Jorginho ainda tem muito a provar

Publicado  domingo, 13 de novembro de 2011


O Figueirense é a grande surpresa do campeonato. Em uma arrancada extraordinária chega a menos de cinco rodadas do fim do Brasileiro com chances reais de obter um título inédito para o time catarinense. Boa parte desse mérito vem para o excelente trabalho tático do técnico Jorginho.

O ex-auxiliar de Dunga montou um coletivo de ex-jogadores de outros clubes da série A e jovens atletas em um 4-4-2 (ou 4-2-2-2 se preferirem) muito consolidado. Os jogadores deixam pouco espaço na defesa e atacam muito rápido. Quando o nome mais conhecido talvez seja o de Túlio (ex-Botafogo) não dá para negar que Jorginho é o grande responsável pela campanha. Daí, vemos pedidos exagerados de que ele já é uma realidade e que daria certo em qualquer clube grande.

Jorginho está na mesma colocação que técnicos como Silas e Caio Jr. já ocuparam com Avaí e Paraná, respectivamente. As (poucas) conquistas de ambos depois que foram para outros clubes grandes mostra o tamanho da precipitação. Em clubes pequenos há mais dificuldades, mas há também menos vaidade e, em clubes como o Avaí e Figueirense, a infraestrutura é melhor do que em muitos clubes grandes.

Se Jorginho tiver sua chance em um time de grande expressão vai enfrentar jogadores com salários e egos maiores, um número maior de conselheiros-síndicos e, acima de tudo, muito mais pressão. É nesse cenário que ele provará que é capaz de se adaptar a elencos mais heterogêneos em técnica, vontade e humildade do que o Figueirense. Ele tem um trabalho tão promissor quanto o que demonstrou no América e vai dando pinta de que pode ser uma boa novidade. Mas ainda é muito cedo para transformá-lo em uma realidade para grandes times.





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