Anderson Silva precisa se decidir

Publicado  segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Você não pode reclamar da poluição se não se preocupa com o seu lixo e não tem condições de falar do trânsito se usa carro todos os dias da semana. São conceitos simples. Não podemos reclamar das consequências de ações que começamos.

Penso isso ao ler esta entrevista de Anderson Silva, chocado com as vaias que recebeu no UFC Rio. Vale o destaque:

Não é o time em si, é a combinação dos clubes estarem apoiando o esporte. Isso pode levar uma nova referência do esporte às crianças. A gente pode e consegue mudar muita coisa no nosso país. Não estamos aqui para defender a camisa de um time, mas para defender a bandeira do Brasil e buscar um futuro melhor pro MMA. Esse negócio de torcer contra e vaiar não é o caminho. Provamos hoje que o Brasil é uma potência do MMA.
Muito bem, Anderson. Seja bem vindo à paixão do futebol brasileiro onde queremos que a seleção jogue bonito e vença, mas no brasileiro vemos apenas o placar. As coisas são assim. Você assumiu a camisa do seu clube de coração, que não é visto com simpatia na cidade que deve sediar os próximos eventos. Não estranhe as vaias. Foi você que optou por defender um clube, quando poderia ser um ídolo nacional. Ainda dá tempo de mudar.

Como já disse antes: nada de bom para o UFC virá dessa união clubes - lutadores.

UFC & clubes de futebol: nada a ver!

Publicado  sábado, 27 de agosto de 2011

Minotauro tinha tudo para perder. Em um desses momentos mágicos que só o esporte nos proporciona encaixa uma série de golpes e derrota um adversário que parecia fisicamente superior. A platéia delira. Emocionado, o herói puxa uma bandeira brasileira. Verde, amarelo e o logo do Internacional Sport club aparecem. Imagine o que gremistas e torcedores do Corinthians (segunda maior torcida do Brasil e que têm uma rivalidade com o clube gaúcho por conta do polêmico torneio de 2005) devem ter pensado.

Nada de bom virá para o UFC dessa união com clubes de futebol. Estamos perdendo a chance de formar toda uma nova legião de torcedores e apaixonados por outro esporte em busca de soluções fáceis e que só interessam a instituições que já lucram bastante com seu esporte. O país da bola tem proporções continentais que nos obrigam a olhar para outros esportes e dar a eles chances que ao menos lembrem o que qualquer reserva de um time da série A consegue. Não vamos conseguir isso transformando gente como Anderson Silva de um ídolo nacional - talvez só comparável à Ayrton Senna - em um herói regional, clubístico e de uma só torcida.

Quando Ronaldo trouxe "O Aranha" para a carteira clientes de sua empresa, não se preocupou com a formação do esporte no Brasil. Além de explorar a imagem do maior lutador do mundo talvez buscasse valorizar a marca Corinthians, o que é seu dever como ídolo e parceiro do clube. A questão toda é se o Brasil precisa criar admiradores e fãs de um novo esporte ou levar uma rivalidade, que liga cada vez menos para o esporte e mais para resultados, à possível nova paixão nacional.

Será que a Fórmula 1 seria o que é no Brasil se Emerson Fittipaldi corresse com o uniforme do time que você mais odeia? Será mesmo que nenhum esporte pode ganhar torcida no Brasil sem ser ligado aos clubes de futebol?

É disso que o basquete brasileiro precisa?

Publicado  domingo, 21 de agosto de 2011

Kobe Bryant passou a ocupar o noticiário esportivo do Brasil com a possibilidade de atuar no Brasil. Torcedores multiplicam os boatos nas redes sociais e rezam para que o sonho de ver um jogador desse nível por aqui. E será que é isso mesmo que precisamos?

Pode ser que amanhã venha Kobe e quem sabe outros jogadores da NBA, nos deslumbrem com seu nível muito acima do nosso e, vá lá, atraiam novos torcedores até o fim do locaute nos EUA. Mas e depois? O que vão deixar aqui além de gente frustrada com a qualidade que realmente temos ao invés do sonho que teremos por alguns meses?

O basquete brasileiro completa uma década na mais absoluta irrelevância no cenário mundial. Perdeu espaço para o vôlei e não duvido que algum dia até o handebol tenha mais adeptos. O que o esporte precisa é um trabalho de base que forme mais gente que pratique e, principalmente, goste do esporte. Precisamos sim de ídolos, mas também que mais brasileiros se identifiquem com termos como cesta de três pontos.

E não deixa de ser perturbador ver que esse processo começa com um jogador que disse não à seleção brasileira. Será mesmo que é de mais Leandrinhos, brasileiros ou não, que o basquete precisa?

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Para quê um jogador norte-americano gostaria de vir jogar no Brasil? O Rio de Janeiro é assim tão mais lindo do que a Califórnia? Talvez. De qualquer jeito, não deixa de ser intrigante ver o que Leandrinho destaca como motivação para Steve Nash e outros basqueteiros:

Assim que saiu, ele (Nash) me passou uma mensagem dizendo que quer estar junto também, sabendo que o Ronaldinho está aqui, que o futebol é muito forte no Brasil. Não só ele, como outros jogadores. Recebi uns três ou quatro telefonemas (de jogadores) que também queriam vir para o Brasil. Os jogadores que são solteiros lá gostam muito do clima brasileiro, das praias, das mulheres.
Ou seja, venham para o Brasil, passem a mão em muitas bundas e joguem basquete. Depois vocês se vão e nós ficamos com o de sempre.

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Se há uma hipótese remota do Flamengo e outros clubes brasileiros terem Leandrinho ou outros jogadores da NBA, que tentem e busquem. O ganho de marketing que isso representa é incomensurável. Não sei se é algo viável, mas se for, é obrigação tentarem.

Só não me digam que isso vai mudar os rumos do basquete brasileiro. Não vai.

O futebol é dos meninos

Publicado  sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O futebol é pródigo em tornar homens em meninos. O sorriso cínico de um adulto em um choro emocionado de criança. A cada gol bendito, uma lágrima porque cada lembrança é feito o brinquedo favorito que você nunca joga fora.

E o porquê em cada choro não se explica nas instruções da caixa. Cada soluço é um obrigado aos heróis por aquela memória confusa. Confusão porque as lembranças se misturam, se completam e se fortalecem. Onde você estava, quem você era e de quem foi o gol? É o eterno pique-futebol: quem lembra mais, ganha. Mas o jogo dura mais do que 90 minutos.

E a cada emoção, mais choro. Os amigos queridos da infância, os sonhos perdidos dos meninos e os acasos inexplicáveis que insistimos em encontrar respostas: "foi a camisa" ou os clichês: "futebol é uma caixa de surpresas". Adultos sempre acham que têm respostas, crianças sempre sabem que têm perguntas.

As vezes, o chorar não é só obrigado. Quem sabe, a emoção não seja também uma resposta? E, sendo assim, obrigado, Lê. De um menino para outro.

Caso Fred expõe extremos de um debate cinza

Publicado  segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Se foram 60 ou 27 caipisaquês, pouco importa. Não são os torcedores que bancam os fiscais da noite ou mesmo as acusações previsíveis - e bem contestáveis - contra o jornalista Caio Barbosa que deveriam ser o foco das discussões que a situação trouxe. O debate é outro. A vida pessoal de jogadores interessa ou não?

A resposta correta é o bom e velho bordão do Seu Madruga: pode ser que sim, pode ser que não. O mais provável é... Quem sabe?

Jogador tem direito de fazer o que quiser na vida pessoal e volta e meia há exageros. Adriano teve toda sorte de perversões convertidas em informação pública. Mesmo que suas orgias afetassem seu rendimento, não é de interesse público saber quais brinquedos ou brincadeiras o jogador preferia. É um exemplo dos erros do assim batizado jornalismo-manja, termo que vi pela primeira vez nas colunas do brilhante Lucio de Castro.

Por outro lado, a função do jornalismo é responder as perguntas que ninguém consegue sozinho. Fred apareceu de forma arrebatadora no Cruzeiro, jogou uma Copa em que muita gente boa acha que ele jogou pouco apesar da concorrência com Adriano e Ronaldo e de repente... Sumiu. Atuações irregulares na Europa e uma volta ao futebol brasileiro marcada por gols e contusões. Muitas contusões.

Se o futebol contemporâneo exige um esforço atlético dos músculos me parece óbvio que jogadores que não dormem o bastante e nem se alimentam corretamente, não cumprem suas obrigações. Ou será que existe alguma dúvida de que a época onde um Garrincha poderia beber e arrebentar no dia seguinte acabou?

Parece óbvio, mas tem quem insista que não é: quando a vida pessoal interfere no rendimento em campo, é interesse público. Não importa a nenhum torcedor quantas vezes seu atacante pulou a cerca e traiu a esposa, mas ele vai querer saber se aquele craque, cuja camisa pensa dar ao filho, gasta seu salário virando a noite e bebendo o bastante para não ter o rendimento de atleta.

Jornalista algum precisa gostar disso como é tedioso cobrir as sessões do STJD ou as eleições de conselhos de clubes de futebol. Mas para obter as respostas as vezes é bom saber da vida pessoal. Não há preto ou branco... É um debate em tons de cinza onde muitas vezes jornalistas errarão, mas espera-se, acertarão bem mais vezes e pedirão desculpas pelos seus excessos.

O único erro é imaginar que há uma única resposta pronta, binária e suprema.
Cada caso é um caso.

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Reparem, mesmo Mané sofreu muito na carreira pelos seus hábitos. Encerrou a carreira de forma precoce, bem abaixo do que poderia render. Já naquela época, o futebol exigia um condicionamento físico.

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Não há erro na cobertura que Fred "sofre". Se isso foi usado por gente má intencionada para motivar perseguições e ameaças, é outro papo. Prendam os criminosos e vida que segue. Se o atacante quer que lhe deixem em paz em suas folgas, que trate de cumprir o que deve fora delas.

Gols e bons jogos são o melhor álibi para Fred.

Estudar valeu a pena para uruguaios

Publicado  quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Já questionei por aqui nossa hipocrisia de exigir uma seleção que nos orgulhe como o Uruguai, quando não buscamos nosso caminho. E hoje é um bom dia para falar a pena com a blogagem coletiva #estudarvaleapena. Sim, porque se você não sabe a Celeste Olímpica reencontrou seu caminho aliando a educação ao esporte.

Oscar Tabarez percebeu que a raíz de todos os problemas do futebol uruguaio passavam pelas divisões de base - alguém aí reclamou da falta de atacantes e meias? - inclusive a falta de identificação dos jogadores com a seleção brasileira. E para começar o técnico mudou a filosofia da formação de seus jogadores.

O Uruguai hoje não forma apenas jogadores, mas homens e se preocupa que nenhum abandone a escola para se dedicar ao esporte. A longo prazo, poucos se tornarão jogadores e sabemos a estatística cruel que isso deixa: ex-atletas despreparados para a vida. A evasão escolar deixou de existir para a Celeste formar líderes conscientes de seu papel e importância.

Lucio de Castro foi quem escreveu bem: A Maior Revolução do Futebol Está no Uruguai. E isso se vê não apenas em cada drible que Lugano defende, mas também em cada entrevista que dá, demo nstrando um nível intelectual que envergonharia boa parte de nossos técnicos. O mesmo com Forlán, Loco Abreu e outros. O Uruguai nos ensina que o caminho para o esporte, passa pela escola. Porque o esporte depende de ídolos e esses só nascem quando formamos homens ao invés de abandonarmos nossos meninos. Quantas clubes de futebol por aqui exigem que seus garotos se formem no segundo grau?


Visite o Estudar Vale A Pena e participe da blogagem coletiva. Tomara que CBF e governo entendam que não há País do Futebol se nossos meninos não jogam bola durante o recreio escolar.

Loco: craque & ombudsman

Publicado  quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Muito mito o cara dar esporro no repórter ao vivo. E foi merecido...

Lancenet vira jornal policial e "incrimina" Fla

Publicado  terça-feira, 9 de agosto de 2011


Não há nenhum interesse público no mundo dos esportes em saber as gírias entre traficantes e criminosos. Se o líder do Comando Vermelho prefere Ganso a Neymar é totalmente irrelevante em termos jornalísticos, mas seria ótimo para agitar torcidas rivais do rubro-negro em busca de material para gozações de baixo nível. Você sabe muito bem o que o caso Bruno trouxe à tona, pois bem, esta noite o Lancenet conseguiu reviver todo esse clima inadequado para a civilidade do pior jeito possível e da forma mais descenessária.

Uma nota sobre uma batida policial (??) informa que uma foto da cantora Amy Winehouse e do volante Willians se tornaram "rótulo" (??? Tem bula também???) de papelotes de drogas. Willians foi usado para diferenciar o crack da Cocaína. Não há nenhuma relevância jornalística nisso. Willians talvez seja pai de família, jamais foi pego no antidoping e nem manifestou ligações com traficantes. Da noite para o dia, o Lance! cria uma relação indevida, ainda que fictícia, para toda sorte de provocações de baixo nível e afeta a imagem do jogador. Ou alguém duvida que as piadas com a fonética do termo "craque" irão atravessar a semana?

Insatisfeito, reclamei da irresponsabilidade de uma nota dessas, que talvez nem se justificasse em um caderno policial. Eu, por exemplo, não daria. Quantas celebridades são alvo do mesmo tipo de azar? Divulgar isso ataca sua imagem - e celebridades vivem dela - e ajuda a popularizar a informação para usuários e traficantes. Fato é que a emenda saiu pior do que o soneto:

Vejam, eu acho que curiosidade seria Willians aparecer com um novo corte de cabelo, como esta matéria menciona. Esta informação totalmente irrelevante para a editoria esportes não causa uma risadinha como a dança do João Sorrisão, não surpreende tal qual um sósia em treinamento e nem vira um trocadilho infame. Apenas revive um passado recente do clube envolvendo um goleiro acusado de assassinato e atacantes envolvidos com traficantes.

Certamente não foi a intenção do Lancenet. Acredito piamente que quem escreveu o texto tinha a convicção de estar redigindo uma informação relevante. Mas o jornalismo não é palco para inocentes. Essa informação "incrimina" o Flamengo que, com todos os defeitos que Vanderlei Luxemburgo e Patrícia Amorim possam ter, se esforça para deixar as manchas de 2010 para trás. Se houvesse um fato que justificasse... Às favas com a imagem do clube, informem (como fizeram com Adriano e Bruno). Mas não é o caso.

Repito: quantas celebridades são "homenageadas" dessa forma? O Lancenet passará a informar todas as vezes que um atleta for alvo desse ataque? Acho que quem gosta de esportes dispensa a informação.

PS: A tréplica final. Para o Lancenet, Willians "é chamado de craque pelos rubro-negros". Noves fora a brincadeira de "Black Messi", nunca vi alguém chamá-lo assim.


Saída de Dorival pode atrapalhar outro jovem?

Publicado  segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Logo depois de vencer a Copa do Brasil com o Santos, Dorival Júnior perdia o jovem e promissor André para os dólares ucranianos. A solução foi obter o empréstimo do jovem Keirrison, com quem havia trabalhado no Coritiba. Infelizmente, o técnico caiu após desentendimento com a diretoria do Peixe e o atacante, tido como a revelação do campeonato Brasileiro de 2008, foi vendo as oportunidades diminuírem cada vez mais, especialmente com a ascenção de Zé Love.

É normal que alguns técnicos tenham mais facilidade para trabalhar com certos tipos de jogadores e dificuldades que vão no mesmo grau. Keirrison e André têm características em comum: são jovens, velozes e bons finalizadores, mas mais acostumados a jogar como centroavantes do que como pontas. Não é um estilo adorado pela maioria de técnicos, que costuma escalar atacantes altos e fortes. No Rio de Janeiro, por exemplo, todos têm alguém assim: Jael, Loco, Elton e Rafael Moura. O próprio Santos trocou Zé Love por Borges. Sem dúvida, Keirrison foi prejudicado pela queda de Dorival, mesmo que isso não justifique seu péssimo momento há quase três anos. Será que o mesmo pode acontecer com André, indicação do próprio Dorival para o Atlético-MG?

A posição é uma das grandes carências da seleção brasileira. Se Keirrison parece cada vez mais distante de confirmar o que se esperava dele, vamos torcer para que Cuca seja capaz de potencializar o talento da revelação. O Galo e o futebol brasileiro agradeceriam.

Condições de Kaká na Copa seguem misteriosas

Publicado  domingo, 7 de agosto de 2011


Em entrevista ao Portal Comunique-se, o jornalista Diogo Kotscho aborda a confusão envolvendo o meia Kaká e os jornalistas Juca e André Kfouri na última Copa do Mundo. Na ocasião, o jogador do Real Madrid respondeu a uma pergunta de André criticando seu pai, Juca. Kotscho comenta o caso assim:

Comunique-se: Na Copa da África, a atitude do Kaká em dirigir-se na coletiva de imprensa ao André Kfouri e rebater o que o Juca Kfouri (pai de André) havia escrito na Folha, lhe surpreendeu ou foi discutida entre vocês antes?

DK: Conversamos antes sobre uma coluna que o Juca tinha escrito, apontando uma série de dúvidas a respeito da carreira e físico do Kaká na época. Preparei o Kaká para todas as dúvidas que o Juca poderia ter. Eu achei que o Juca, por estar na Copa do Mundo, estaria na coletiva. A coluna dele era leviana, falava de uma contusão que o Kaká não tinha, no púbis. A contusão do Kaká não era no púbis, a gente sabia que não era aquilo.
As pessoas acham que ele respondeu ao André porque ele é filho do Juca. Isso também não é verdade. A pergunta do André foi baseada na coluna do pai. Então ele respondeu: “Você está perguntado isso porque seu pai escreveu isso...”.O Juca já tinha feito outras críticas à religião do Kaká. Não foi uma pergunta do André sobre abacate, e o Kaká falou “Já vou responder sobre abacate, mas seu pai é isso e isso”. Na verdade o André fez menção ao que o Juca escreveu.
Você pode rever o caso no vídeo abaixo e refletir sobre as declarações do assessor de Kaká. Ao contrário do que Diogo diz, em momento algum André faz referência à coluna de Juca embora a pergunta diga respeito à saúde do meia:


Juca chegou a responder às acusações de Kaká depois e, na minha opinião, foi vítima de uma injustiça. É notório que o colunista da Folha jamais desrespeitou opções religiosas, mas apenas contestou as manifestações impertinentes de fé de jogadores da seleção na Copa das Confederações - e que foram proibidas pela Fifa - e sua saúde, que sempre será alvo de atenção já que Kaká depende dela para fazer o que o torna célebre.

De qualquer jeito, seja pelo motivo que for, a Copa de 2010 parece ter marcado o último momento em que tivemos esperança de ver Kaká em alto nível. O meia do Real Madrid ensaia um retorno na pré-temporada que pode dar esperanças de um retorno à seleção, mas parece incapaz de explicar de forma definitiva o nível dos problemas físicos que sofria em 2010.