Cruzeiro precisa de calma e paz em 2012

Publicado  domingo, 29 de janeiro de 2012



O 2011 da raposa foi daqueles anos de emoções absurdas. Começando como o melhor futebol da Taça Libertadores e terminando com uma boa dose de sorte e ajuda do maior rival para escapar do rebaixamento. É difícil entender a lógica do ano que o clube teve, mas passou.

Neste ano que começa, o Cruzeiro precisa ter menos brigas internas e rachas políticos assim como recuperar o que sempre foi padrão no clube como os salários em dia. Acima de tudo, a raposa não precisa ver seu principal jogador respondendo se vai continuar ou não na Toca.

O presidente Gilvan Tavares tem um desafio cruel de substituir os irmãos Perrela, com décadas de futebol nas costas. Não tem se mostrado à altura do desafio. O Cruzeiro que quase foi rebaixado aposta em Vágner Mancini, co-responsável pela queda de Guarani e Ceará, como comandante e em um elenco ainda muito parecido com o de 2011. Na estréia contra o fraco Mamoré a inexpressiva vitória de 2X1 revelou um time com pouco brilho apostando apenas em Montillo para resolver. E o argentino ainda sai de campo dizendo que não irá para o Corinthians. Lembra demais o ano passado.

É difícil acreditar em um primeiro semestre bom com tantas hesitações. Resta torcer para que Gilvan ajude o clube a recuperar seu foco. O Cruzeiro precisa de mais ambição.

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Algo que pode dar esperanças aos cruzeirenses pode ser o ataque. Diferente da dupla de centroavantes Anselmo Ramon e Wellington Paulista, os prováveis titulares Walter e Wallyson tem tudo para ajudar demais Montillo. Mas perceba: Walter precisa de disciplina e Wallyson de se contundir menos. O Cruzeiro de 2012 depende de muitas variáveis. E de calma e paz.

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