Toda falta que Marcão fará

Publicado  quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hoje, vivemos tempos em que é inimaginável um torcedor admirar outro jogador, mas acredite: houve uma época em que um vascaíno achava Zico um herói, que corintianos adoravam Pelé e palmeirenses gritavam por Sócrates.  E por aí vai.

Não sei se esse tempo acabou completamente e tenho esperanças que não. Mas é fato que Marcão é legítimo representante dessa era. É um Marco, com o perdão do trocadilho,  de um sentimento que une todos os torcedores de todos os clubes pela paixão de algo muito maior do que qualquer time do mundo: o futebol.

Marcos, São Marcos, Marcão, Santo... Bendito goleiro esse. O camisa 1 do Palmeiras em alguns dos momentos mais relevantes do clube fez milagres, ressuscitou em 2008 graças à fé de Vanderlei Luxemburgo (eu, por exemplo, já o dava como aposentado) e chegou até aqui. Em 2012, se despede e deixa uma saudade incomensurável nos corações alviverdes e, acreditem, um enorme sentimento de perda por todo mundo que gosta de futebol.

E acima de toda essa saudade há também outra enorme sensação. A de gratidão. Obrigado, Marcos, Santo, São Marcos, Marcão. Obrigado.



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