Falcão e seu desafio no Bahia

Publicado  terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O blog já declarou torcida aberta a Falcão no ano passado e assim segue. Não vai faltar bons fluidos do lado de cá, mas é preciso ressaltar as dificuldades que Paulo Roberto Falcão encontrará no tricolor baiano e em seu novo trabalho como técnico substituindo o folclórico Joel Santana.

Embora tenha um perfil muito diferente do atual técnico do Flamengo, Falcão terá que ser melhor do que um aproveitamento bem baixo do ex-técnico do Bahia com apenas 48,48% em 22 partidas. Se Joel contava com a simpatia da imprensa local, não deve ser difícil para o ídolo do Internacional conquistá-la com resultados melhores do que o pífio rendimento de seu predecessor. Inclusive o título baiano, taça que o clube não levanta há uma década. Aliás, há dez anos o Bahia não conquista um título, impensável para um dos maiores times nordestinos. Outro estadual - ele conquistou o campeonato gaúcho em 2010 - pode ajudar a consolidá-lo no cenário nacional.

Por outro lado, Falcão encontrará um elenco com bad boys como Souza e Morais que tem longo histórico de máscara. Técnicos se impõem pela força ou pelo conhecimento, ele precisará descobrir como trazer os jogadores para o seu lado. Reencontrar o ponta Zé Roberto pode ajudá-lo.

No Internacional, os dirigentes perceberam que Falcão era um comentarista que queria ser técnico sem todos os conhecimentos práticos que a função exige. O estudioso Julinho Camargo entrava em ação para fazer os treinamentos que concretizavam a visão do ex-profissional da Globo. A dupla deu certo, levou a taça do Estadual e só foi desfeita porque o Grêmio apostou no auxiliar para treinar o tricolor gaúcho. Curiosamente, a contratação mais atrapalhou o rival do que ajudou o imortal.

Por fim, Falcão é cria da geração de 82. Acredita no jogo para frente e bem jogado, como boa parte dos tricolores gosta. Torço muito para que emplaque e o Brasil ganhe mais um técnico. Os torcedores do Bahia agradeceriam. E o futebol também.

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