Queda de Caio Jr. confirma amadorismo de Odone

Publicado  segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Desde que assumiu a presidência do Grêmio, Paulo Odone mostrou eterna competência em delegar. Delegou a culpa do fracasso com Ronaldinho Gaúcho à Assis, delegou a responsabilidade pela campanha gremista irregular em 2011 em Renato Gaúcho, também delegou a perda do atacante Jonas quase de graça à gestão que sucedeu e agora delega - a repetição do radical é proposital - a responsabilidade pelo péssimo início de temporada do tricolor gaúcho para Caio Junior. Odone nunca teria culpa ou responsabilidade, mas sim os outros.

O fracasso de Caio Junior, grande estudioso do futebol mas sem o perfil boleiro essencial no futebol do Brasil, era previsível em uma gestão tão tumultuada e hesitante. Previ que não daria certo no twitter, mas surpreende a velocidade com que Odone foi incapaz de defender um técnico que tanto defendeu na apresentação. O presidente que vive da gloriosa Batalha dos Aflitos como uma panacéia para cada contestação é medíocre ao agir como se acreditasse em suas decisões.

Chega a ser irônico, mas com três técnicos em menos de dois anos de clube, o melhor técnico que Odone contou foi Renato Gaúcho. Não é ironia, mas emblemático que justo ele tenha sido demitido por pura politicagem. O presidente do Grêmio não teve a grandeza de aceitar um profissional contratado pelos seus predecessores e amado pela torcida. Boicotou Renato por meses inclusive na escolha de reforços e manutenção do elenco - repare: em 2011 o Grêmio começou contratando Vinícius Pacheco e perdendo Jonas e Borges. Em 2012 trouxe Marcelo Moreno e kléber.

Não se trata mais de azar ou incompetência deste ou daquele profissional, mas sim da falta de visão desta gestão. Cabe aos gremistas juntarem os cacos e tentarem um ano mais digno que encerre de vez a passagem de Odone. É tudo o que sobrou com apenas dois meses de 2012.

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