5 explicações para fracasso brasileiro na Liberta 2011

Publicado  quinta-feira, 5 de maio de 2011


1- Arrogância: toda vez que falamos de soberba há uma impressão de que o time passou a noite rindo do adversário e no jogo os atletas ficaram deitados fazendo embaixadinha. Há diferentes tipos de prepotência. Não poupar jogadores em competições menos importantes como Santos e Internacional fizeram não deixa de ser uma forma de acreditar, de forma excessivamente confiante, que um elenco pode aguentar quatro jogos em altíssimo nível em duas semanas. Da mesma forma, achar que um placar conquistado no primeiro é irreversível no segundo também. No geral, os times brasileiros parecem ter dado menos importância a preparação para o segundo jogo do que deviam.

2- Estaduais: Perceba que se o Fluminense fosse um pouco melhor nos pênaltis poderia ter passado por um jogo decisivo a mais por semana, como Internacional, Grêmio e Cruzeiro passaram. Três dos quatro times tiveram essa dificuldade e foram eliminados. Você acha que é coincidência?

3- Falta de liderança: Quem é o grande líder do Cruzeiro? O calado Montillo ou o irregular Roger? Quando os jogadores do Grêmio ficam descontrolados, apostam no discurso e qualidade de qual jogador: o tímido Douglas ou no mascarado Borges? Você lembra bem de Juninho em 98, pelo Vasco ou Fernandão erguendo a taça no Internacional de 2006, mas é difícil enxergar nos times eliminados aquele jogador que bate no peito e comanda o time não só na técnica (como Montillo ou Douglas), mas também na reação e na emoção.

4- Técnicos: Não há entre os profissionais eliminados nenhum grande comandante. Isso faz diferença desde as substituições equivocadas de Falcão até a conhecida falta de serenidade de Cuca. O Internacional obteve suas duas Taças Libertadores com técnicos que não tinham grandes conquistas até então, mas veja que mesmo Carpegianni em 81 e Roth em 2010 foram precedidos por um ótimo trabalho de um técnico anterior e da diretoria do clube, respectivamente.

5- Karma: Times brasileiros disputam a Libertadores paralelamente a estaduais, falta pegada ou a Conmebol não fala português. Escolha seu motivo subjetivo ou ficcional, mas a questão é que o 4 de maio de 2011 foi apenas um dia em que catástrofes que ocorriam uma vez por ano, ocorreram de uma vez. Há tempos os times brasileiros caem de forma imprevisível para times sem nenhuma tradição - este ano apenas o Peñarol pode ser uma exceção. Há alguma coisa errada na forma como nossos times encaram o torneio.

******

E é bom dizer: ninguém anda lembrando que o Tolima eliminou o terceiro melhor time no último Brasileirão e saiu na primeira fase.

2 comentários: