Brasileiro 2011 consolida projetos

Publicado  segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Desde que os pontos corridos começaram a promessa sempre foi de obrigar os clubes brasileiros a se organizarem. Embora no início do formato muito se tenha discutido a respeito a supremacia do São Paulo, de longe o mais estruturado do Brasil, entre 2006 e 2008 pareceu confirmar o que este ano consolida. Os times que estão melhores posicionados começaram seus projetos não no início do ano, mas há três anos.

Repare que a liderança do Vasco não começa esse ano, mas vem de 2008 com a chegada do diretor Rodrigo Caetano e a reformulação de todo departamento de futebol que culminou com uma ascenção que chega ao seu clímax este ano. Da mesma forma, o Botafogo, há tempos com o melhor presidente de um clube carioca, iniciou sua campanha com a chegada de Maurício Assunção. O dentista e cartola encontrou um clube sem elenco e em seu primeiro ano repetiu o vice-campeonato da decepcionante gestão Bebeto de Freitas e mantendo uma média de deixar os técnicos completarem ao menos um ano de trabalho colhe os frutos com o melhor futebol do campeonato brasileiro.

O Corinthians é que atravessa o maior ciclo, culminando com a gestão Sanchez que também começou quase em 2008 - na verdade, André Sanchez chegou em 2007 tarde demais para impedir o rebaixamento do alvinegro - e que vem em alto nível desde 2009. O Timão superou a aposentadoria de Ronaldo, a saída de Mano Menezes e mesmo assim ainda busca um título de impacto após as duas eliminações na Copa Santander Libertadores e a perda do Brasileiro de 2010.

Atrás dos três o Palmeiras oscila demais embora Felipão tenha um ano no cargo, mas o alviverde sempre brigou posições acima. Assim como o Flamengo e Fluminense, que começaram seus trabalhos praticamente esse ano. Não vejo a imprensa esportiva fazer essa ressalva quando comenta a oscilação desses times e é justo ver que o torcedor também não. Mas seria bom que se comentasse. Os três times podem crescer nos próximos anos se Felipão, Luxemburgo e Abel (talvez o único que não seja o "manager" do projeto) tiverem chance de completarem esse ciclo.

Será que o torcedor vai jogar junto?

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