Foi certo manter Montillo? Depende do Cruzeiro...

Publicado  sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vivendo tempos estranhos em sua história recente com fuga por rebaixamento e salários atrasados, o Cruzeiro vive uma nova era com seu presidente Gilvan de Pinho Tavares que aproveitou o momento de ruptura com a história recente para romper com a prática mercantilista do clube e segurar o meia argentino Montillo após uma proposta quase nonsense do Corinthians pelo jogador.

Se acertou ou se errou, tudo vai depender da relação que o Cruzeiro passará a ter com o jogador. Montillo tinha um contrato em vigor e teve que aceitar a permanência, mas é inevitável que se desmotive e pense no que deixou de ganhar se o clube mineiro não o valorizar. Se Gilvan pensou como o presidente de um clube grande, precisa raciocinar como um pragmático gestor de uma empresa e fazer seu funcionário ter menos frustações por não ter saído e mais alegria por ter ficado. Se seu salário diminuir a diferença para o que quase ganhou, o Cruzeiro pode manter seu excepcional meia ao invés de ganhar um jogador insatisfeito.

Montillo parece um estilo de jogador diferente de outros. Jamais foge à responsabilidade ou cria desculpas fáceis. Foi o grande responsável em 2011 por manter o Cruzeiro na série A. Mas é um ser humano. Que o clube consiga fazer dele um homem mais feliz e valorizado. Vale mais a pena aumentar seu salário do que perder esse ídolo.


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