Muhammad Ali muito além de boxe ou MMA

Publicado  terça-feira, 17 de janeiro de 2012



70 anos de um ídolo universal. O boxeador Muhammad Ali não é só um atleta, mas um ícone. Você pode achar exageradas as homenagens para um esporte que só conhecemos pela madrugada e parece não fazer sentido nas disputar do UFC que atraem cada vez mais. Mas elas ainda são pouco.

Muhammad não lutou boxe, mas se converteu em um ídolo político que ajudou a transformar sua sociedade e seu tempo. Recusou títulos, mudou seu nome e brigou com o próprio país para não mudar quem fosse. Tanta vontade que abandonou Cassius Clay para ser mais Ali.

Em homenagem à data transcrevo um trecho de uma resenha que escrevi para o site Melhores do Mundo sobre o álbum Superman X Muhammad Ali que fala justamente desse herói.  Leia e deixe seu comentário:

O esporte é uma das maiores fábricas de heróis que existem e Muhammad Ali, ex-Cassius Clay, é um produto de um dos melhores momentos disso. Naquela época a mídia ecoava o alcance dos carismas sem reviver microscopicamente cada lance, especialmente da vida desses personagens. Naquela época ninguém comentaria do cabelo do Dr. Sócrates ou faria alguma estatística bisonha sobre um ídolo como Roberto Dinamite.

Você pode não gostar de boxe, mas Ali era muito mais do que um boxeador. Ele se tornou muçulmano em uma época nada fácil para quem ousasse discordar de governos, recusou o alistamento e fez tudo isso desafiando tudo e a todos. Imagine um jogador como Messi com mais marra que o Romário, mas acima de tudo, com um orgulho moral de nunca fazer nada que não concordasse. Parece impossível, mas ainda assim talvez seja insuficiente para explicar o que Muhammad Ali significa não só para o esporte, mas para a história da nossa sociedade.

Ali foi um herói em uma época em que todos os heróis pareciam supers. Talvez tanto quanto o que o Super-Homem significa para nossa cultura.

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