O que Mano e nós devemos aprender?

Publicado  domingo, 17 de julho de 2011

A era Dunga deixou como legado após o fracasso de 2010, a mais velha seleção brasileira que já disputou o torneio. A senha era clara: hora de renovar. A começar por Ganso e Neymar, atendendo a um clamor popular precoce. Repare que o Brasil tetra em 94 era formado pela base de Lazaronni e gerou jogadores para a Copa da França, depois os pentacampeões formaram boa parte do time que fracassou em 2006 e 2010. O Brasil de 2011 começa quase do zero.

É tentador julgar Mano Menezes pelos seus resultados ruins, ignorando a evolução do futebol. A seleção pela primeira vez em muito tempo joga com três atacantes, há um trabalho claro de integração entre o sub-20 e os profissionais e, pela primeira vez em tempos, o Brasil tenta jogar de forma ofensiva. Mesmo com o técnico volta e meia insistindo com os três volantes.

A praga dos comentaristas de resultados é real. Para eles Mano perdeu uma competição e merece sair, ainda que seja o menos importante dos torneios que disputaremos até 2014 e pouco importa as consequências trágicas que isso terá sobre a nossa escola. O Brasil do drible, país do futebol, ainda não tem um centroavante à altura de Romário ou Ronaldo e já tem poucos meias para usar. Não é coincidência que damos cada vez mais importância ao resultado e menos ao futebol.

De um lado, Mano deve contestar algumas de suas posições. André Santos consolidou a impossibilidade de jogar pelo Brasil e nomes como Ramirez, Thiago Silva e Julio César, outrora incontestáveis, saem em baixa da Copa américa. Sob outro ponto de vista, todos os que pedem a queda de Mano devem se perguntar se queremos na seleção Muricy e seu futebol repleto de volantes e jogadas aéreas, dissociado de nossas tradições. Ainda prefiro perder uma Copa América jogando bem do que vencer uma final contra a Argentina com três volantes para fazer feio no que realmente importa.

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