Arrogância não cabe na Libertadores

Publicado  quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Minutos antes do Vasco entrar em campo li em um fórum um torcedor ridicularizando um narrador por se referir ao Nacional como um gigante sul-americano. O time uruguaio é tricampeão da competição. Vi depoimentos semelhantes de brasileiros durante a campanha épica do Penarol em 2011 na Taça Libertadores e pouco antes de todos os confrontos do Flamengo contra LaU, campeã sul-americana e responsável por ótima campanha na Taça Libertadores de 2010.

A maioria dos técnicos brasileiros vai mal na competição pela simples falta de acompanhar o que está ocorrendo no cenário sul-americano. Enquanto a gente vê Jorge Sampaoli e Gerardo Pelusso falando com propriedade de times brasileiros, regularmente nossas equipes entram despreparadas para o confronto. Usam três zagueiros contra times com um atacante e poucos meias, jogam para cadenciar quando o adversário é perito em acelerar o jogo e por aí vai.


Esse erro somado ao comportamento de alguns torcedores me faz pensar se essa arrogância não está enraizada no nosso sangue. O Brasil caminha para alcançar a supremacia sul-americana com mais títulos e campanhas mais sólidas (nos últimos três anos levamos uma taça e fomos vice em outra), mas mais do que aprender a jogar a competição os times precisam saber que menosprezar o adversário é começar perdendo.

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