Wesley e a crônica do exílio palmeirense

Publicado  terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Na terra do presidente do alviverde não há sabiás e nem mesmo um trabalho digno de Palmeiras. As piadas que no terreno da ficção gorjeiam, não gorjeiam como os projetos supostamente sérios de lá. No fantástico mundo de Tirone um jogador veste a camisa palmeirense antes mesmo de assinar contrato ou ter os direitos comprados.

A quarta maior torcida do Brasil e contratos envolvendo milhões não parecem bastar para que o mandatário palmeirense monte um time forte. É preciso, nas palavras dele, "uma prova de amor" daquela torcida que não comemora um título relevante desde a Libertadores de 1999, mas que vibra e grita a despeito de gestões amadoras e indignas uma atrás da outra.

É nessa realidade paralela em que Arnaldo Tirone acha justo passar o pires para que a torcida dê seu dinheiro suado por um jogador sem nenhuma identificação com o Parque Antártica. No exílio do orgulho palmeirense não há flores no caminho da torcida, mas sem dúvida alguma há mais várzeas que Gonçalves Dias imaginou, algo compatível com o amadorismo gritante. Não permita Deus que mais palmeirenses morram, sem um dia ver o Palmeiras que conhecemos de volta.

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