É disso que o basquete brasileiro precisa?

Publicado  domingo, 21 de agosto de 2011

Kobe Bryant passou a ocupar o noticiário esportivo do Brasil com a possibilidade de atuar no Brasil. Torcedores multiplicam os boatos nas redes sociais e rezam para que o sonho de ver um jogador desse nível por aqui. E será que é isso mesmo que precisamos?

Pode ser que amanhã venha Kobe e quem sabe outros jogadores da NBA, nos deslumbrem com seu nível muito acima do nosso e, vá lá, atraiam novos torcedores até o fim do locaute nos EUA. Mas e depois? O que vão deixar aqui além de gente frustrada com a qualidade que realmente temos ao invés do sonho que teremos por alguns meses?

O basquete brasileiro completa uma década na mais absoluta irrelevância no cenário mundial. Perdeu espaço para o vôlei e não duvido que algum dia até o handebol tenha mais adeptos. O que o esporte precisa é um trabalho de base que forme mais gente que pratique e, principalmente, goste do esporte. Precisamos sim de ídolos, mas também que mais brasileiros se identifiquem com termos como cesta de três pontos.

E não deixa de ser perturbador ver que esse processo começa com um jogador que disse não à seleção brasileira. Será mesmo que é de mais Leandrinhos, brasileiros ou não, que o basquete precisa?

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Para quê um jogador norte-americano gostaria de vir jogar no Brasil? O Rio de Janeiro é assim tão mais lindo do que a Califórnia? Talvez. De qualquer jeito, não deixa de ser intrigante ver o que Leandrinho destaca como motivação para Steve Nash e outros basqueteiros:

Assim que saiu, ele (Nash) me passou uma mensagem dizendo que quer estar junto também, sabendo que o Ronaldinho está aqui, que o futebol é muito forte no Brasil. Não só ele, como outros jogadores. Recebi uns três ou quatro telefonemas (de jogadores) que também queriam vir para o Brasil. Os jogadores que são solteiros lá gostam muito do clima brasileiro, das praias, das mulheres.
Ou seja, venham para o Brasil, passem a mão em muitas bundas e joguem basquete. Depois vocês se vão e nós ficamos com o de sempre.

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Se há uma hipótese remota do Flamengo e outros clubes brasileiros terem Leandrinho ou outros jogadores da NBA, que tentem e busquem. O ganho de marketing que isso representa é incomensurável. Não sei se é algo viável, mas se for, é obrigação tentarem.

Só não me digam que isso vai mudar os rumos do basquete brasileiro. Não vai.

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