriano acabou para o futebol profissional enquanto o jogador que se espera dele. Não tem mais capacidade para jogar em alto nível ou ser artilheiro do futebol brasileiro como há distantes três anos atrás pelo Flamengo. Quanto antes seus fãs se conformarem com isso, mais rápido o ex-imperador poderá buscar a ajuda que precisa.

Nos últimos três anos, Adriano sofreu contusões - incluindo misteriosas lesões por lâmpada - que o impediram de conseguir jogar três meses sem problemas. Fora o inevitável pacote em que ele "é perseguido" por problemas com o tráfico ou ex-namoradas.

A vida de Adriano já era incompatível com a de um atleta há três anos, mas agora com mais tempo nas costas ele precisa de muito mais esforço para manter o nível de quando tinha 27 anos - e que já não era seu melhor - mas em contrapartida parece ter muito mais esgotamento. É nítido que o ex-camisa 10 não tem mais paciência para as exigências que o futebol tem.

Não é difícil concluir: Adriano precisa de ajuda. Nunca precisou do Corinthians ou de Ronaldo, mas de paciência e de um tempo fora dos campos. Ele não se deu esse tempo em 2009 e o fim daquele ano cobrou seu preço embora a cabeçada de Angelim tenha apagado sua desnecessária contusão as vésperas de um título tão importante. Em 2011, o ex-imperador chegou a fazer parecer que recuperaria sua velha forma, mas a sua previsível lesão semestral (desde 2009 ele sempre tem algum tipo que o tira dos gramados) frustrou seus planos assim como a sua falta de esforço. Ele foi visto bebendo, passeando com um pé que deveria estar para cima e por aí vai.

O fim de Adriano - não se enganem, ele já ocorreu há três anos - pode ser um sinal de recomeço para ele. Talvez no showbol ou simplesmente como um ex-atleta que se assume como tal. Do contrário, tudo o que veremos são lampejos. Ele pode enganar a si mesmo e aos torcedores, mas pode escrever: quem apostar nele verá lampejos, terá esperanças mas não terá seis meses de futebol profissional ou algo que valha a pena se pagar. 

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É impressionante a vocação de mulher de malandro de parte dos torcedores do Flamengo. Adriano saiu do clube sem terminar seu contrato em 2010 e é um problema infinitamente maior do que Ronaldinho é e Romário foi, mas rubro-negros insistem em se enganar. Lamentável ver jornalistas apoiarem isso.

É aquilo: peça Adriano no Flamengo, mas não reclame da bagunça generalizada que toma o clube.  As duas coisas se complementam.

Fla-Flu diz mais sobre Mengo do que sobre Nense

Publicado  domingo, 11 de março de 2012



Vencer o adversário jogando com um a mais é sempre um sinal expressivo de força. O Flamengo venceu o Fluminense abrindo mão de jogar no segundo tempo contra um adversário que não fazia idéia de como ganhar. O número de nove desfalques contra cinco, também reforça a superação do rubro-negro ao mesmo tempo que pode enganar.

Boa parte dos desfalques do clube da Gávea são de jogadores que já se contesta a titularidade. Considere que a base de titulares absolutos do rubro-negro é formada por Felipe, Leo Moura, Gonzales , Muralha, Ronaldnho Gaúcho e Vagner Love. São dois desfalques além dos outros cinco contestáveis jogadores. Junior César, por exemplo, já vem mal há meses e não seria absurdo dizer que joga pior que seu reserva assim como Willians em contraponto à Luiz Antônio.

Em uma eventual escalação assim, apenas Kleberson e Thomás seriam discutíveis. São quatro desfalques (considerando as ausências do goleiro e lateral-direito titular) ao invés de nove. O Fla-Flu diz mais a respeito do que o rubro-negro pode fazer na temporada se considerar as escolhas difíceis de barrar jogadores como Willians e Junior César assim como Joel fez com Deivid (jogador tecnicamente importante, mas lento assim como o "imbarrável" Ronaldinho). Até aqui, as contusões facilitaram para o técnico, mas cedo ou tarde ele terá que optar. Se tomar as decisões corretas, ajeitar a defesa e conseguir motivar o camisa dez para jogar mais vezes como no primeiro turno do brasileiro de 2011, a Nação Rubro-Negra pode ter boas expectativas para 2012.

Por outro lado, as ausências de Fred, Thiago Neves, Deco e o surpreendente Wellington Nem, tornam a derrota menos emblemática para o Fluminense. Perder atrapalha o tricolor em sua fase crescente, mas ainda diz pouco sobre o que o tme pode fazer no ano. Resta a Abel seguir priorizando a Libertadores e não se enganar sobre seus zagueiros: ele precisa de reforços.


Fracasso da passagem de Kleberson pelo Flamengo é misto de azar e incompetência

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 Herói do Fla-Flu desta rodada do Carioca, Kleberson parece ter ganho sobrevida no Flamengo justamente quando já parecia carta fora do baralho de um elenco repleto de volantes (Airton, Willians, Maldonado, Renato, Muralha e Luiz Antonio). Contusões do grupo rubro-negro ajudaram o volante a ter sua chance e a sorte de fazer um gol (em bela finalização) em uma atuação que não foi de encher os olhos. Aliás, a passagem de Kleberson pelo clube é assim: uma decepção enorme se comparada com a expectativa que sua contratação em 2007 causou. No máximo, um jogador regular ao invés do volante moderno que se esperava.

Kleberson chegou após litígio com Besiktas, da Turquia. Só poderia jogar em 2008 e mesmo com meses de treinamento até sua estréia (curiosamente em outro Fla-Flu, mas vencido pelo tricolor com direito ao créu de Thiago Neves), ele passou o ano oscilando partidas boas ou regulares com outras absolutamente pífias. Seu grande jogo foi no duelo contra o Palmeiras pelo segundo turno do Brasileiro quando foi fundamental na vitória maiúscula por 5X2.


No ano seguinte, Kleberson estava mais do que adaptado ao futebol brasileiro e ao Flamengo. Após algumas partidas irregulares, fez bons jogos com o técnico Cuca (que destacou a importância dos volantes em seu esquema em uma entrevista quase esquecida). Na final do Carioca, Kleberson abriu o placar quase sozinho em um jogo que por pouco não foi perdido para o Botafogo, que levou o jogo para os pênaltis, quase sinônimo de vitória para o rubro-negro. Convocado para a seleção, Kleberson finalmente parecia ter encontrado seu melhor futebol após o excessivo período de mais de um ano no clube. Infelizmente, uma contusão em um jogo da seleção o tirou do rubro-negro em seu melhor momento. Maldonado ocupou sua posição no elenco e foi decisivo na campanha do hexa naquele ano.


Veio 2010 e com ele, Kleberson não conseguiu se firmar com Andrade ou Rogério sempre com desempenho abaixo da crítica. Com Silas ensaiou uma boa apresentação contra o Vitória, mas mais uma vez a irregularidade surgiu e ele terminou o ano em baixa. Vanderlei Luxemburgo o colocou de lado e o empréstimo ao Atlético-PR parecia ideal para que ele recuperasse seu futebol. Outra contusão o que foi puro azar, mas que não justifica a demora de Kleberson em demonstrar competência com mais regularidade do que consegue desde a já distante Copa do Mundo de 2002.

Em seu último ano de contrato, Kleberson recebeu nova chance com Joel Santana, que o colocou várias vezes em 2008. O volante fez boa partida no Fla-Flu jogando aberto como uma saída de bola rápida na ausência do titular absoluto Leo Moura, que costuma fazer essa função, e sempre fechando o lado direito ajudando o ala Galhardo. O gol faz sua atuação parecer melhor do que realmente foi e deixa a expectativa para que Kleberson consiga se despedir do clube de forma mais digna do que seus quatro anos de oscilação. Fica a torcida por um dos heróis do Pentacampeonato de 2002.

Que as vaias acordem Ronaldinho

Publicado  sexta-feira, 9 de março de 2012



O blogueiro é contra torcedor vaiar. Considero isso a antítese do que a torcida deve fazer e uma ânsia destrutiva que raramente acaba bem. Mas ontem a noite a Nação Rubro-Negra mostrou que a exceção confirma a regra ao vaiar Ronaldinho Gaúcho em pleno Engenhão na Libertadores.

defendi o meia-atacante por aqui e disse que perdê-lo não seria bom para o Flamengo. Mas isso foi antes de Ronaldinho derrubar um técnico, se poupar de inúmeros treinos e do clube assumir seu salário de forma integral (com 1, 2 milhão por mês, seria possível contratar de dois a quatro jogadores de alto nível mais jovens e motivados). O custo-benefício do camisa dez diminuiu e a cobrança sobre ele deve aumentar. Nem que seja apenas torcida, já que isso não se espera da diretoria.

Em uma partida sonolenta, Ronaldinho deu apenas dois passes dignos de seu salário e chegou a tentar um lance de futevôlei na pequena área com um placar nada seguro. Ao ser vaiado o meia-atacante acordou e percebeu que deveria fazer mais contra um time tão medíocre quanto o Emelec. Passou a dividir com vontade, se movimentar e buscar o jogo no meio de campo.

Nas declarações fora de campo, ele começou falando da injustiça em vaiar um time que nunca jogou junto mas terminou falando que os "uuuus" vão motivá-lo mais. Que seja. Ronaldinho tem demonstrado viver em um mundo à parte onde está sempre sorrindo, raramente treinando e nunca rendendo o que se espera enquanto os adversários vão melhorando. É hora de querer mais do que apenas um estadual invicto. A realidade de sonhos em que vive lua de mel com o Rio de Janeiro e a torcida, pode se transformar em um pesadelo muito cruel.

O Vasco não precisa de Carlos Alberto

Publicado  quinta-feira, 8 de março de 2012

Carlos Alberto teve sua derradeira chance no futebol no Vasco. Teve tempo, paciência e conseguiu resultados rápido, até porque disputar a segunda divisão não é difícil para quem já conquistou uma Champions League. Mas o meia seguiu seu caminho nos últimos anos tornando claro que aquele jogador que Mourinho perdeu de vista não existe mais.

O Vasco não precisa de Carlos Alberto. O Vasco precisa de muito trabalho, melhorar sua infraestrutura e ter jogadores que fortaleçam sua defesa. O Vasco precisa que Diego Souza defina de uma vez por todas se veio para jogar bola ou enganar e achar uma forma de Juninho e Felipe jogarem juntos, como já chegou a ocorrer em 2011. Não de Carlos Alberto.

O Vasco não precisa de Carlos Alberto. Precisa de disposição, gente competente e disposta a melhorar o clube e o time. O meia, que em determinado momento da carreira parecia capaz de brilhar tanto quanto Ronaldinho e kaká, é alguém que precisa que eternamente entendam o lado de alguém incapaz de se dedicar. É muito pouco para um clube grande. O Vasco precisa de mais.

Além de um time de Guerreiros

Publicado  

Não é só a vitória contra o time mais temido na Libertadores ou o jogo firme. O Fluminense vai superando seus obstáculos com a alcunha de time de guerreiros - o bordão mais insuportável que adversários conhecem desde 2009 - mas indo além da mera raça, quase um folclore da competição.

O tricolor das Laranjeiras conquistou o que podia até este início de 2012, mas vai demonstrando que é capaz de crescer nos momentos mais decisivos. Se impor na Bombonera, tirar a invencibilidade de adversários aparentemente superiores (ontem e contra o Vasco) e, principalmente, demonstrar poder de decisão. A arma mágica de muitos times campeões.

André Monnerat já havia notado isso: o Fluminense tem jogadores que não tentam simplesmente um passe para o lado, mas a jogada em direção ao gol. E têm condições para isso. A tríade Deco, Thiago Neves e Fred alia notável visão de jogo com um assustador poder de finalização. Tudo isso com Wellington Nem, Diguinho, Carletto, Bruno e outros bons jogadores que crescem jogando com o trio brilhante. Não se enganem, o Flu é bem mais que um time de guerreiros.

Joel culpa o azar por suas escolhas

Publicado  segunda-feira, 5 de março de 2012

Joel Santana já perdeu Felipe, Airton e Willians para a estréia na fase de grupo da Libertadores. Ele culpa o azar ao invés das suas próprias escolhas. Afinal, desde que chegou o técnico do Flamengo extinguiu o time B formado por garotos que ganhavam experiência enquanto disputavam partidas irrelevantes do campeonato carioca e poupavam os titulares para a competição sul-americana.

Alguém precisa avisar ao papai que o princípio de poupar jogadores pelo estadual como fez o Vasco (que em um golpe do destino perdeu o centroavante reserva que eventualmente viraria titular) e outros times, é justamente prevenir de contusões. Azar o Flamengo teve com Airton, que se machucou nos treinamentos. As contusões de Felipe e Willians são consequência de um time que jogou na quarta passada, no último domingo e jogará nos próximos dez dias três vezes. É inevitável, especialmente em início de temporada.

Enquanto, Tite destacava após a derrota para o Santos que o jogo do Corinthians na Libertadores será decisivo, Joel pedia a vitória para chegar com moral no Fla-Flu de domingo que decide... Nada, nada, nada mesmo além de três pontos da medíocre Taça Rio. É o retrato de um Flamengo que joga a libertadores, mas não está na competição. Não adianta depois falar de karma, destino ou sorte quando não se faz a sua parte.

Ferj quer acabar com o MMA...

Publicado  domingo, 4 de março de 2012

... E o pior é que a Confederação Brasileira de MMA não só aceita como vai ajudar. Segundo post do Dentro da Arena (melhor blog sobre UFC e afins), as duas federações se uniram para um Estadual de Mixed Martial Arts.

Até aí, tudo bem. O problema é que querem quatro lutadores representando um clube carioca para aproximar o MMA do futebol. A notícia foi confirmada pelo SporTV e tem a boa notícia de que o Fluminense estaria receoso de misturar futebol e vale-tudo.

Há esperança de que alguém tenha o bom senso de não misturar os dois esportes? Será que não há ninguém que imagine o que vai acontecer quando as organizadas se irritarem com uma marcação errada em uma arena que promove a luta (o que imbecis sempre confundem com a briga pura e simples)? Daqui a pouco academias de luta só aceitarão torcedores de um time.

O MMA não precisa do futebol para crescer. Já é um esporte apaixonante que atrai milhares de apaixonados. Juntar as duas coisas só vai trazer o clubismo da bola para torcer contra atletas brasileiros. Ao invés de unir, vai dividir. É isso mesmo o que os dirigentes desse novo esporte querem?

Zico: ídolo do Brasil

Publicado  sábado, 3 de março de 2012

Carregando sonhos de uma geração a seleção canarinho voou tão alto que nem mesmo o gol de Paolo Rossi apagou. E a frente do escrete estava Zico, Zicão, Zicaço, aniversariante do dia. Rei do Flamengo, ídolo do Brasil. Arthur,  ídolo de tricolores, vascaínos, botafoguenses, corintianos, palmeirenses, são paulinos, santistas e outros torcedores. Porque acima do rubro-negro, Zico sempre foi ícone do futebol brasileiro.

O mal maior do futebol brasileiro é o clubismo, vírus que faz o torcedor bater no peito e dizer que não torce pelo Brasil de Ricardo Teixeira quando vibrou sem hesitação com o Vasco de Eurico, o Corinthians de Dualib e outros times dirigidos por dirigentes mesquinhos. Só um rancor clubístico, pequeno demais para o tamanho do futebol brasileiro, justifica que coloquem Zico apenas como ídolo rubro-negro. Rei, Arthur só foi no Flamengo, mas foi herói de seu país, ainda que os idiotas da objetividade insistam em discutir resultado onde se fala de futebol. Porque com a bola nos pés, ele é estrela da constelação mágica brasileira. Acima de muitos, abaixo de poucos.

Abaixo? Zico nunca esteve abaixo de ninguém. Porque se perdia na bola, fulgurava o brilho de seu caráter, artigo raro no mundo sujo do futebol e comum nos super-heróis dos quadrinhos. Nunca fugiu, nunca se entregou e nunca fez concessões que tivesse vergonha.  E esse sempre será Zico, exemplo nacional. De bola extraordinária e moral ímpar, exemplo que todo pai quer apontar para o filho ao invés dos nossos boleiros. Por isso, não pense no seu time quando pensar em Zico. Sinta orgulho. É do Brasil.